Cliquem e escutem acompanhando o capítulo.

Estava terminando de passar a maquiagem quando bateram na porta. Coloquei a maquiagem em cima da bancada do banheiro e fui até a porta.
O mês passou digamos
que voando, estávamos na primeira semana de setembro. Como imaginávamos, um dia
depois do show em Campos do Jordão, as fotos tiradas pelos paparazzi haviam
servido de capa para a maioria das revistas e colunas de fofocas. Todo o esforço
que fizemos para tentar me esconder foi tolamente em vão. Agora qualquer vacilo
seria a ruína.
No meio da semana,
Luan me ligou convidando para eu ir a um almoço de família na casa dele. Pensei
em recusar no começo, mas logo depois Bruna me ligou intimando falando que
queria muito que eu fosse porque ela e os pais deles também faziam questão da
minha presença. Enfim aceitei o convite.
Sai do banheiro e me
enrolei do roupão do hotel. O tempo de Londrina estava friozinho. Caminhei até
a minha mala e busquei algo confortável e apresentável para vestir.

Estava terminando de passar a maquiagem quando bateram na porta. Coloquei a maquiagem em cima da bancada do banheiro e fui até a porta.
-Pois não? -Olhei o
rapaz que parecia trabalhar ali.
-Entrega especial para
senhorita... -Ele olhou um pequeno pedaço de papel em sua mão e então pude
perceber ele corar totalmente. -Natacha Mendonça.
- Sou eu. -Respondi.
Ele me passou então
um buquê de rosas vermelhas, lindas. Devia ter uns quarenta botões de rosas,
desabrochando. Agradeci e fechei a porta, trancando-a. Sentei na cama, peguei o
cartão no meio das flores e depositei o buquê na cama. Abri o cartão. Reconheci
a letra no mesmo momento. Não precisava nem de assinatura no final. Sorri
lendo.
"Hoje
quis ser mais romântico com a minha namorada. Estou te esperando no
estacionamento do hotel. Beijos. Luan”
-Quando eu imagino
que ele não pode ser mais romântico...-Falei sozinha e ri.
Olhei as horas, eram
11hrs. Olhei para a cama onde o buquê repousava. Meu olhos vagaram sobre o
quarto, parando perto da mesinha que havia ao lado da TV e sobre ela, havia um
pequeno arranjo de flores do próprio hotel. Depositei o buquê no lugar onde a
alguns segundos atrás estavam o arranjo. Peguei o meu iPhone e caminhei até a
porta. Assim que rodei a maçaneta e estava preparada para sair, um certo alguém
me impediu.
-Oi. -Sorri
timidamente.
-Bom dia, Minha
Branquela. -Ele sorriu e me envolveu em seus braços, me arrastando pro quarto.
-Achei que iria estar
me esperando no estacionamento.
-Não aguentei ficar
lá embaixo te esperando. Que saudades que eu estava de você. Mais de semanas
longe de você!
-Ei! -Toquei a ponta
de seu nariz com o indicador. -Ao menos sempre nos falamos. Assim a saudade
fica menor.
-Um tantinho assim
menor, né? -Luan mostrou nos dedos um espacinho da largura de uma agulha. Menos
de meio centímetro.
-Bobo. -Falei jogando
meus braços em volta do pescoço dele.
- Gostou das flores?
-Ele deslizou as costas da mão em meu rosto. Segurei sua mão ali.
- São lindas. -Sorri.
-Você sabe que é romântico, pra quê ficar me provando isso?
-É te provocando, é
diferente. -respondeu abaixando e me dando um selinho, que não demorou a se
tornar um beijo de língua que me tinha imprensada na porta e puxando os fios de
cabelo dele.
Ele fazia uma coisa
que me deixava praticamente louca: começava a beijar devagar, com toda
paciência, e depois ia para um ritmo mais rápido, frenético, que me deixava
quase sem fôlego e cheia de desejo, para depois diminuir, voltar a calmaria.
Era como se ele fizesse só pra me provocar, para implicar comigo. Eu não
duvidava que fosse realmente essa sua intenção.
-É melhor nós irmos
antes que eu queira matar a saudades de outra forma.
-Eu também acho.
-Falei colocando a mão no peito dele e nos afastando.
-Suas malas já estão
prontas? -Ele perguntou olhando vagamente pelo quarto.
-Já, a minha equipe
vai levar. -Respondi pegando meu iPhone.
-Então vamos? -Ele
perguntou.
Seguimos ate a saída
do hotel e paramos ao lado do porsche. Ele como um ótimo cavaleiro abriu a
porta pra mim. Subi no carro e esperei ele se sentar ao meu lado.
-Minha mãe está
ansiosa para rever a norinha dela. -Ele comentou enquanto dirigia tranquilamente.
-Ainda não acredito
que você me convenceu a ir nesse almoço.
-Isso é ruim?
-Não. Eu já conheço
eles, já fui apresentada a eles, mas como sua amiga. E agora você vai me
apresentar de novo, não como sua amiga, mas sim como sua namorada. É estranho.
-Você não deveria
perder seu tempo se preocupando com isso.
-Difícil. Acho que
sou um pouco paranoica.
-Hmm. O que eu
poderia fazer para tirar essas paranoias da sua cabeça? -indagou fingindo estar
perdido em pensamentos. Aproveitou que estávamos no farol. Seus dedos indicador
e médio caminhavam como pernas em meu pescoço até minha bochecha. Meu coração
estava acelerado, minha respiração ofegante demonstrava apenas minha ansiedade.
De repente pareceu ter uma ideia e retirou a mão de minha pele. -Vamos fazer um
acordo.
-Que tipo de acordo?
-perguntei tentando controlar a respiração.
-Se por algum motivo
que não consigo nem imaginar, meus pais não aprovarem você, como minha
namorada, eu tenho permissão para te trancar no meu quarto... Comigo,
claro.
-Não seria muito
educado da sua parte abandonar sua mãe no dia que ela planeja um almoço para a
nora dela.
-É só eu falar que
vou treinar para dar neto para ela que tenho certeza que não se importará.
-Neto? Nenhum bebê
vai sair daqui tão cedo.
-Eu falei treinar. E
não fale uma barbaridade dessas pra minha mãe. Quanto mais cedo ela achar que
tem chances de se tornar uma avó, maior é a chance de ela aprovar você.
-Acho que a gente
deveria evitar falar em netos com ela. Ou sobre treinar. Ou qualquer coisa que
envolva nós dois fazendo sexo.
No caminho, minha
ansiedade fazia-se cada vez mais notável. Luan toda hora colocava a mão em
minha coxa quando eu começava a balançar as pernas compulsivamente.
-Você está começando
a me deixar nervoso também. -ele falou.
-Bruna vai estar lá
também né? -Questionei.
-Sim. Você já me
perguntou isso e eu já falei que ela vai.
-Desculpa. -falei
bufando. -Eu me sinto ridícula.
-Você está
exagerando. Eles são bastante tranquilos, Branquela.
-Eu sei, vou tentar
manter a calma. -Falei, mas depois de cinco minutos minha ansiedade retornou.
Paramos em frente à
casa do Luan, ele desligou o carro e veio até meu lado abrindo a porta para
mim.
-Vamos? -Ele estendeu
a mão pra mim.
-Ah meu Deus, ah meu Deus...
-murmurava sem parar. -Acho que vou fazer xixi.
-Vamos, Amor. Fica
calma e me dá a mão. -Ele disse. Tentando acalmar os nervos, dei a mão para
ele.
-Eu estou cheirosa?
-questionei. Só o que faltava era a família dele achar que eu fedia.
-Não sei, deixa eu
sentir. -ele falou abaixando o rosto e fungando meu pescoço.
-E aí? -indaguei
quando ele se afastou.
-Não senti direito,
tenho que cheirar de novo. -falou abaixando-se novamente, mas ao invés de
colocar o nariz em meu pescoço, pôs lábios e começou a beijar o local.
-Luan, para!
-Você está com o
cheiro tão bom que eu não consigo parar. -falou mordiscando o lóbulo de minha
orelha.
-Luan, vamos... Para...
-tentei protestar, mas ao mesmo tempo em que aquilo nos fazia demorar mais,
também acabava me acalmando. Isto até o momento em que dona Marizete e seu
Amarildo vieram nos recepcionar.
-Então você é minha
nora agora? -Seu Amarildo me abraçou.
-É o que parece.
-Sorri nervosa. -Ei, sogrinha. -Arrisquei. -Tudo bom?
-Norinha! -Ela riu.
-Tô sim, e muito feliz por vocês dois viu? -E segurou em minhas mãos. -Eu sei
que você vai fazer meu menino muito feliz. -Seu Amarildo interrompeu.
-Assim a gente espera
né? Que vocês dois possam ser muito felizes, e deem muitos netinhos pra gente!
-Ele brincou me deixando totalmente vermelha.
- Tem que acelerar né
não pai? -Luan brincou.
-Cunhadinhaaaa!
-Bruna me abraçou. -Meu pai tá certo, quero um sobrinho logo.
O que foi? Todos
resolveram cobrar isso de mim agora?
-Você está mais bela
do que a última vez que nós te vimos. -Amarildo comentou me deixando mais
vermelha ainda.
-Não precisa ficar
constrangida, querida. Luan provavelmente estava esperando alguém como você
para nos apresentar.
-Bora entrar? -Bruna
nos chamou.
Assim que entramos na
casa, meus olhos paralisaram nas pessoas que estavam no meio da sala.
-Mãe? Pai? -Indaguei
confusa. Pedro também estava lá, mas a presença dele não havia me surpreendido
tanto quanto a presença dos meus pais.
Não sei se foi à
empolgação da manhã, ou até mesmo a saudade que eu estava deles, mas estava com
meus braços ao redor da minha mãe e logo em seguida ao redor do meu pai.
-É algum tipo de
reunião? -Perguntei quando eu já havia me afastado dos braços dos meus pais.
-Nós estamos
comemorando o fato de que Luan finalmente arrumou uma namorada. -Bruna comentou
arrancado riso de todos.
-Para de dizer
besteiras Bruna. -Marizete tentou parecer brava com a filha, mas acabou
falhando. -Na verdade eu e sua mãe tivemos a ideia compartilharmos um almoço em
família e comemorarmos o namoro de vocês. -Ela sorriu.
-Eu também estou aqui
pirralha. -Pedro fez um falso biquinho.
Eu poderia dizer que
eu simplesmente tenho inúmeras vontades de matar o meu irmão, mas eu
simplesmente odiava amar ele.
Eu ajudei os outros a
levar algumas coisas para o lado de fora da casa. Eu estava impressionada com a
quantidade de comida que eles haviam preparado e sinceramente não imaginava que
seriam capazes de comer tudo aquilo. O clima estava meio nublado, mas não se
importaram com isso. Aproveitaram para rir, contar sobre a semana de trabalho
que cada um teve.
-Na, venha para cá
com a gente. -Marizete falou deitada em uma das camas em frente à piscina com
minha mãe ao seu lado.
-Tudo bem? -Perguntei
a elas sem saber o que dizer, sentando-me na outra cama.
-Tudo ótimo.
-Marizete respondeu. -Deixe os homens fazerem essas coisas. Se eles perceberem
que tem alguém querendo ajudar demais vão deixar tudo em suas mãos.
-Ok. -Falei dando um
sorriso sem graça. -Posso saber como as senhoritas organizaram tudo isso?
-Perguntei olhando para Marizete e em seguida para minha Mãe.
-Eu tive a
iniciativa, liguei uma semana depois do seu aniversário. -Minha mãe confessou.
-Na verdade apenas liguei para tentar me aproximar mais da sogra da minha
filha.
-Acabamos saindo uma
ou duas vezes e então tivemos a ideia do almoço. -Marizete sorriu para a amiga
ao lado.
Depois de algumas
conversas e risadas minha mãe foi até a churrasqueira onde meu pai a chamava.
-Luan está mudado.
-Marizete disse retomando nossa conversa.
-Já me falaram a
mesma coisa. -Comentei lembrando-me da conversa que havia tido com a Daiane e a
Marla.
-Eu sei que já, eu
sei da conversa que a Marla e a Daiane tiveram com você. Eu me preocupava com
ele. Não pelos motivos que às vezes alguns invejosos costumam citar pelo fato
de que ele nunca apresentou uma namorada para a mídia, mas porque Luan sempre
foi diferente da Bruna. Desde pequeno, quando eu o levava para o parquinho,
Bruna tinha que puxá-lo pela mão para que ele se juntasse a ela e brincasse com
as outras crianças. Quando a música entrou em seu caminho parecia que ele tinha
se distanciado mais ainda das pessoas. Eu fico feliz que ele tenha achado outra
paixão. Ninguém merece viver sozinho, muito menos meu menino.
-É estranho escutar
você retratar esse lado do Luan. Ele é tão extrovertido. Toda vez que alguém
fala sobre esse Luan mais quieto, mais reservado, é até difícil acreditar que é
a mesma pessoa.
-Luan mudou muito com
a fama, mas felizmente não de uma forma negativa. Ele se sente confiante
trabalhando nesse meio e acabou desabrochando, mas a vida não se resume a
trabalho. A única vez que discuti com meu filho, o motivo foi exatamente esse.
Se não bastasse o fato de que Luan sempre se dedicou a música, ainda arruma uma
assessora que acha que trabalho é a única coisa que ele deve se focar.
-Eu ainda não convivi
muito com a Dagmar, por isso não posso reclamar dela.
-Aposto que ela deu
um ataque quando soube que vocês estavam juntos.
-Foi totalmente ao
contrário, ela resolveu apenas agir de forma profissional. Quem resolveu dar
ataque foi a minha assessora. -Murmurei.
-Por quê? Não
acredito que Luan tentou fazer você esconder isso dela.
-Ele foi o primeiro a
querer contar. Na verdade eu quem pedi que ele fosse com calma no começo. Sei
que se fossemos comentar qualquer coisa sobre nosso relacionamento com ela,
algum problema ia dar, principalmente porque eu havia acabado de terminar um
relacionamento.
-Por mim assessoras
assim deveriam ser demitidas. E não se martirize, menina. Às vezes você acaba
encontrando alguém especial nos momentos mais importunos.
-Espero que todos
tenham a mesma visão que você. -falei com uma risada sem graça.
-Se pensarem o
contrário, não dê ouvidos. A maneira como ele te olha, isso é o que me
conforta. Saber que meu filho finalmente sabe o que é se apaixonar.
Obrigada.
-A senhora não
precisa me agradecer. Aliás, se tem alguém que deveria dizer obrigada, sou eu.
Muito obrigada por fazer o Luan. -Disse rindo. -Ele me faz sorrir todos os
dias, desde que colocou os pés no meu camarim.
-Ele é um bom menino.
Juro que não estou falando isso porque ele é meu filho.
-Eu sei.
-concordei vendo que Luan havia acabado de falar com meu pai e se aproximava de
nós. -E juro que não estou concordando porque ele é meu namorado.
-O que vocês tanto
falam? -Luan questionou deitando na mesma cama que eu e colocando a cabeça em
cima de minhas pernas. Minhas mãos começaram a fazer cafuné em seu cabelo.
-Estou apenas
conhecendo minha nora. -Marizete respondeu.
-E ela óbvio ganhou o
selo de aprovação da sogra, né? -ele perguntou e eu estava ansiosa para saber o
que ela ia dizer.
-É claro. Só
pelo fato que ela aguenta lidar com você já ganha imediatamente minha
aprovação. -ela brincou.
-Esse é o tipo de
amor que eu recebo da minha família. -ele murmurou.
-Você sabe que estou
brincando, meu anjo. Estou feliz por você. -ela disse se levantando e ao
aproximar-se de Luan deu um beijo na bochecha dele e surpreendeu-me ao repetir
o mesmo tipo de carinho comigo. -Vou dar uma mão pro seu pai e pro seu genro
porque eles não tem muito bom senso na hora de temperar a comida.
-Ela te encheu de
perguntas?
-Não. Sua mãe é um
amor de pessoa.
-Ela é. Ela gostou de
você. - afirmou.
-Acho que sim. Nós
mantemos uma boa conversa.
Olhei para onde todos
estavam reunidos, minha mãe e minha sogra pareciam amigas de longos anos, meu
pai e meu sogro também não eram diferentes. Luan se levantou, se deitou ao meu
lado, me fazendo deitar em seu peito. Achei que ele já estava frustrado com a demora
do almoço ou estava sentindo um tédio imenso pelo silêncio que nós estávamos,
mas depois percebi que tudo que ele queria era achar uma posição em que pudesse
colocar a mão no meu cabelo. Fechei meus olhos e tentei me concentrar em seu
toque.
-Eu estou te deixando
com sono? -ele sussurrou de repente. Quando abri meus olhos, seu rosto estava
na mesma direção do meu.
-Não. Isso é
bom.
-Ah sim. - respondeu
com um sorriso.
-Fico feliz que você
aceitou o namoro da Bruna e do Pedro, quero dizer, eu imaginava que você iria
tentar de tudo para impedir, ou fazer um drama total. -Ri olhando para o casal
que se comiam apenas com os olhos.
-Eu fui obrigado a
aceitar. -Ele murmurou.
-Obrigado? Por quê?
-Por incrível que
pareça, o Mané do seu irmão soube jogar comigo. Ele disse que se eu tentasse
impedir o namoro dele com a Bruna ele faria a mesma coisa, afinal eu namoro a
irmã dele. -Ele bufou.
-É até que o idiota
sabe jogar. -Falei rindo e me aproximei para dar um ligeiro beijo em seus
lábios. -Se ele não tivesse usado essa chantagem você iria impedir o namoro dos
dois?
-Lógico! Minha irmã é
uma pirralha ainda, não tem idade pra namorar.
-Eu estou ouvindo
isso mesmo? Luan, a Bruna é apenas dois anos mais nova que você.
-Isso não faz ela ser
menos pirralha.
-E isso não dá o
direito de você poder namorar e ela não. -Ri da cara de ciúmes que ele fez.
-Ela sabe o que ela está fazendo.
-Eu só tenho medo de
que ela se machuque sabe? -Ele fitou meus olhos.
-Sei, mas é com os
erros que nós aprendemos. Ela nunca vai aprender a andar se você tentar andar
por ela. -Acariciei sua bochecha. -E eu tenho certeza, pelo que nós podemos
ver, meu irmão é louco por ela. Ele está comendo na mão dela. -Rimos. -E se
algum dia, coisa que eu duvido ele machucar ela, eu tenho certeza que você
estará ao lado dela e irá ajudar ela a carregar a dor. -Logo me lembrei das
palavras que Pedro havia me sussurrado pra mim no dia que eu descobri a
traição.
-Eu não sei o que
seria da minha vida sem você sabia? -Ele acariciou minha bochecha. Argh, aposto
que ele faz essas coisas só para me deixar sem graça. -Sabe, desde que te
conheci um pouco mais de 24 horas já descobri o quão legal é implicar com você.
De vez em quando você fica constrangida e suas bochechas ficam vermelhas.
-Cala a boca! -falei,
mas era em vão, minhas bochechas foram ficando quentes e Luan soltou uma
gargalhada ao meu lado.
- Olha você ficando
vermelhinha! Parece o Pikachu.
-O que? -perguntei
séria olhando para ele. Ele vai me pagar.
-Pikachu, sabe? O
Pokémon.
-Luan, não se compara
uma mulher a um bicho amarelo, que faz um barulho irritante e ainda por cima é
gordo! -Falei com um ar de revolta, aparentando estar brava. Merecia no mínimo
um Emmy por minha atuação.
-Amor, eu não quis...
Ele não é gordo, ele é fofinho. -Luan tentava se justificar nervoso.
-Fofinho é o sinônimo
universal pra gordo, Luan.
-Na... é...eu não te
chamei de gorda, você é bem magrinha, na verdade...mas não muito magra do tipo
anoréxica, você tem tipo um corpo normal, sabe? Mas não normal do tipo sem
graça, normal tipo bom, sabe? Você tem até uma bunda boa... quer dizer, não que
eu vivo olhado pra ela, mas é que...-Luan já estava suando e sua mão deixava
seu cabelo mais enlouquecido do que nunca. Ele tropeçava nas palavras e não
aguentei, comecei a rir na cara dele. -Na? O que...? Não acredito que você tava
fingindo estar brava!
-Qual o problema? Em
24 horas você aprendeu o quão legal é implicar comigo e eu aprendi o quão legal
é te ver nervoso. Aliás, obrigada pelo elogio sobre meu bumbum.
-Não acredito que
falei da sua bunda.
-Você falou, mas
admito que a parte mais legal foi quando você começou a limpar o suor da testa.
Imagino as coisas que vou poder arrancar de você nesses momentos.
Quando a carne estava
pronta e Amarildo começou a servir a todos, começou a chover. Marizete e dona
Elisa começaram a gritar apavoradas por causa da chuva que ameaçava estragar
todo o almoço, os homens riam do desespero delas, mas ajudaram a reunir tudo e levar
para a casa de Marizete. Luan e Pedro soltavam gargalhadas. Depois da loucura
toda, nos acomodamos na imensa cozinha de Marizete para almoçar.
Sentei em uma cadeira
próxima ao lado do Luan e me servi. Estava pronta para cortar o primeiro pedaço
da carne, quando senti algo molhado em minha perna. Quando abaixei a cabeça
para olhar por baixo da mesa, vi que o famoso Puff, estava lambendo meu pé.
-O que você está
fazendo aí, mocinho? -Perguntei a ele que começou a balançar o rabinho e pular.
-Você quer comida, né? Não pode. Não adianta olhar assim, eu não sou sua mãe.
Não pode comer carne porque dá dor na barriga. Não me olha assim, Puff. Ok, só
um pedacinho pequeno e depois não vou te dar mais.
Quando me levantei
para pegar um pedaço da carne, notei que a atenção de todo mundo estava em cima
de mim. -Eu juro que a Bruna deve ter ensinado o cachorro a me olhar
daquele jeito, não tem como negar nada a ele. -justifiquei mortificada e todos
começaram a rir.
-Quer dizer que você
ia dar carne pra ele, Amor? -Luan falou me olhando com falso desgosto.
Todos começaram a rir
ainda mais. E então almocei ao redor da minha nova família com a chuva que lá
fora caía torrencialmente.
(...)
Depois de um almoço
totalmente divertido, cheio de risos, nos reunimos ao redor da sala. Todos
espalhados pela sala para assistir uma comédia que estava passando na TV. Eu
estava deitada no colo do Luan, minhas pernas descansavam no espaço vazio e
minha cabeça repousava no peito do meu namorado.
Luan matinha uma mão
brincando com meu cabelo e a outra brincava com a minha aliança que estava no
meu dedo anelar, nossas mãos em cima da minha barriga, que a esse momento já
estava um pouco pra fora.
Os créditos do filme
começaram a subir, Marizete se levantou pegando os potes com restos de pipocas
e os levou até a cozinha, acompanhada de minha mãe.
-Luan, você lembra
daquela vez que você chegou a comentar comigo a música que você e a Na
compuseram? -Meu pai perguntou chamando a atenção do Luan que estava brincando
com meus dedos.
-Claro que lembro
sogrão. -Ele respondeu rindo.
-Vocês terminaram
ela?
-Não, tem certo
alguém que só me enrola. -Ele cutucou minha barriga.
-Eu não estou te
enrolando! Apenas estou sem tempo. -Me defendi fazendo um falso bico, fazendo
Luan soltar uma gargalhada gostosa.
-Já que estamos aqui
na maior mordomia, vocês querem ajuda pra terminar ela? -Meu pai sugeriu.
-Opa sogrão, demorou.
-Luan se animou. -Só faltam algumas estrofes e a melodia, vou ir lá em cima
buscar a composição. -Ele se levantou em um único impulso. Pelo susto, e medo,
de cair no chão eu agarrei no seu pescoço. -Eita amor, tá achando que eu ia te
derrubar? -Ele perguntou comigo ainda no seu colo.
-Vai saber né? Do
jeito que você é. -Murmurei. Ele rolou os olhos me depositando sobre o sofá.
Saiu pulando no meio das almofadas e subiu em direção ao quarto.
Voltou depois de
alguns minutos, ele tinha uma bermuda de algodão no lugar da calça jeans, um
caderno sobre a mão, o violão sobre a outra e uma caneta sobre a boca. Sentou-se
atrás de mim, me colocando no meio de suas pernas, graças ao sofá grande
conseguimos nos aconchegar dessa maneira. Entregou a composição pro meu pai que
pareceu se concentrar na letra, enquanto isso, Luan ficava afinando o violão
que estava à minha frente.
-Isso aqui parece
bom, cara. -Meu pai sorriu satisfeito, mas algo me diz que seu sorriso só se
aumentou pelo motivo da dona Elisa se sentar no braço do sofá, ficando atrás
dele. -Vocês conseguiram encaixar a composição em algum ritmo?
-Eu tentei uma vez,
mas acabou não saindo nada. -Luan confessou com o queixo no meu ombro.
Meu pai se esticou
pegando o violão dele que estava atrás do sofá e o colocou sobre o colo.
-Vocês querem um
ritmo calmo ou mais agitado? -Ele perguntou começando a dedilhar no violão.
-Calmo. -Respondi.
Ele olhou pra mim,
sorriu e então entregou o caderno para minha mãe segurar e começou a dedilhar
algumas outras notas no violão. Do nada, ele virou o violão e começou a dar
algumas batucadas no mesmo. Juro que se eu não soubesse que ele estava fazendo
isso para encontrar algum ritmo, eu poderia jurar que ele estava fazendo um
descarrego aqui no meio da sala.
Ele pareceu
satisfeito, virou o violão e transferiu o ritmo da sua batucada para algumas
notas no violão. Com a caneta que Luan havia trago, as anotou no papel.
-Consegue pegar? -Ele
perguntou olhando para o meu namorado.
-Consigo sogrão. -Ele
riu e tentou seguir as notas do ritmo que meu pai fazia no violão. -Espera que
esse trem aqui não tá dando certo. -Ele murmurou se levantando do sofá e se
sentando do meu lado, se virando para ficar de frente para mim.
-Vou tentar juntar o
ritmo com as estrofes. -Meu pai se concentrou nas estrofes. Começou a cantar as
estrofes acompanhadas da melodia. -Vamos fazer assim, nós tocamos e você
acompanha cantando, Na?
-Ok. -Respondi.
Comecei a
acompanhá-los, olhando a letra no caderno, mas algo parecia não estar dando
certo, e eu juro, o problema não era eu.
-Espera, tem alguma
coisa errada! Não está encaixando. -Resmunguei.
-Estava dando certo,
amor. -Luan murmurou.
-Vocês estão fazendo
duas pra baixo, duas pra cima e uma pra baixo. Mas a estrofe que está aqui é
duas pra cima, uma pra baixo e uma pra cima agora e repete três vezes.
-Vamos tentar de
novo. -Meu pai falou.
Eles começaram a
introdução, comecei a acompanhá-los tentando entrar no ritmo, mas...
-Para gente! Alguns
de vocês estão errando. -Eu falei.
-Amor, isso é
paranoia da sua cabeça, tava indo certo. -Luan resmungou.
-Eu não sou
paranoica. -Resmunguei. -Na hora de subir vocês estão fazendo dó maior.
-Claro que não,
filha. -Meu pai falou. -Estamos te acompanhando e subindo em Mi maior.
-A harmonia da música
está muito grave, pai. -Falei. -Empresta o violão, vou mostrar pra vocês.
Peguei o violão do
meu pai, Luan havia formado uma tromba que dava medo. O ignorei, coloquei o
violão sobre meu colo, arrumei a estrofe na minha frente e então comecei a
dedilhar as notas no violão.
-Meus dedos não vai
conseguir alcançar essas notas no meio da estrofe, você tem um capotraste?
-Perguntei parando de tocar e olhando para o meu namorado bicudo.
-Aqui Na. -A fadinha
me entregou um em pequenos segundos.
-Obrigada Bru.
-Agradeci e ajustei o capotraste no braço do violão.
Comecei a dedilhar as
notas novamente e acompanhei cantando. Era engraçado o jeito que a estrofe
fluía junto com a melodia, tornando aquilo, parecer ser uma coisa totalmente
fácil de fazer.
Capítulo
postado, bebês! Espero que gostem.
Perdoem-me,
por favor, mais uma vez por estar demorando tanto pra postar a fic. Eu prometo,
novamente, tentar não falhar tanto com vocês.
Mas
eu quero interagir em uma coisa com vocês, vamos lá, vamos fingir que vocês são
fãs da Natacha Mendonça e irão mandar perguntas para ela. Eu irei selecionar
algumas e irei me passar por "entrevistadora" e irei fazer perguntas
e ela irá responder, garanto que será bem divertido. Perguntem sobre tudo,
qualquer coisa. Se tiverem alguma dúvida podem me perguntar no twitter. Espero
que todos meus leitores participem.
Posto
outro depois de no mínimo nove comentários.
awwwn tá tudo lindo,como sempre né...
ResponderExcluirPerguntinha pra Na:Se não fosse cantora,se veria seguindo que carreira??
posto logo muié que eu to curiosa kk'
@nathydonego
Awwnn tá tudo muito perfeito,kkk ela e o Luan são tipo,comédia em dose dupla.
ResponderExcluirAté que enfim tá saindo a música deles hein? kkk
Perguntinha pra Na:O LuanJR é tão grande quanto imaginamos? Se sim,qual o tamanho que você pode compará-lo ? u.u
Posta mais?
Amei e to louca pra ver a musica ... Mais amor ... Bjs @lsmeuamoor_
ResponderExcluircontinuaaaaaaaaaaaaa
ResponderExcluir@LS_FuracaodoAmr
Tô amando amor, tá perfeita a fic!
ResponderExcluirPergunta : qual foi a maior loucura que alguma fã já fez por vc?
@lrdsmeuar
continuaaaa.....
ResponderExcluiruai q será q tava acontecendo com a musica
ResponderExcluirMuito boa, mais
ResponderExcluirpergunta pra Nah se a sandy dela tem nome kkkkkk ja q o do Luh tem (LuanJR) né hahah
ResponderExcluirFaz um bate-bola com ela,tipo:cor? um momento? e tal
ResponderExcluir