-E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências,
Disfarçando as evidências
Mas para que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração
Eu sei que te amo,
Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais do que tudo,
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Para você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim...- Ele cantarolou olhando para mim através daqueles cílios impossivelmente grandes. -Natacha Dorelli Mendonça. -Os olhos dele estavam suaves, mas, de alguma forma, chamuscando. -Você aceita namorar comigo?
Havia muitas coisas que eu queria dizer, algumas delas não eram nem um
pouco legais, e algumas delas eram mais pasmamente apaixonadas e românticas do
que ele provavelmente sonhava que eu era capaz. Ao invés de me envergonhar com
alguma dessas coisas, eu apenas sussurrei.
-Sim.
Com a minha mão direita ainda sobre a dele, ele deslizou a aliança no
meu dedo anelar. Pegando a outra aliança que era a maior, com os dedos trêmulos,
fiz o mesmo que ele. Ele segurou minha mão, e nós dois examinamos a faixa
brilhante contra a minha pele. Peguei seu outro anel de coquinho preto que ele
segurava em sua mão esquerda e deslizei pelo mesmo dedo. Ele inalou bruscamente
e se moveu de repente, me agarrando e me balançando e rodando.
Ele estava rindo, jovem e despreocupado, irradiando alegria. Eu peguei
em seus braços para me apoiar, sentindo a ondulação da formação de seus
músculos sob meus dedos, e sua risada contagiante deixando-me tonta, uma garota
total e completamente apaixonada por seu garoto bonito. Ele me colocou pra
baixo e me beijou. Suas mãos estavam em ambos os lados do meu rosto, sua língua
era insistente e persuasiva... Excitante.
-Minha Branquela. -Ele respirou contra meus lábios, e era uma
alegria que me deixava tonta.
Ele me amava, disso eu não teinha nenhuma dúvida. Sua alegria era evidente,
os olhos brilhando, seu sorriso de criança e o seu alivio era quase
palpável.
Ele me puxou
pela cintura fazendo com que eu subisse em seu colo. Agarrei minhas pernas em
seu quadril e passei os braços em volta do seu pescoço.


Com os olhos brilhando, ele gemeu,
mas seus lábios não deixavam os meus. Seus lábios se tornaram mais insistentes,
mais provocativos, sua língua invadindo minha boca e meu corpo explodiu de
desejo.
-Você é minha, Branquela.
-Ele sussurrou.
-Sempre. -Sussurrei. Ele sorriu vitoriosamente e se moveu em direção à cama novamente,
fazendo-me suspirar.
Eu o amava... Eu o amava muito, e eu estava de
repente, vencida pela enormidade do meu amor e a profundidade do meu
compromisso com ele. E com esse pensamento inspirador, eu explodi em torno dele,
como uma cura, um orgasmo catártico, me fez gritar o seu nome, enquanto
lágrimas escorriam pelo meu rosto.
Ele atingiu o seu clímax
e derramou-se em mim. Com o rosto enterrado no meu pescoço, ele desceu até o
fundo, me segurando com força, beijando meu rosto, e beijando minhas lágrimas.
Sua cabeça repousou sobre
minha barriga, os braços em volta de mim. Meus dedos cobriram seus cabelos
indisciplinados, e nós nos encontrávamos assim não sei por quanto tempo. Era
tão tarde e eu estava cansada, mas eu só queria desfrutar dessa calma serena
após o fulgor de fazer amor com o meu namorado.
Nós dois estávamos
quietos e introspectivos. Luan suspirou e se moveu com relutância, chegando ao
meu lado com a cabeça no cotovelo e arrastando as cobertas sobre nós. Ele olhou
para mim, seus olhos brilhando, caloroso, amoroso. Eu permaneci em silencio
apenas absorvendo tudo o que aconteceu nas últimas horas e um medo me varreu.
-O que foi? -Luan franziu
a testa. Olhei para ele aflita.
-Eu estou com medo.
-Medo de quê? -Ele me
interrompeu.
-À distância... Eu
acredito que tudo aconteceu no meu outro namoro por causa da distância, e as
suas fãs... Além de mim. E...E...
-E o quê? -Ele ergueu uma
sobrancelha. -Se a distância foi um dos motivos que ele achou para te trair,
foi porque ele não te amava o suficiente pra aguentar a distância, e minhas fãs
verdadeiras vão me apoiar no que for. -Ele resmungou, tentei protestar. -Natacha... Nós nos amamos.-Ele sorriu, tentei abafar o sorriso e acabei falhando.
-Sou muito ciumenta pra
namorar com você!
-Das minhas negas tenho certeza
que você não tem ciúmes, e prometo ser safado só com você. -Ele sorriu. -Você
sabe que sou fiel!
-Sei, Moreno. Eu sei...
-Suspirei, vencida. Meu único medo era esse. Ele percebeu que tinha vencido
nossa pequena guerra, segurou um sorriso e deslizou o seu polegar sobre meu
rosto.
-Você não tem como
fugir de mim, você aceitou. -Ele estendeu seu sorriso. -Você é minha agora!
(...)
Remexi-me
abrindo meus olhos para uma manhã de agosto brilhante.
-Oi. -Luan
murmurou, sorriu carinhosamente para mim. Ele estava ao meu lado, completamente
vestido, em cima da cama. Há quanto tempo ele estava aqui? Será que ele estava
me estudando? De repente, eu me senti incrivelmente tímida e meu rosto aqueceu
sob o seu olhar.
-Oi.
-Murmurei grata que eu estava deitada de barriga para baixo. -Há quanto tempo
você estava me olhando?
-Eu podia
ver você dormir por horas, mas eu só estive aqui por cerca de cinco minutos.
-Ele deu seu sorriso torto. -Feliz aniversário!
Ofereci-lhe
um sorriso hesitante e acariciei seu rosto.
-Obrigada.
Por tudo.
-Tudo?
-Tudo!
Olhou-me
momentaneamente confuso, mas isto foi fugaz. Ele se inclinou e me beijou
suavemente.
-Você dormiu
bem? -Ele indagou levemente. -Eu acho que sim sabe, depois do tanto que você
roncou.
-Eu não
ronco! -Eu fiz beicinho petulante.
-Não. Você
não ronca. -Ele sorriu para mim. Rolei os olhos e tentei prender um riso,
mordendo meu lábio inferior. -Aqui. -Ele me entregou uma caixinha
pequena e embrulhada, com um pequeno cartão de presente.
Senti a
ansiedade do Luan e a emoção, e era contagiante. Eu abri e li o cartão.
Por todos os
nossos primeiros no primeiro aniversário da minha namorada.
Eu amo você.
Luan S. x
-Eu também te amo. -Sussurrei sorrindo para ele.
Ele sorriu, seu sorriso tímido.
-Abre logo.
Desempacotando o papel com cuidado para que ele não rasgasse, encontrei
uma bonita caixa de couro vermelha. Cartier. Cautelosamente, abri a
caixa para descobrir um delicado bracelete de prata ou platina ou ouro branco,
eu não sabia, mas era absolutamente encantador. Atado a ele estava vários
pingente, mas o que realmente chamou a minha atenção foi o de forma delicada a
qual eu já conhecia como a palma da minha mão: Um violão.
Eu olhei para ele confusa.
-Nos conhecemos através da música. -Ele deu de ombros. -Você é uma
sereia, me seduziu e me prendeu pela sua voz!
Eu não pude deixar de sorrir.
-Moreno, isto é lindo! Obrigada, é lindo!
Meu favorito
era o coração. Era um medalhão.
-Você pode colocar uma foto ou qualquer outra coisa que quiser.
-Uma foto sua. -Olhei para ele através de meus cílios. -Sempre no meu
coração.
Ele sorriu seu sorriso encantador, tímido. Eu acariciei
o último pingente: Uma pequena chave.
-Para meu coração e alma. -Ele sussurrou.
Lágrimas pinicaram meus olhos. Eu me lancei para ele, enrolando os
braços envolta de seu pescoço e me estabelecendo em seu colo.
-É um presente tão perfeito. Tão único. Eu amei. Obrigada. -Murmurei contra sua
orelha. Minhas lágrimas ameaçaram cair. Ele gemeu baixinho e me envolveu em
seu braço. -Eu não sei o que faria sem você. -Minha voz rachou enquanto tentava
segurar minhas emoções.
Ele suspirou
profundamente e colocou seus braços ao meu redor.
-Amor, eu
não quero que você chore. -Ele sussurrou. Funguei meu nariz de forma nada delicada.
-O café da manhã está aqui na varanda do seu quarto. Venha, eu estou me
sentindo solitário.
Uma vez vestida com a camiseta do meu namorado -meu vestuário preferido-,
meu apetite fez um breve retorno de boas-vindas durante o café da manhã.
Caminhando até a varanda do meu quarto eu peguei um assento e fiquei grata pelo
pequeno e impressionante café da manhã colocado diante de mim.
-Você que preparou isto aqui? -Perguntei olhando-o enquanto ele sentou à
minha frente.
-Tá eu confesso, eu apenas ajudei a Rosa a colocá-lo sobre essa mesa.
-Ele murmurou.
-Rosa esteve aqui? -Perguntei ruborizando. Ele concordou com a cabeça e
riu.
Desviei meu olhar e me concentrei no meu café da manhã.
-Vou
precisar ir até Londrina, tenho algumas participações em algumas rádios locais.
Antes dos parabéns eu estarei de volta! -Ele murmurou. Permaneci com o meu olhar
no meu café. -Depois do almoço eu já estarei livre. -Ele riu quando suspirei de alívio.
Uma vez
dentro do banheiro, deixei a água cair sobre meu corpo enquanto a realidade me
atingiu. Eu estava completando os tão temidos 21 anos e eu estava namorando!
Bem, eu já fiz isso outra vez, não seria tão difícil quanto parece. O
seu último namorado traiu você. Meu subconsciente rosnou para mim.
-Ele não é o
Israel! -Sussurrei para mim mesma.
Saindo de dentro do banheiro, caminhei em direção ao meu closet e logo me vesti.
Saindo de dentro do banheiro, caminhei em direção ao meu closet e logo me vesti.
Penteei meus cabelos
em frente ao espelho. Segurando meu pulso, agitei-o, e os pingentes da minha
pulseira deram uma chocalhada satisfatória. Como ele sempre sabe exatamente a
coisa certa para me dar? Respirei fundo, tentando conter a emoção ainda à espreita
do meu sistema, e olhei para baixo, para a pulseira mais uma vez. Aposto que
custou uma fortuna. Ah... Bem. Ele pode pagar.
Desci as escadas a
ponto de encontrar Rosa sorrindo para mim.
-Bom dia, Rosinha.
-Sorri.
-Bom dia, meu anjo.
Feliz Aniversário. -Ela retribuiu o meu sorriso enquanto caminhava em direção à
cozinha. Logo se virou para mim e torceu a boca. -Eu sei que isso não é da
minha conta e se você não quiser me responder tudo bem, mas você está namorando
com aquele menino, Luan?
Um sorriso brincou em
meus lábios antes da minha resposta.
-Sim, eu estou.
-Eu posso ver o
quanto vocês se amam. - Ela comentou. -Pois quando fiz a mesma pergunta para
ele, vi o mesmo brilho em seus olhos.
Quando percebi, eu já
estava envolvida em seus braços. Ela me retribuiu e permanecemos assim por
alguns segundos. Afastando-me de seus braços, dei-lhe um sorriso tímido. Fomos
interrompidas pela campainha tocando. Em alguns passos, Rosa abriu a porta e
Juliana atravessou-a com sua euforia.
-Morena! Feliz
Aniversário! -Ela correu para os meus braços e por pouco, não caímos no meio da
sala.
-Loira! -Retribui seu
abraço. -Obrigada.
-Como é ter vinte e
um anos? -Ela perguntou com sua euforia contida.
-É estranho. -Rimos.
Seus olhos bateram e
pararam sobre a aliança no meu quarto dedo.
-O que é isto?
-Bem, é o que você
imagina.
-Oh meu Deus. Ele te
pediu em namoro? -Ela perguntou. Sua euforia voltando. Assenti. -Eu não consigo
imaginar presente melhor de aniversário do que receber um Deus-Grego como seu
namorado.
-Juliana! -A
repreendi.
-Desculpe amiga,
estou apenas sendo realista. -Ela deu de ombros, fazendo nós duas rirmos mais
um pouco. -Eu sabia que isso não iria demorar. -Ela me envolveu em um abraço. -Eu
estou tão feliz por vocês. Você merece!
-Eu não quero chorar
no dia do meu aniversário, Jujuba. -Choraminguei e ela riu ainda mais.
A campainha tocou
novamente, Rosa se apressou em abrir e dela entrou três pessoas que logo
fizeram meu sorriso se expandir.
-Pitchuca! -Patrícia
me envolveu em seu abraço e eu o retribui com muito agrado.
Patrícia era minha
prima. Sua aparência continuava a mesma, como eu me lembrava. Seus cabelos eram de
uma cor castanha e revoltados, seus olhos castanho-claro. E agora poderia dizer
que temos a mesma idade.
-Paty, que saudades!
-Quem estava com
saudades aqui, era eu. Resolveu sumir de Uberlândia? -Ela me afastou de seus
braços e me olhou de baixo para cima. -Você está tão linda. Feliz aniversário,
prima.
-Sumi não. É o
tempo que está difícil de encontrar. -Respondi. -Linda está você.
Não demorou em que eu
me visse envolvida nos braços da Manu.
-Que saudades que eu
estava de você, sua chata! Feliz aniversário. -Ela exclamou.
Manuela, uma das
minhas primas. Ela não havia mudado muito em sua aparência também, apenas seus
cabelos castanhos estavam mais claros do que eu me lembrava, mas seus olhos
continuavam os belos azuis que eram. Ela estava na casa dos dezessete anos.
-Oh Manu, eu que
estava morrendo de saudades de vocês. Obrigada.
-Resolveu nós
abandonar. -Manuela resmungou.
-Abandonei não, vocês
sabem o verdadeiro motivo. -Resmunguei. -Cada dia que passa vocês estão mais
lindas, cara.
-E o bonitão aqui?
Não merece um abraço da gata da família? -Vitor tombou a cabeça para o lado, fazendo-me rir.
Vitor também era um dos
meus primos, diferente das meninas, ele havia mudado alguns aspectos da sua
aparência desde a última vez que os vi. Seus cabelos pretos ainda continuavam
lisos, o corte os fazia cair em sua testa, seus olhos azuis mais claros do que
o normal era a sua marca. Que eu me lembrava ele estava na casa
dos dezenove anos.
Antes que eu
percebesse, Vitor me agarrou em seus braços e me girou ao redor da sala.
-Feliz aniversário!
-Ele sorriu para mim, piscando seus olhos azuis.
Ele era tão bonito
quanto sua irmã Manuela. A semelhança entre a nossa família era impressionante!
-Vitor, que saudades! Obrigada. -Sorri enquanto ele me colocava no chão novamente. -Onde está o
resto do pessoal? -Perguntei olhando para Paty.
-Só nós três pudemos
vir. -Ela torceu a boca. -Dia de semana, sabe como é né?
-Sei. -Murmurei. -Bem,
vamos colocar as coisas lá em cima.
O dia realmente
estava super corrido, depois do almoço Pedro e Vitor foram até onde iria
acontecer a festa. Aproveitei esse pequeno tempo e corri até a entrada do meu
condomínio onde estavam alguns fãs que haviam vindo para me desejar feliz
aniversário. Recebi homenagens, presentes, cartas, cartazes, mais presentes,
abraços, carinhos pelos quais eu não pediria mais nada em troca. Minha aliança
havia ficado em casa, dentro da gaveta do criado-mudo, ainda não era a hora de
eles descobrirem.
As horas foram se
passando rapidamente. Sai de dentro do meu banheiro vestida com as minhas peças intimas e enrolada
no meu roupão. Passavam-se das 16hrs, peguei meu iPhone e olhei. Não havia
nenhum sinal do Luan. Bufei e joguei o iPhone sobre a cama. Algumas batidas
foram dadas na porta. Juliana entrou logo em seguida.
-Marco Antônio está
aqui, posso o deixar entrar? -Ela perguntou colocando apenas o rosto para
dentro.
Marco Antônio de
Biaggi é o Hair Stylist mais famoso do Brasil. É o profissional mais badalado
no circuito dos cabeleireiros “Tops” do Brasil. E aparentemente, abriu uma exceção em sua agenda para mim.
-Claro! -Sorri.
-Minha deusa! -Ele
entrou com seu escândalo habitual. Seu entusiasmo era contagiante. -Feliz
Aniversário! -Ele me envolveu em um cumprimento de dois beijinhos na bochecha.
-Marquito! Obrigada.
-Agradeci. -Achei que fosse me abandonar hoje.
Juliana carregou uma
cadeira do meu quarto até o banheiro, logo a seguimos.
-Nunca que eu iria
deixar minha rainha, ainda mais no dia de seu aniversário. -Ele encontrou meu
olhar pelo espelho. -Bene, Natacha, o que devemos fazer com você?
(...)
-Meu trabalho está
feito! -Marcos exclamou depois de algumas horas gastas.
Virei-me para o
grande espelho do banheiro a ponto de ver sua "obra". Estava
totalmente perfeito.
Olhei para o meu
reflexo e sorri.
-Está
perfeito! -Exclamei. Marcos sorriu.
-As mechas não irão
durar mais que 15 dias, não se preocupe. -Ele sorriu. -Agora preciso ir arrumar
as outras divas que estão me esperando nos quartos ao lado.
-Obrigada Marquito.
-Me levantei.
Ele agarrou-me em um
enorme abraço de urso, e me deu dois beijos nas minhas bochechas. -Lembre-se,
não deixe ninguém cortar seus cabelos a não ser, eu.
Eu ri e concordei com
a cabeça. Juliana o acompanhou até o quarto das meninas e retornou momentos
depois.
-Fico feliz em ver
que você o manteve longo. -Ela mexeu com a franja do meu cabelo.
-Meus pais ainda não
chegaram? -Perguntei olhando meu iPhone pela quinta vez. Ela negou com a
cabeça. -Estou surpresa que eles ainda não tenham me ligado. -Franzi a testa em
um momento de percepção. Na verdade, me sentia magoada. Era meu aniversário,
afinal de contas, e eles estavam lá quando eu nasci. Por que não me ligaram?
-Daqui a pouco eles
devem estar chegando.
-Não vai arrumar o
seu cabelo? -Perguntei desviando o assunto.
-Depois das meninas. -Ela
murmurou. Seu olhar se voltou para o seu relógio de pulso. -Vou fazer sua
maquiagem depois vou ir me arrumar. -Ela apontou para a cadeira. Sentei-me novamente e
deixe Juliana exercer sua arte.
(...)
Caminhei em direção
ao meu closet e notei o vestido que eu iria usar sobre a cadeira. Obviamente
Juliana completou o look, ao lado do vestido estavam os saltos. Pegando meu
vestindo em mãos, deslizei dentro dele e calcei os sapatos.
Eu fiquei boquiaberta
na frente do espelho de corpo inteiro. A jovem olhando para mim acabou de virar
um mulherão. Meu cabelo caia em ondas suaves ao redor do meu rosto,
escorregando sobre os meus ombros, para os meus seios. Eu botei um lado atrás
da minha orelha, revelando os meus brincos. Logo ouvi batidas na porta.
-Entra!- Falei em um
tom alto.
A porta do quarto se
abriu e meu namorado -como é bom dizer isso- congelou no batente. Ele ficou
imobilizado, a boca dele se escancarou, olhando para mim, com os olhos
castanhos escuros brilhando. Eu corei, até ficar vermelha por toda parte.
-Bem? -Eu sussurrei.
-Bem? -Eu sussurrei.
-Amor, você está...
Uau!
-Você gostou?
-Sim, eu acho que
sim. -Sua voz estava rouca. Lentamente ele entrou no quarto e fechou a porta.
Ele estava com um jeans claro e camisa preta, mas com uma jaqueta jeans por cima... Ele
estava perfeito!
Ele andou lentamente
até onde eu estava, mas logo que ele me alcançou, ele colocou as mãos nos meus
ombros e me virou para encarar o espelho de corpo inteiro, enquanto ele ficava
de pé atrás de mim. Meu olhar encontrou o dele no espelho, então ele olhou para
baixo, fascinado pelas minhas costas nuas. Seu dedo deslizou sobre ela e desceu
até encontrar a borda do meu vestido na parte de baixo das costas, onde a pele
pálida se encontrava com o tecido.
-Isso é bem
revelador. -Ele murmurou.
-Você aprovou? -Eu
sussurrei.
-Não, mas eu não vou
te impedir de usá-lo. Você está perfeita, Branquela. -Ele pegou minha mão.
Aproveitando sua mão sobre a minha, o fiz girar e ele soltou uma gargalhada
contagiante.
-Você também está
perfeito. -Sorri.
Ele puxou-me em seus
braços, colando meu corpo ao dele e então me beijou docemente.
-Vamos? -Ele
perguntou. Concordei com a cabeça. Eu me inclinei para recolher a minha bolsa
pequena dourada, ele entrelaçou nossas mãos, olhou o bracelete em meu braço e me levou através da porta para as
escadas, sorrindo.
Assim que descemos,
todos estavam prontos apenas nos esperando, inclusive meus pais. Minha mãe
avançou e envolveu seus braços à minha volta.
-Minha filha você
está tão linda. -Ela disse. -Feliz aniversário!
-Mãe! -A emoção tomou
conta de mim. -Eu pensei que você tinha esquecido. -Resmunguei
-Oh filha, não seja
absurda! Como eu poderia? Doze horas de trabalho de parto não é algo fácil de
esquecer.
Eu ri através da
emoção e ela sorriu.
-Feliz aniversário,
minha menina. -Ela sussurrou para mim. Olhei para o lado a ponto de ver meu pai
com os braços cruzado em frente ao peito e sua boca torcida em diversão.
-E ai,
cara! -Empurrei-o de modo que ele desatou seus braços.
Uma onda morna de
amor por este homem atravessou-me, eu lancei meus braços ao redor dele, em uma exibição
não característica de afeto.
-Eu também estou
contente em ver você. -Ele murmurou enquanto me abraçava. -Feliz aniversário
minha pequena princesa. -Ele sussurrou em meu ouvido. Se afastando de mim, com
suas mãos em meus ombros, ele me olhou. -Você está bem, pequena?
-Claro pai, uma
garota não pode estar contente em ver seu velho? -Arqueei a sobrancelha. Ele sorriu
seus olhos azuis ondulando nos cantos. -Depois preciso saber como foi a sua
premiação. -O lembrei e ele concordou com a cabeça.
-Podemos ir ou vocês
vão ficar nessa troca de afeto, enquanto uma festança nos aguarda? -Pedro
indagou com suas mãos descansando sobre a cintura da fadinha que rolou os olhos
com a pergunta de seu namorado. Vitor tentou bater na cabeça de Pedro que logo
se esquivou desviando de sua mão.
Tomando minha mão,
Luan me puxou para os seus braços e seguimos para fora das portas em direção ao
carro que já estava fora da garagem.
-Ei Na, Feliz
aniversário! -Bruna parou em minha frente pulando em meu pescoço.
Conseguindo sair do
aperto que eram os braços do Luan à minha volta, eu retribuí o seu abraço.
-Obrigada, Sininho. -Agradeci.
Ela entrelaçou seu
braço no meu, saímos de casa e caminhamos até onde os carros nos esperavam. A noite estava agradável, o céu cheio de estrelas
e sem nenhuma nuvem.
-Inclusive, parabéns.
Meu irmão nos contou. -Ela ampliou seu sorriso. -Eu sabia que uma hora ou
outra, Luan tomaria coragem e te pediria em namoro.
-É claro que ele
contou. -Olhei para trás e ele nos seguia, levantou seu olhar e me olhou totalmente
inocente. -Obrigada, Bruna. -Paramos ao lado do porsche do Luan.
-Uai filha, você não
vem com a gente? -Elisa perguntou.
-Ela vai ir com o
namorado dela. -Juliana gritou e um sorriso maroto se abriu em seu rosto.
Muito
obrigada, Juliana Correa, eu fumeguei
enquanto estreitei meus olhos para ela.
-Namorado? -O
tom da voz do meu pai soou um tanto alta. Sua expressão era indecifrável,
exceto talvez, pelo arregalar de seus grandes olhos azuis.
Seus olhos congelaram
em mim e Luan, que dessa vez tinha uma mão descansando em minha cintura e a
outra estava segurando a porta aberta. Os olhos do meu pai deslizaram para o
meu rosto com um, "quando era que você ia dar para mim esta
noticia?".
Eu mordi o meu lábio
inferior.
-Depois conversamos
sobre isso. -Resmunguei.
Juliana sorriu para
mim. Ela sabia muito bem o que estava fazendo, vaca! Meu pai concordou
com a cabeça, totalmente confuso e deslizou dentro de seu carro. Aproveitei e
fiz o mesmo. Luan caminhou graciosamente e deslizou dentro do carro ao meu
lado.
Minha mãe entrou no
carro ao lado de meu pai junto com Pedro e Bruna. Logo do outro lado, no outro
carro, Vitor deslizou no banco do motorista junto com Manuela, Patrícia e
Juliana.
-Eu acabei me
esquecendo do sogrão. -Luan murmurou colocando a chave na ignição. Rolei
os olhos.
-Não se preocupe, meu
pai é de boa! E se bem me lembro estamos no século vinte e um, certo?
Ele nos dirigiu para
o tráfico da noite de Maringá. Pegando minha mão direita que estava sobre minha
perna ele alisou meu dedo anelar.
-Você não está com a
aliança? -Ele perguntou com uma voz suave.
Ergui meu olhar para
poder encontrar o dele.
-Luan, ainda está
muito cedo para todos saberem. -Expliquei.
Ele permaneceu em silêncio
por poucos segundos, mas logo falou.
-Você tem razão. Fé é
paciência. -Ele murmurou e dei-lhe um pequeno sorriso. Logo seu polegar escovou
sobre a chave na minha pulseira. -Você gostou?
-Mais do que gostei.
Amei. Muito. Assim como você.
Ele sorriu e beijou
meus dedos, logo voltou a se concentrar no transito novamente.
Ei
bebês, capítulo postado! Espero que gostem!
Capítulo
tá bem caprichado, hein. Desculpem-me por não ter postado esses dias, mas tá
difícil, tá muito corrido pra mim, me perdoem, por favor?
Posso
pedir uma coisa também? Quando forem comentar, deixem o nome de vocês, pois
irei usá-los (alguns) no próximo capítulo ok?
Comentem
sem medo, posto outro depois de no mínimo 9 comentários.







Aiin muié tu devia escrever um livro hein tá bão demais haha iiih o que será que o pai da Na vai achar desse namoro,to curiosa. @nathydonego -Nathália
ResponderExcluiraeeeeeeeeeeeeeeee
ResponderExcluiradoreeei o capituloo .. tava morrendo de ansiedade já hahaha
pode deixar que agr não to mais triste contigo u.u hahahaha
Thayná isis
@isisthayna
"Patrícia com seus cabelos castanhos voando e seus olhos castanho claro brilhando" olha eu entrei na história e sou parente/amiga da Na, viu sou chique haha cara como você sabe que eu tenho cabelo castanho e olhos castanho claro? haha to brincado.. posta mais nega, to amando @lsetwamoreterno
ResponderExcluirleitora nova hahaha mais n eh smpbq vou poder comenta mais to amando ta perfeita ! *-* Ingryd
ResponderExcluirEu só sei comentar que ta PERFEITO
ResponderExcluirporque realmente ta PERFEITO kkkkkkkkkkkkk
mano você escreve muito bem, na boa? faz um livro!
CONTINUAAAAAA - Beatriz <3
tá cada vez mais perfeito amor, nem tem o que falar... tá perfeito. kkkkk - Jéssica
ResponderExcluir@lrdsmeuar
Tá perfeito quero mais e por favor ñ demora postar se ñ eu morro U-U Andreia ><
ResponderExcluirAmeeeeeeeeeeeeeei...........
ResponderExcluircontinuaaaaaaaaaaaa
@LS_FuracaodoAmr
Continua <33 :g
ResponderExcluirguria tava morrendo de saudades da web, qro mais. Amo de paixão a sua web. Nâo nos abandones mais viu?? Bianca
ResponderExcluirOii! Capitulo mais q especial pra mim, hoje 06/04, completa um mes q estou lendo sua fanfic,por isso resolvi comentar, amo de paixao, ela eh perfeita, parabéns vc escreve muito bem!:g Adrielle
ResponderExcluir@AdrielleDricka1
Ainw q demais.. adorei o presente q a Nah ganhou de aniversario *-* poste mais! Bruna
ResponderExcluir@LuanRafaNaVeia
ownt que perfeito, curiosa pra saber como foi a festa.
ResponderExcluirAmanda