05 abril 2013

39º Capítulo.

-E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências,
Disfarçando as evidências
Mas para que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração

Eu sei que te amo,
Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais do que tudo,
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Para você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim...- Ele cantarolou olhando para mim através daqueles cílios impossivelmente grandes. -Natacha Dorelli Mendonça. -Os olhos dele estavam suaves, mas, de alguma forma, chamuscando. -Você aceita namorar comigo?
Havia muitas coisas que eu queria dizer, algumas delas não eram nem um pouco legais, e algumas delas eram mais pasmamente apaixonadas e românticas do que ele provavelmente sonhava que eu era capaz. Ao invés de me envergonhar com alguma dessas coisas, eu apenas sussurrei.
-Sim.

Com a minha mão direita ainda sobre a dele, ele deslizou a aliança no meu dedo anelar. Pegando a outra aliança que era a maior, com os dedos trêmulos, fiz o mesmo que ele. Ele segurou minha mão, e nós dois examinamos a faixa brilhante contra a minha pele. Peguei seu outro anel de coquinho preto que ele segurava em sua mão esquerda e deslizei pelo mesmo dedo. Ele inalou bruscamente e se moveu de repente, me agarrando e me balançando e rodando.
Ele estava rindo, jovem e despreocupado, irradiando alegria. Eu peguei em seus braços para me apoiar, sentindo a ondulação da formação de seus músculos sob meus dedos, e sua risada contagiante deixando-me tonta, uma garota total e completamente apaixonada por seu garoto bonito. Ele me colocou pra baixo e me beijou. Suas mãos estavam em ambos os lados do meu rosto, sua língua era insistente e persuasiva... Excitante.
-Minha Branquela. -Ele respirou contra meus lábios, e era uma alegria que me deixava tonta.
Ele me amava, disso eu não teinha nenhuma dúvida. Sua alegria era evidente, os olhos brilhando, seu sorriso de criança e o seu alivio era quase palpável.

Ele me puxou pela cintura fazendo com que eu subisse em seu colo. Agarrei minhas pernas em seu quadril e passei os braços em volta do seu pescoço.

 Com os olhos brilhando, ele gemeu, mas seus lábios não deixavam os meus. Seus lábios se tornaram mais insistentes, mais provocativos, sua língua invadindo minha boca e meu corpo explodiu de desejo.
-Você é minha, Branquela. -Ele sussurrou.
-Sempre. -Sussurrei. Ele sorriu vitoriosamente e se moveu em direção à cama novamente, fazendo-me suspirar.
Eu o amava... Eu o amava muito, e eu estava de repente, vencida pela enormidade do meu amor e a profundidade do meu compromisso com ele. E com esse pensamento inspirador, eu explodi em torno dele, como uma cura, um orgasmo catártico, me fez gritar o seu nome, enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto.
Ele atingiu o seu clímax e derramou-se em mim. Com o rosto enterrado no meu pescoço, ele desceu até o fundo, me segurando com força, beijando meu rosto, e beijando minhas lágrimas.
Sua cabeça repousou sobre minha barriga, os braços em volta de mim. Meus dedos cobriram seus cabelos indisciplinados, e nós nos encontrávamos assim não sei por quanto tempo. Era tão tarde e eu estava cansada, mas eu só queria desfrutar dessa calma serena após o fulgor de fazer amor com o meu namorado.
Nós dois estávamos quietos e introspectivos. Luan suspirou e se moveu com relutância, chegando ao meu lado com a cabeça no cotovelo e arrastando as cobertas sobre nós. Ele olhou para mim, seus olhos brilhando, caloroso, amoroso. Eu permaneci em silencio apenas absorvendo tudo o que aconteceu nas últimas horas e um medo me varreu.
-O que foi? -Luan franziu a testa. Olhei para ele aflita.
-Eu estou com medo.
-Medo de quê? -Ele me interrompeu.
-À distância... Eu acredito que tudo aconteceu no meu outro namoro por causa da distância, e as suas fãs... Além de mim. E...E...
-E o quê? -Ele ergueu uma sobrancelha. -Se a distância foi um dos motivos que ele achou para te trair, foi porque ele não te amava o suficiente pra aguentar a distância, e minhas fãs verdadeiras vão me apoiar no que for. -Ele resmungou, tentei protestar. -Natacha... Nós nos amamos.-Ele sorriu, tentei abafar o sorriso e acabei falhando.
-Sou muito ciumenta pra namorar com você! 
-Das minhas negas tenho certeza que você não tem ciúmes, e prometo ser safado só com você. -Ele sorriu. -Você sabe que sou fiel!
-Sei, Moreno. Eu sei... -Suspirei, vencida. Meu único medo era esse. Ele percebeu que tinha vencido nossa pequena guerra, segurou um sorriso e deslizou o seu polegar sobre meu rosto.
 -Você não tem como fugir de mim, você aceitou. -Ele estendeu seu sorriso. -Você é minha agora!
-Sim, sua. Pra sempre. -Puxei seu rosto para mim e selei nossos lábios. -Fingir não te amar foi a coisa mais difícil que eu já fiz. -Murmurei. Senti seu sorriso em meus lábios.
(...)
Remexi-me abrindo meus olhos para uma manhã de agosto brilhante.
-Oi. -Luan murmurou, sorriu carinhosamente para mim. Ele estava ao meu lado, completamente vestido, em cima da cama. Há quanto tempo ele estava aqui? Será que ele estava me estudando? De repente, eu me senti incrivelmente tímida e meu rosto aqueceu sob o seu olhar.
-Oi. -Murmurei grata que eu estava deitada de barriga para baixo. -Há quanto tempo você estava me olhando?
-Eu podia ver você dormir por horas, mas eu só estive aqui por cerca de cinco minutos. -Ele deu seu sorriso torto. -Feliz aniversário!
Ofereci-lhe um sorriso hesitante e acariciei seu rosto.
-Obrigada. Por tudo.
-Tudo?
-Tudo!
Olhou-me momentaneamente confuso, mas isto foi fugaz. Ele se inclinou e me beijou suavemente.
-Você dormiu bem? -Ele indagou levemente. -Eu acho que sim sabe, depois do tanto que você roncou.
-Eu não ronco! -Eu fiz beicinho petulante.
-Não. Você não ronca. -Ele sorriu para mim. Rolei os olhos e tentei prender um riso, mordendo meu lábio inferior. -Aqui. -Ele me entregou uma caixinha pequena e embrulhada, com um pequeno cartão de presente.
Senti a ansiedade do Luan e a emoção, e era contagiante. Eu abri e li o cartão.
Por todos os nossos primeiros no primeiro aniversário da minha namorada.
Eu amo você.
Luan S. x
-Eu também te amo. -Sussurrei sorrindo para ele.
Ele sorriu, seu sorriso tímido.
-Abre logo.
Desempacotando o papel com cuidado para que ele não rasgasse, encontrei uma bonita caixa de couro vermelha. Cartier. Cautelosamente, abri a caixa para descobrir um delicado bracelete de prata ou platina ou ouro branco, eu não sabia, mas era absolutamente encantador. Atado a ele estava vários pingente, mas o que realmente chamou a minha atenção foi o de forma delicada a qual eu já conhecia como a palma da minha mão: Um violão. 

Eu olhei para ele confusa.
-Nos conhecemos através da música. -Ele deu de ombros. -Você é uma sereia, me seduziu e me prendeu pela sua voz!
Eu não pude deixar de sorrir.
-Moreno, isto é lindo! Obrigada, é lindo!
Meu favorito era o coração. Era um medalhão.
-Você pode colocar uma foto ou qualquer outra coisa que quiser.
-Uma foto sua. -Olhei para ele através de meus cílios. -Sempre no meu coração.
Ele sorriu seu sorriso encantador, tímido. Eu acariciei o último pingente: Uma pequena chave.
-Para meu coração e alma. -Ele sussurrou.
Lágrimas pinicaram meus olhos. Eu me lancei para ele, enrolando os braços envolta de seu pescoço e me estabelecendo em seu colo.
-É um presente tão perfeito. Tão único. Eu amei. Obrigada. -Murmurei contra sua orelha. Minhas lágrimas ameaçaram cair. Ele gemeu baixinho e me envolveu em seu braço. -Eu não sei o que faria sem você. -Minha voz rachou enquanto tentava segurar minhas emoções.
Ele suspirou profundamente e colocou seus braços ao meu redor.
-Amor, eu não quero que você chore. -Ele sussurrou. Funguei meu nariz de forma nada delicada. -O café da manhã está aqui na varanda do seu quarto. Venha, eu estou me sentindo solitário.
Uma vez vestida com a camiseta do meu namorado -meu vestuário preferido-, meu apetite fez um breve retorno de boas-vindas durante o café da manhã. Caminhando até a varanda do meu quarto eu peguei um assento e fiquei grata pelo pequeno e impressionante café da manhã colocado diante de mim.
-Você que preparou isto aqui? -Perguntei olhando-o enquanto ele sentou à minha frente.
-Tá eu confesso, eu apenas ajudei a Rosa a colocá-lo sobre essa mesa. -Ele murmurou.
-Rosa esteve aqui? -Perguntei ruborizando. Ele concordou com a cabeça e riu.
Desviei meu olhar e me concentrei no meu café da manhã.
-Vou precisar ir até Londrina, tenho algumas participações em algumas rádios locais. Antes dos parabéns eu estarei de volta! -Ele murmurou. Permaneci com o meu olhar no meu café. -Depois do almoço eu já estarei livre. -Ele riu quando suspirei de alívio.
Uma vez dentro do banheiro, deixei a água cair sobre meu corpo enquanto a realidade me atingiu. Eu estava completando os tão temidos 21 anos e eu estava namorando! Bem, eu já fiz isso outra vez, não seria tão difícil quanto parece. O seu último namorado traiu você. Meu subconsciente rosnou para mim.
-Ele não é o Israel! -Sussurrei para mim mesma.
Saindo de dentro do banheiro, caminhei em direção ao meu closet e logo me vesti.
Penteei meus cabelos em frente ao espelho. Segurando meu pulso, agitei-o, e os pingentes da minha pulseira deram uma chocalhada satisfatória. Como ele sempre sabe exatamente a coisa certa para me dar? Respirei fundo, tentando conter a emoção ainda à espreita do meu sistema, e olhei para baixo, para a pulseira mais uma vez. Aposto que custou uma fortuna. Ah... Bem. Ele pode pagar.
Desci as escadas a ponto de encontrar Rosa sorrindo para mim.
-Bom dia, Rosinha. -Sorri.
-Bom dia, meu anjo. Feliz Aniversário. -Ela retribuiu o meu sorriso enquanto caminhava em direção à cozinha. Logo se virou para mim e torceu a boca. -Eu sei que isso não é da minha conta e se você não quiser me responder tudo bem, mas você está namorando com aquele menino, Luan?
Um sorriso brincou em meus lábios antes da minha resposta.
-Sim, eu estou.
-Eu posso ver o quanto vocês se amam. - Ela comentou. -Pois quando fiz a mesma pergunta para ele, vi o mesmo brilho em seus olhos.
Quando percebi, eu já estava envolvida em seus braços. Ela me retribuiu e permanecemos assim por alguns segundos. Afastando-me de seus braços, dei-lhe um sorriso tímido. Fomos interrompidas pela campainha tocando. Em alguns passos, Rosa abriu a porta e Juliana atravessou-a com sua euforia.
-Morena! Feliz Aniversário! -Ela correu para os meus braços e por pouco, não caímos no meio da sala.
-Loira! -Retribui seu abraço. -Obrigada.
-Como é ter vinte e um anos? -Ela perguntou com sua euforia contida.
-É estranho. -Rimos.
Seus olhos bateram e pararam sobre a aliança no meu quarto dedo.
-O que é isto?
-Bem, é o que você imagina.
-Oh meu Deus. Ele te pediu em namoro? -Ela perguntou. Sua euforia voltando. Assenti. -Eu não consigo imaginar presente melhor de aniversário do que receber um Deus-Grego como seu namorado.
-Juliana! -A repreendi.
-Desculpe amiga, estou apenas sendo realista. -Ela deu de ombros, fazendo nós duas rirmos mais um pouco. -Eu sabia que isso não iria demorar. -Ela me envolveu em um abraço. -Eu estou tão feliz por vocês. Você merece!
-Eu não quero chorar no dia do meu aniversário, Jujuba. -Choraminguei e ela riu ainda mais.
A campainha tocou novamente, Rosa se apressou em abrir e dela entrou três pessoas que logo fizeram meu sorriso se expandir.
-Pitchuca! -Patrícia me envolveu em seu abraço e eu o retribui com muito agrado.
Patrícia era minha prima. Sua aparência continuava a mesma, como eu me lembrava. Seus cabelos eram de uma cor castanha e revoltados, seus olhos castanho-claro. E agora poderia dizer que temos a mesma idade.
-Paty, que saudades!
-Quem estava com saudades aqui, era eu. Resolveu sumir de Uberlândia? -Ela me afastou de seus braços e me olhou de baixo para cima. -Você está tão linda. Feliz aniversário, prima.
-Sumi não. É o tempo que está difícil de encontrar. -Respondi. -Linda está você.
Não demorou em que eu me visse envolvida nos braços da Manu.
-Que saudades que eu estava de você, sua chata! Feliz aniversário. -Ela exclamou.
Manuela, uma das minhas primas. Ela não havia mudado muito em sua aparência também, apenas seus cabelos castanhos estavam mais claros do que eu me lembrava, mas seus olhos continuavam os belos azuis que eram. Ela estava na casa dos dezessete anos.
-Oh Manu, eu que estava morrendo de saudades de vocês. Obrigada.
-Resolveu nós abandonar. -Manuela resmungou.
-Abandonei não, vocês sabem o verdadeiro motivo. -Resmunguei. -Cada dia que passa vocês estão mais lindas, cara.
-E o bonitão aqui? Não merece um abraço da gata da família? -Vitor tombou a cabeça para o lado, fazendo-me rir.
Vitor também era um dos meus primos, diferente das meninas, ele havia mudado alguns aspectos da sua aparência desde a última vez que os vi. Seus cabelos pretos ainda continuavam lisos, o corte os fazia cair em sua testa, seus olhos azuis mais claros do que o normal era a sua marca. Que eu me lembrava ele estava na casa dos dezenove anos. 
Antes que eu percebesse, Vitor me agarrou em seus braços e me girou ao redor da sala.
-Feliz aniversário! -Ele sorriu para mim, piscando seus olhos azuis.
Ele era tão bonito quanto sua irmã Manuela. A semelhança entre a nossa família era impressionante!
-Vitor, que saudades! Obrigada. -Sorri enquanto ele me colocava no chão novamente. -Onde está o resto do pessoal? -Perguntei olhando para Paty.
-Só nós três pudemos vir. -Ela torceu a boca. -Dia de semana, sabe como é né?
-Sei. -Murmurei. -Bem, vamos colocar as coisas lá em cima.
O dia realmente estava super corrido, depois do almoço Pedro e Vitor foram até onde iria acontecer a festa. Aproveitei esse pequeno tempo e corri até a entrada do meu condomínio onde estavam alguns fãs que haviam vindo para me desejar feliz aniversário. Recebi homenagens, presentes, cartas, cartazes, mais presentes, abraços, carinhos pelos quais eu não pediria mais nada em troca. Minha aliança havia ficado em casa, dentro da gaveta do criado-mudo, ainda não era a hora de eles descobrirem.
As horas foram se passando rapidamente. Sai de dentro do meu banheiro vestida com as minhas peças intimas e enrolada no meu roupão. Passavam-se das 16hrs, peguei meu iPhone e olhei. Não havia nenhum sinal do Luan. Bufei e joguei o iPhone sobre a cama. Algumas batidas foram dadas na porta. Juliana entrou logo em seguida.
-Marco Antônio está aqui, posso o deixar entrar? -Ela perguntou colocando apenas o rosto para dentro.
Marco Antônio de Biaggi é o Hair Stylist mais famoso do Brasil. É o profissional mais badalado no circuito dos cabeleireiros “Tops” do Brasil. E aparentemente, abriu uma exceção em sua agenda para mim.
-Claro! -Sorri.
-Minha deusa! -Ele entrou com seu escândalo habitual. Seu entusiasmo era contagiante. -Feliz Aniversário! -Ele me envolveu em um cumprimento de dois beijinhos na bochecha.
-Marquito! Obrigada. -Agradeci. -Achei que fosse me abandonar hoje.
Juliana carregou uma cadeira do meu quarto até o banheiro, logo a seguimos.
-Nunca que eu iria deixar minha rainha, ainda mais no dia de seu aniversário. -Ele encontrou meu olhar pelo espelho. -Bene, Natacha, o que devemos fazer com você?
(...)
-Meu trabalho está feito! -Marcos exclamou depois de algumas horas gastas.
Virei-me para o grande espelho do banheiro a ponto de ver sua "obra". Estava totalmente perfeito.
Olhei para o meu reflexo e sorri.
-Está perfeito! -Exclamei. Marcos sorriu.
-As mechas não irão durar mais que 15 dias, não se preocupe. -Ele sorriu. -Agora preciso ir arrumar as outras divas que estão me esperando nos quartos ao lado.
-Obrigada Marquito. -Me levantei.
Ele agarrou-me em um enorme abraço de urso, e me deu dois beijos nas minhas bochechas. -Lembre-se, não deixe ninguém cortar seus cabelos a não ser, eu.
Eu ri e concordei com a cabeça. Juliana o acompanhou até o quarto das meninas e retornou momentos depois.
-Fico feliz em ver que você o manteve longo. -Ela mexeu com a franja do meu cabelo.
-Meus pais ainda não chegaram? -Perguntei olhando meu iPhone pela quinta vez. Ela negou com a cabeça. -Estou surpresa que eles ainda não tenham me ligado. -Franzi a testa em um momento de percepção. Na verdade, me sentia magoada. Era meu aniversário, afinal de contas, e eles estavam lá quando eu nasci. Por que não me ligaram?
-Daqui a pouco eles devem estar chegando.
-Não vai arrumar o seu cabelo? -Perguntei desviando o assunto.
-Depois das meninas. -Ela murmurou. Seu olhar se voltou para o seu relógio de pulso. -Vou fazer sua maquiagem depois vou ir me arrumar. -Ela apontou para a cadeira. Sentei-me novamente e deixe Juliana exercer sua arte.
(...)
Caminhei em direção ao meu closet e notei o vestido que eu iria usar sobre a cadeira. Obviamente Juliana completou o look, ao lado do vestido estavam os saltos. Pegando meu vestindo em mãos, deslizei dentro dele e calcei os sapatos.
Eu fiquei boquiaberta na frente do espelho de corpo inteiro. A jovem olhando para mim acabou de virar um mulherão. Meu cabelo caia em ondas suaves ao redor do meu rosto, escorregando sobre os meus ombros, para os meus seios. Eu botei um lado atrás da minha orelha, revelando os meus brincos. Logo ouvi batidas na porta.
-Entra!- Falei em um tom alto.
A porta do quarto se abriu e meu namorado -como é bom dizer isso- congelou no batente. Ele ficou imobilizado, a boca dele se escancarou, olhando para mim, com os olhos castanhos escuros brilhando. Eu corei, até ficar vermelha por toda parte. 
-Bem? -Eu sussurrei.
-Amor, você está... Uau!
-Você gostou?
-Sim, eu acho que sim. -Sua voz estava rouca. Lentamente ele entrou no quarto e fechou a porta. Ele estava com um jeans claro e camisa preta, mas com uma jaqueta jeans por cima... Ele estava perfeito!
Ele andou lentamente até onde eu estava, mas logo que ele me alcançou, ele colocou as mãos nos meus ombros e me virou para encarar o espelho de corpo inteiro, enquanto ele ficava de pé atrás de mim. Meu olhar encontrou o dele no espelho, então ele olhou para baixo, fascinado pelas minhas costas nuas. Seu dedo deslizou sobre ela e desceu até encontrar a borda do meu vestido na parte de baixo das costas, onde a pele pálida se encontrava com o tecido.
-Isso é bem revelador. -Ele murmurou.
-Você aprovou? -Eu sussurrei.
-Não, mas eu não vou te impedir de usá-lo. Você está perfeita, Branquela. -Ele pegou minha mão. Aproveitando sua mão sobre a minha, o fiz girar e ele soltou uma gargalhada contagiante.
-Você também está perfeito. -Sorri.
Ele puxou-me em seus braços, colando meu corpo ao dele e então me beijou docemente.
-Vamos? -Ele perguntou. Concordei com a cabeça. Eu me inclinei para recolher a minha bolsa pequena dourada, ele entrelaçou nossas mãos, olhou o bracelete em meu braço e me levou através da porta para as escadas, sorrindo.
Assim que descemos, todos estavam prontos apenas nos esperando, inclusive meus pais. Minha mãe avançou e envolveu seus braços à minha volta.
-Minha filha você está tão linda. -Ela disse. -Feliz aniversário!
-Mãe! -A emoção tomou conta de mim. -Eu pensei que você tinha esquecido. -Resmunguei
-Oh filha, não seja absurda! Como eu poderia? Doze horas de trabalho de parto não é algo fácil de esquecer.
Eu ri através da emoção e ela sorriu.
-Feliz aniversário, minha menina. -Ela sussurrou para mim. Olhei para o lado a ponto de ver meu pai com os braços cruzado em frente ao peito e sua boca torcida em diversão.
-E ai, cara! -Empurrei-o de modo que ele desatou seus braços.
Uma onda morna de amor por este homem atravessou-me, eu lancei meus braços ao redor dele, em uma exibição não característica de afeto.
-Eu também estou contente em ver você. -Ele murmurou enquanto me abraçava. -Feliz aniversário minha pequena princesa. -Ele sussurrou em meu ouvido. Se afastando de mim, com suas mãos em meus ombros, ele me olhou. -Você está bem, pequena?
-Claro pai, uma garota não pode estar contente em ver seu velho? -Arqueei a sobrancelha. Ele sorriu seus olhos azuis ondulando nos cantos. -Depois preciso saber como foi a sua premiação. -O lembrei e ele concordou com a cabeça.
-Podemos ir ou vocês vão ficar nessa troca de afeto, enquanto uma festança nos aguarda? -Pedro indagou com suas mãos descansando sobre a cintura da fadinha que rolou os olhos com a pergunta de seu namorado. Vitor tentou bater na cabeça de Pedro que logo se esquivou desviando de sua mão.
Tomando minha mão, Luan me puxou para os seus braços e seguimos para fora das portas em direção ao carro que já estava fora da garagem.
-Ei Na, Feliz aniversário! -Bruna parou em minha frente pulando em meu pescoço.
Conseguindo sair do aperto que eram os braços do Luan à minha volta, eu retribuí o seu abraço.
-Obrigada, Sininho. -Agradeci.
Ela entrelaçou seu braço no meu, saímos de casa e caminhamos até onde os carros nos esperavam. A noite estava agradável, o céu cheio de estrelas e sem nenhuma nuvem. 
-Inclusive, parabéns. Meu irmão nos contou. -Ela ampliou seu sorriso. -Eu sabia que uma hora ou outra, Luan tomaria coragem e te pediria em namoro.
-É claro que ele contou. -Olhei para trás e ele nos seguia, levantou seu olhar e me olhou totalmente inocente. -Obrigada, Bruna. -Paramos ao lado do porsche do Luan.
-Uai filha, você não vem com a gente? -Elisa perguntou.
-Ela vai ir com o namorado dela. -Juliana gritou e um sorriso maroto se abriu em seu rosto.
Muito obrigada, Juliana Correa, eu fumeguei enquanto estreitei meus olhos para ela.
-Namorado? -O tom da voz do meu pai soou um tanto alta. Sua expressão era indecifrável, exceto talvez, pelo arregalar de seus grandes olhos azuis. 
Seus olhos congelaram em mim e Luan, que dessa vez tinha uma mão descansando em minha cintura e a outra estava segurando a porta aberta. Os olhos do meu pai deslizaram para o meu rosto com um, "quando era que você ia dar para mim esta noticia?".
Eu mordi o meu lábio inferior.
-Depois conversamos sobre isso. -Resmunguei.
Juliana sorriu para mim. Ela sabia muito bem o que estava fazendo, vaca! Meu pai concordou com a cabeça, totalmente confuso e deslizou dentro de seu carro. Aproveitei e fiz o mesmo. Luan caminhou graciosamente e deslizou dentro do carro ao meu lado.
Minha mãe entrou no carro ao lado de meu pai junto com Pedro e Bruna. Logo do outro lado, no outro carro, Vitor deslizou no banco do motorista junto com Manuela, Patrícia e Juliana.
-Eu acabei me esquecendo do sogrão. -Luan murmurou colocando a chave na ignição. Rolei os olhos.
-Não se preocupe, meu pai é de boa! E se bem me lembro estamos no século vinte e um, certo?
Ele nos dirigiu para o tráfico da noite de Maringá. Pegando minha mão direita que estava sobre minha perna ele alisou meu dedo anelar.
-Você não está com a aliança? -Ele perguntou com uma voz suave.
Ergui meu olhar para poder encontrar o dele.
-Luan, ainda está muito cedo para todos saberem. -Expliquei.
Ele permaneceu em silêncio por poucos segundos, mas logo falou.
-Você tem razão. Fé é paciência. -Ele murmurou e dei-lhe um pequeno sorriso. Logo seu polegar escovou sobre a chave na minha pulseira. -Você gostou?
-Mais do que gostei. Amei. Muito. Assim como você.
Ele sorriu e beijou meus dedos, logo voltou a se concentrar no transito novamente.


Ei bebês, capítulo postado! Espero que gostem!
Capítulo tá bem caprichado, hein. Desculpem-me por não ter postado esses dias, mas tá difícil, tá muito corrido pra mim, me perdoem, por favor?
Posso pedir uma coisa também? Quando forem comentar, deixem o nome de vocês, pois irei usá-los (alguns) no próximo capítulo ok?
Comentem sem medo, posto outro depois de no mínimo 9 comentários.

13 comentários:

  1. Aiin muié tu devia escrever um livro hein tá bão demais haha iiih o que será que o pai da Na vai achar desse namoro,to curiosa. @nathydonego -Nathália

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  2. aeeeeeeeeeeeeeeee
    adoreeei o capituloo .. tava morrendo de ansiedade já hahaha
    pode deixar que agr não to mais triste contigo u.u hahahaha
    Thayná isis
    @isisthayna

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  3. "Patrícia com seus cabelos castanhos voando e seus olhos castanho claro brilhando" olha eu entrei na história e sou parente/amiga da Na, viu sou chique haha cara como você sabe que eu tenho cabelo castanho e olhos castanho claro? haha to brincado.. posta mais nega, to amando @lsetwamoreterno

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  4. leitora nova hahaha mais n eh smpbq vou poder comenta mais to amando ta perfeita ! *-* Ingryd

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  5. Eu só sei comentar que ta PERFEITO
    porque realmente ta PERFEITO kkkkkkkkkkkkk
    mano você escreve muito bem, na boa? faz um livro!
    CONTINUAAAAAA - Beatriz <3

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  6. tá cada vez mais perfeito amor, nem tem o que falar... tá perfeito. kkkkk - Jéssica
    @lrdsmeuar

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  7. Tá perfeito quero mais e por favor ñ demora postar se ñ eu morro U-U Andreia ><

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  8. Ameeeeeeeeeeeeeei...........
    continuaaaaaaaaaaaa
    @LS_FuracaodoAmr

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  9. guria tava morrendo de saudades da web, qro mais. Amo de paixão a sua web. Nâo nos abandones mais viu?? Bianca

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  10. Oii! Capitulo mais q especial pra mim, hoje 06/04, completa um mes q estou lendo sua fanfic,por isso resolvi comentar, amo de paixao, ela eh perfeita, parabéns vc escreve muito bem!:g Adrielle
    @AdrielleDricka1

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  11. Ainw q demais.. adorei o presente q a Nah ganhou de aniversario *-* poste mais! Bruna
    @LuanRafaNaVeia

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  12. ownt que perfeito, curiosa pra saber como foi a festa.
    Amanda

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