08 abril 2013

41º Capítulo.

Olhei em direção à entrada e meus olhos paralisaram em uma pessoa pela qual eu pensava que não iria ter que ver nem tão cedo. 
Merda! 
Ele pegou o meu olhar e seguiu vindo em minha direção, abrindo caminho através daquela enorme multidão.
-Ei Na!
A voz profunda de Israel pegou uma pausa na música. Puta merda! Israel Novaes está aqui!
Eu olhei ansiosa para o Luan. Meu namorado olhou de forma ameaçadora para Israel. Ele estava furioso. Voltei meu olhar para encarar Israel. Ele apareceu ao meu lado.
-Recepção amigável. -Ele notou.
Levantei-me ignorando Luan e encarei Israel.
-O que você está fazendo aqui? -Conclamei todo meu autocontrole, um pouco confusa, com o álcool brincando pelo meu corpo.
-Eu fui convidado. E como um bom convidado, eu vim e ainda te trouxe um presente.
-Leve de volta para a loja, Israel. -Desviei meu olhar do seu.
-Oh, vamos, Na. Não finja que eu não estou aqui. -Ele colocou a mão embaixo do meu queixo e puxou meu rosto para cima. -Será que eu posso, por favor, ter alguns minutos de sua inteira atenção?
Eu me afastei do toque dele.
-Mantenha as suas mãos para si mesmo, Israel. -Eu assobiei. -Como você consegue ser tão cara de pau, a ponto de depois de tudo aparecer por aqui? -Rosnei para ele.
-Eu estou apenas tentando estabelecer uma amizade entre nós, depois do fim de tudo. -Ele rosnou de volta. -Mas não se preocupe, eu passei aqui apenas para te desejar um Feliz Aniversário! Você não terá que se preocupar comigo até o fim da sua festa. -Ele desviou seu olhar e olhou para Luan que tinha seu adorável rosto contorcido em raiva. -E ai cara? -Ele estendeu a mão para Luan que lhe deu um aperto friamente educado. Israel virou seus olhos para Tuche que estava logo atrás dele.
Tuche me deu um sorriso apertado e acenou com a cabeça. Israel disse algo no ouvido de Tuche, algo que eu não fui capaz de ouvir e virou seu olhar para mim.
-Eu vou ir cumprimentar algumas pessoas, não se preocupe comigo. Feliz aniversário. -Ele murmurou. Permaneci encarando-o até ele girar em seu calcanhar e seguir para fora da linha da minha vista.
Tomei meu lugar ao lado do Luan novamente. Eu olhei para ele. Ele se virou para olhar para mim, sua cabeça estava inclinada para um lado. 
-O que? -Ele perguntou.
-Por favor, não fique bravo comigo. -Eu pedi.
-Eu não estou bravo com você.
Eu fiquei olhando para ele. Ele suspirou.
-Sim, eu estou louco com você. -Ele fechou seus olhos brevemente.
-Eu não esperava que ele fosse aparecer por aqui. Eu precisava ter checado a lista de convidados. -Resmunguei.
-O que o Israel está fazendo aqui? -Juliana perguntou se sentando à nossa frente me passando uma dose de Absolut com RedBull. Eu aceitei e virei o copo.
-Não foi você que convidou ele? -Perguntei.
-Que eu me lembre, não, e também não me lembro da Bruna ter sugerido o nome dele na lista.
-Então ele entrou como penetra? -Eu estava incrédula.
-Tecnicamente sim. -Ela resmungou e se virou a ponto de olhá-lo na roda com Fernando, Rodrigo Simas e Sorocaba.
-Cara, ele é mais descarado do que eu pensava. -Luan murmurou.
Ergui meu olhar e pude acompanhar os passos do Israel vindo em direção a nossa mesa.
-Estou indo nessa, viajo ainda hoje. -Israel me olhou. -Como eu havia dito, vim apenas para fazer presença e te desejar um... --Ele se abaixou depositando um beijo em minha bochecha. -Feliz Aniversário. -Ele sussurrou em meu ouvido.
-Obrigada Israel... -Agradeci quando ele se afastou.
Terminando suas despedidas ele atravessou a porta com Tuche e seu segurança e sumiu da nossa vista. Momentaneamente eu me perguntei: Será que um dia eu iria conseguir perdoá-lo?
Selena Gomez - Birthday 
-Está na hora dos parabéns. -Minha mãe me chamou com uma animação contagiante ao lado de Bruna que me passou um copo com tequila.
Juliana ficou de pé imediatamente acompanhando o entusiasmo das duas.
-Você vem? -Eu perguntei para o Luan quando fiquei de pé, lhe estendendo uma mão.
Ele deu-me um sorriso torto, meu favorito, se levantou e pegou minha mão. Escorregando seus dedos sobre os meus, caminhamos com as mãos entrelaçadas seguindo minha mãe, Bruna e Juliana pela multidão.
-Olha quem está vindo ai. -Uma mulher com seus cabelos vermelhos e a pele branca me parou pelo caminho. Era impossível não reconhecê-la. -Feliz Aniversário, gata. -Bianca abriu seu sorriso iluminado para mim. Ao seu lado estava Matheus com seus cabelos loiros, o corte famoso "tigelinha" caído sobre sua testa, e seus olhos azuis brilhando quando ele olhou para mim. Bianca envolveu seus braços à minha volta.
Bianca e Matheus foram uma das muitas amizades que eu havia deixado em Uberlândia. Eles vieram!
-Bibi, que saudades, amiga! Obrigada. -Luan ainda mantinha sua mão entrelaçada à minha, então precisei me virar e abraçá-la com apenas um braço que estava livre.
-Estávamos indo a sua procura. -Ela murmurou. -Como você está linda. -Ela sorriu ainda mais.
-Ei magrela! E eu? Não mereço um abraço também? -Mateus fez beicinho.
-Teus! -Abracei-o da mesma maneira que abracei Bianca.
-Feliz Aniversário, magrela! -Ele me liberou.
-Obrigada. -Sorri para eles. -Não esperava ver vocês por aqui. -Logo senti um aperto em minha mão, olhei para trás e Luan tinha uma nova carranca aprofundada em seu rosto. -Ah, Bi, Teus, esse aqui é o Luan meu nam... Amigo. -Me atrapalhei, a tequila começando a fazer efeito. -Luan, esses são Bianca e Mateus meus amigos de Uberlândia. 
-Como vai? -Luan sustentou seu aperto, seu olhar ilegível.
-Olá Luan. -Bianca deu-lhe um pequeno sorriso de cumprimento. Luan o retribuiu.
-E ai cara. -Mateus retornou seu olhar. -Espere... Luan? Luan Santana. -Ele se aproximou e parecia estar observando uma escultura com os olhos estreitos.
Luan lhe deu um sorriso cortês e concordou com a cabeça. O DJ desligou sua música e anunciou que estava na hora de cantar o famoso parabéns.
Fui presenteada com um bolo de chocolate, com uma decoração encantadora, com velas enormes destacando suntuosos 21 anos.

Em um emocionante coro de "Feliz Aniversário", olhei para todos meus amigos e familiares cantando à minha volta. Eu não poderia pedir outra coisa, eu não conseguia imaginar felicidade maior.
-Faça um desejo. -Luan sussurrou para mim. Só então percebi que ele permaneceu cantando parabéns, ao meu lado.
Em um fôlego soprei as velas, e fiz um pedido: Que minha felicidade permaneça do modo que está.
Posei para várias e várias fotos ao lado dos convidados, atrás da mesa onde estava o bolo. Todos nós estávamos muito contentes para apenas uma noite. Luan me observava a cada momento, sem desviar o seu olhar do meu.
 Ele tem estado vigiando você como um falcão. 
As falas de Juliana voltaram para que meu subconsciente às sussurrasse para mim. Sim, ela tinha razão, foi a noite inteira dessa maneira.
Estávamos sentados em uma única mesa, Luan, Bruna, Juliana, Pedro, Vitor e eu enquanto nos acabávamos com o bolo delicioso e uma bebida acompanhando.
-Vamos lá meninas, vamos bater no chão. Vamos agitar esse corpinho que mamãe nos deu. Vamos trabalhar fora as calorias do bolo de chocolate. Bora dançar até nos acabar. -Patrícia nos chamou com sua animação contagiante e ao seu lado estava Manoela rolando seus olhos para a prima. Vitor teve a sua preferencia de ficar sentado.
-Eu vou queimar algumas calorias. -Eu disse e me inclinei para sussurrar no ouvido do Luan: -Você vem?
-Eu vou ir buscar alguma bebida, daqui a pouco eu estou lá. -Ele murmurou.
-Okay. -Eu levantei abruptamente. Uau! A minha cabeça rodou e eu agarrei o ombro do Luan enquanto a sala mudava e se inclinava um pouco.
-Talvez você devesse beber um pouco de água. -Luan bufou uma advertência clara em sua voz.
-Eu estou bem. Estes lugares são baixos e meus saltos são altos.
Segurei a mão que Juliana mantinha estendida para mim. Eu a segui e a Bruna, Manuela e Patrícia, perfeitamente equilibrada, na pista de dança.
A música era pulsante, uma batida POP com uma linha debaixo batendo. A pista de dança estava lotada. Eu nunca fui uma boa dançarina, mas com mais uma dose de Uísque que Juliana me entregou eu me senti um tanto corajosa.
-Se divirtam, hoje a noite é toda nossa! -Juliana gritou por cima da música e ela começou a dançar.
Patrícia estava fazendo o que ela sempre faz, sorrindo para nós, lançando-se ao redor. Olhei para trás e todos à minha volta estavam se mexendo como se hoje fosse o último dia para fazer isto. Eu comecei a me mover, era um ritmo pulsante. Eu fechei os meus olhos e me entreguei a ele.
 Abri os olhos para encontrar a pista de dança se enchendo. As meninas e eu fomos forçadas a nos aproximar. E para a minha surpresa eu acho que eu estava realmente me divertindo. Eu comece a me mover um pouco mais... Bravamente.
-Mais uma margarita ou apenas tequila? -Mateus sussurrou em meu ouvido. Abri meus olhos e ele estava parado em minha frente com uma sobrancelha erguida.
-Mateus Rodrigues, você está tentando me deixar bêbada? Porque eu acho que está funcionando. -Eu ri. -Eu adoraria uma margarita.
Ele me deu um polegar para cima e caminhou em direção ao bar. Eu fechei meus olhos. Por que eu passei os primeiros vinte anos não fazendo isso? Eu escolhi a musica sobre a dança. Eu ri com o pensamento.
De repente, haviam duas mãos em meus quadris. Eu sorri Luan finalmente se juntou a mim. Eu sacudi, e suas mãos se moveram para trás e me apertaram, depois de volta para os meus quadris.
Abri os olhos e Bruna estava olhando para mim com horror. Merda... Eu era tão ruim assim? Eu cheguei até as mãos do Luan. Elas eram magras e tinham dedos longos. Porra! Elas não eram dele. Eu girei ao redor e em cima de mim, estava o gigante moreno que eu conhecia muito bem, com um sorriso malicioso.
-Tire suas mãos de mim, Mateus! -Eu gritei com raiva sobre a música palpitante.
-Vamos, Na, é apenas diversão. -Ele sorriu, segurando as mãos para cima, seus olhos azuis brilhando sob as luzes ultravioletas pulsantes.
Antes de pensar no que eu estava fazendo, eu bati nele com força no rosto.
Ow! Merda... Minha mão.
-Fique longe de mim! -Eu rosnei. Ele olhou para mim, colocando a mão no rosto vermelho.
Ele encolheu os ombros arrogantes e deu-me um meio sorriso, de desculpas.
Olhei em volta freneticamente. Bruna estava à minha direita, olhando para Mateus. Juliana se perdeu no momento, eu não consegui encontra-la. Eu me afastei e bati em uma frente que conheço bem.
Eita Caralho!
 Luan colocou o braço em volta da minha cintura e me moveu para o lado dele.
-Mantenha a porra das suas mãos longe dela. -Ele rosnou. Ele não estava gritando, mas de alguma forma ele pôde ser ouvido sobre a música.
-Ela pode cuidar de si mesma. -Mateus lembrou. Moveu a mão até a sua bochecha onde eu lhe dei um tapa e Luan bateu nele.
Era como se eu estivesse assistindo tudo em câmera lenta. Um golpe perfeitamente cronometrado foi direto no queixo que se moveu a uma velocidade tal, mas com tão pouco desperdício de energia, Mateus não o viu chegando. Ele não demorou a desmoronar no chão.
-Luan, não! -Eu suspirei em pânico, de pé na frente dele para segurá-lo. Merda, ele ia matá-lo. -Eu já bati nele! -Eu gritei por cima da música. Luan não olhou para mim, ele estava olhando para Mateus com uma maldade que eu nunca tinha visto que queimava em seus olhos.
Os outros dançarinos se moveram para fora como uma onda em uma lagoa, abrindo espaço ao nosso redor, mantendo uma distância segura. Mateus se embaralhou em seus pés quando Pedro juntou-se a nós.
Meu irmão agarrou o braço do Luan enquanto Vitor e Guilherme apareceram, também.
-Se acalme ok? Estávamos apenas nos divertindo. Não foi com má intenção. -Mateus manteve as mãos levantadas em sinal de derrota, batendo em retirada. Os olhos do Luan o seguiram para fora da pista junto com Vitor. Ele não olhava para mim.
-Uma romântica para vocês agora. -A voz do DJ soou através das caixas de som. 
This - Ed Sheeran
Pedro olhou para mim, através do Luan, e o liberou puxando Bruna para uma dança. Coloquei os braços em volta do pescoço do Luan, até que ele finalmente fez contato com os olhos, os olhos ainda em chamas selvagens. Ele perscrutou meu rosto. 
-Você está bem? -Perguntou finalmente.
-Sim. -Eu esfreguei minha mão tentando dissipar a dor e trazendo-as até o peito. Minha mão estava latejando. Eu nunca bati em ninguém antes. O que me possuiu? Tocar-me não era o pior crime contra a humanidade. Era?
Mas no fundo eu sabia por que havia batido nele. Era porque eu sabia instintivamente como Luan reagiria vendo Mateus ou algum estranho me apalpando. Eu sabia que ele iria perder seu precioso autocontrole. E o pensamento de que o estupido do Mateus poderia atrapalhar meu namorado, meu amor, bem, isso me deixava louca. Realmente louca.
-Você quer sentar? -Luan perguntou sobre a batida lenta.
-Não. Dança comigo.
Ele olhou para mim, impassível, sem dizer nada.
-Dança comigo. -Ele ainda estava furioso. -Dance. Moreno. -Tomei suas mãos. Luan observava atrás das pessoas, mas eu comecei a me mover contra ele, torcendo-me ao seu redor. -É meu aniversário, por favor.
A multidão de dançarinos estava circulando-nos mais uma vez, embora houvesse agora uma zona de exclusão de dois metros em torno de nós.
-Você bateu nele? -Luan perguntou, em pé imóvel. 
-Claro que eu bati. Eu pensei que era você, mas as suas mãos são mais gordinhas. Por favor, dance comigo.
Quando Luan olhou para mim, o fogo em seus olhos lentamente mudou, evoluiu para alguma coisa mais quente. De repente, ele agarrou meus pulsos e me puxou para nivelar contra ele, prendendo minhas mãos atrás das costas.
-Você quer dançar? Vamos dançar. -Ele respondeu perto da minha orelha, e enquanto ele rodava seus quadris em torno de mim, eu não podia fazer nada, apenas seguir, suas mãos segurando as minhas contra meu traseiro.
Oh... E Luan poderia realmente se mover. Ele me manteve perto, não me deixando ir, mas suas mãos gradualmente relaxaram na minha, me libertando. Minhas mãos rastejaram ao redor, nos braços, sentindo a formação de seus músculos por meio da jaqueta, até os ombros. Apertei-me contra ele, e segui seus movimentos lentamente enquanto ele dançava comigo no ritmo embalado por Ed Sheeran.
No momento em que agarrou minha mão e girou-me primeiro uma forma, depois o outro, eu sabia que ele estava de volta comigo. Eu sorri. Ele sorriu. Covinhas, covinhas...

Outra música agitada veio, nós dançamos juntos e era libertador, divertido. Sua ira esquecida ou suprimida, ele girou em torno de mim com habilidade consumada no nosso pequeno espaço na pista de dança, nunca me deixando ir. Ele fez com que eu me sentisse graciosa, o que era sua habilidade. Ele fez com que eu me sentisse sexy, porque é isso que ele era.
Eu já estava sem fôlego quando trocou de uma música para outra.
-Podemos sentar? -Engasguei-me.
-Claro. -Ele me levou para fora da pista.
-Você me fez ficar muito quente e suada. -Murmurei quando voltamos para a mesa.
Ele puxou-me em seus braços.
-Eu gosto de você quente e suada. Embora eu prefira te deixar quente e suada no nosso quarto. -Ele ronronou, e um sorriso lascivo puxou seus lábios.
Enquanto eu me sentava, era como se o incidente na pista de dança nunca houvesse acontecido. Olhei em torno da boate, não conseguia ver meus pais, a maioria dos convidados mais velhos já haviam ido embora, esperava que eles não tivessem presenciado a briga.
Meus olhos pararam na pista lotada, até o outro lado perto de Juliana, e Guilherme estava lá. Eu suspirei. Juliana estava se movendo. Ela estava dançando loucamente e ela apenas faz isso quando ela realmente gosta do seu parceiro. Realmente gosta dele. Isso significa que amanhã alguém se juntaria a ela para o café da manhã.
Guilherme puxou Juliana para seus braços, onde ela foi muito contente. Juliana! Até mesmo no meu estado inebriado eu fiquei chocada. Eu poderia ver que as coisas estavam indo bem para os dois. Eu tomei outro gole da minha bebida.
Voltei meu olhar em torno da boate e ele parou novamente perto do bar, uma loira platinada estava olhando para mim, e me deu um sorriso deslumbrante, como se ela me conhecesse. Eu sorri de volta educadamente.
-Aqui. -Luan colocou um copo de água a minha frente e me observou atentamente. Sua expressão era expectante. -Beba agora.
Fiz o que ele me disse. Além disso, eu estava com sede. Ele pegou uma pequena garrafa de Ice e tomou um longo gole.
-O que aconteceria se a imprensa ainda estivesse aqui? -Eu perguntei.
Luan sabia imediatamente sobre o que eu estava me referindo, a briga que envolvia ele e Matheus.
-Anderson e Rodrigo poderiam resolver isso. -Ele disse friamente, tudo de uma vez a arrogância em pessoa. Eu franzi o cenho para ele.
-Eu tinha a situação sob controle.
Seus olhos eram gelados.
-Ninguém toca o que é meu. -Ele disse, com a finalidade de relaxar, como se eu não percebesse o óbvio.
Okay...
Eu tomei mais um gole do copo com água. De repente eu me sentia sobrecarregada. A música estava alta, batendo, minha cabeça e os pés estavam doendo, e eu me sentia cansada. Senti Luan pegando a minha mão.
-Vem, é melhor irmos embora, eu quero te levar para casa. -Ele disse. Pedro e Bruna se juntaram a nós.
-Você já vai? -Pedro perguntou e sua voz era esperançosa.
-Sim. Eu pensei em levar a Na lá pra minha casa. -Luan murmurou. -Minha mãe e meu pai estão em Campo Grande, a casa está vazia.
-Bom, nós vamos com vocês. -Bruna disse e seguimos para onde os carros nos esperavam.
(...)
-Acorda, Branquela. -Luan estava me sacudindo delicadamente.
Estávamos em frente a sua casa. Relutantemente eu abri meus olhos e cambaleei para fora do porsche. Bruna e Pedro desapareceram para dentro de casa.
-Preciso levar você? -Luan perguntou.
Sacudi a cabeça. Em seguida, Luan levou-me a porta da frente.
Meus pés estavam latejando, e eu tropecei depois dele. Na porta da frente, ele se abaixou, agarrou meu tornozelo e gentilmente arrancou fora um sapato em primeiro lugar, depois o outro. Um alivio me inundou. Ele endireitou e olhou debaixo para mim, segurando meus sapatos.
-Melhor? -Ele perguntou divertido. Concordei com a cabeça. Ele tomou minha mão mais uma vez, levou-me pela casa escura e subiu as escadas para o quarto dele. -Você está destruída não é? -Disse ele em voz baixa, olhando para mim.
Concordei mais uma vez com a cabeça.
-É a música. Você não está acostumada. E a beber, é claro. -Ele sorriu.
Pegando em minha mão, ele me levou para o banheiro. Por que estamos indo por aqui?
-Sente aqui. -Ele pediu.
Eu sentei na cadeira e fechei os olhos. Eu escutei enquanto ele mexia com os frascos sobre a pia. Eu estava cansada demais para abrir meus olhos e descobrir o que ele estava fazendo. Um momento depois, puxou minha cabeça para trás, e eu abri os olhos, surpresa.
-Olhos fechados. -Luan disse. Caramba, ele estava segurando uma bola de algodão! Gentilmente, ele esfregou por cima do meu olho direito. Logo me senti chocada como ele metodicamente removia a maquiagem. -Ah. Aqui está a mulher com quem eu namoro. -Ele disse depois de alguns poucos panos.
-Você não gosta de maquiagem?
-Eu gosto, mas eu prefiro o que está sob dela. -Ele beijou a minha testa. -Aqui. Toma. -Ele colocou alguns Advil em minha mão e me deu um copo com água. Eu olhei e franzi o cenho. -Confia em mim. -Rolei os meus olhos, mas fiz o que ele estava dizendo. -Ótimo. Você precisa de um momento para ficar sozinha? -Ele perguntou sarcasticamente. Eu bufei. 
-Tão modesto você, amor. Sim, eu preciso fazer xixi.
Ele riu.
-Você espera que eu vá embora?
Foi minha vez de rir.
-Você quer ficar? -Ele inclinou sua cabeça para um lado, a sua expressão divertida. -Você é um pervertido filho da mãe. Fora. Eu não quero que você me assista fazer xixi. Esse é um passo longe demais. -Eu defendi e acenei-lhe para fora do banheiro.
Quando eu saí do banheiro, ele estava apenas com cueca boxer.
Hmm... Luan em Calvin Klein branca.
Hipnotizada, eu olhei para o seu abdômen, seus músculos em formação, seu caminho feliz. Era uma distração. Ele caminhava para mim.
-Apreciando a vista? -Perguntou ele ironicamente.
-Sempre.
-Eu acho que você está um pouco bêbada, Senhorita Mendonça.
-Acho que, pela primeira vez, eu tenho que concordar com você, Senhor Santana.
-Deixa eu te ajudar a tirar um pouco que existe de vestido. Realmente deveria vir com um alerta de saúde. -Ele se virou em torno de mim afastando meu cabelo.
-Você estava tão bravo. -Murmurei.
-Sim. Eu estava.
-Comigo?
-Não. Não com você. -Ele beijou meu ombro. -Apenas no começo.
Eu sorri.
-Fez uma boa mudança.
-Sim. Fez. -Ele beijou meu ombro, em seguida, ele deslizou o zíper do meu vestido que caiu para baixo sobre a minha parte traseira e no chão. Ele eliminou a calcinha ao mesmo tempo, deixando-me nua. Subindo, ele pegou a minha mão. -Vem aqui. -Ele comandou, e eu dei um passo para fora do vestido, segurando sua mão para equilibrar.
Ele se levantou e jogou o meu vestido e calcinha na cadeira.
-Braços para cima. -Ele pediu. Ele deslizou sua camiseta em cima de mim e puxou-a para baixo, cobrindo-me. Logo estava pronta para a cama.
Ele puxou-me em seus braços e me beijou, minha respiração hortelã misturando-se com a sua.

-Por mais que eu adoraria entrar em você, Branquela, você bebeu demais e você não dormiu bem na noite passada. Venha. Vá para a cama. -Ele me puxou o edredom e eu escalei dentro. Ele me cobriu e beijou minha testa mais uma vez. -Feche os olhos, quando eu voltar para a cama, eu vou esperar que você esteja dormindo.
-Não vai. -Eu implorei.
-Eu vou tomar um banho, Branquela. Se eu for para a cama com você, agora, você não vai ter qualquer descanso. Dorme. -Ele selou nossos lábios. Eu fechei os meus olhos e os seus lábios roçaram minha testa mais uma vez. -Boa noite, Minha Branquela. -Ele suspirou.
Imagens do dia lampejaram pela minha mente... A pulseira que Luan me deu, o melhor presente que já recebi. Meus primos vindo de Uberlândia até aqui apenas para o meu aniversário. Reação do Luan ao meu vestido. Meu ciúme fora de controle. Seu ciúme incontrolável, igualado ao meu. Minha mão formigou com a lembrança do Mateus. Luan me colocando na cama. A imagem da loira sorrindo para mim...
Em seguida, algo me bateu como uma avalanche, e bem no fundo do meu coração eu sabia quem ela era. Loira platinada, sorriso deslumbrante, olhos pelos quais eu nunca me esqueceria.
Era a loira que estava na cama com Israel!

Ei bebês, capítulo postado!
E não é que vocês acertaram quem havia chegado à festa?
Estou muito, muito feliz por todos os comentários. Como eu havia dito, eu usei alguns nomes de algumas leitoras. E as que eu não usei, não fiquem tristes. Ainda temos outros capítulos pela frente.
Eitaaa, ela se lembrou da loira '-' O que vocês acham que essa loira quer? Quem vocês acham que é ela?
Posto outro depois de no mínimo 9 comentários.

12 comentários:

  1. Tó louca pelo o pra ver o outro capitulo \ô/
    ASS: Andreia

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  2. essa web é perfeitaa!!!
    continuaaaa....
    @LS_FuracaodoAmr

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  3. socorro, eu preciso do próximo capítulo. kkkk
    @lrdsmeuar

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  4. Como assim a loira tava falando com o luan???? Posta mais nega.. Nega sexta é meu niver de 15 anos quero um cap massa de presente eim? @lsmeuamoor_

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  5. Ai que cara de pau essa lora vaca.vadia argh.ela e israel me deus

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  6. AAAAAAAAAAAA EU SOU AMIGA DA NAH, CONHECI O LUH URRUUUUUU

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  7. posta mais! queremos saber oq essa loira quer

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  8. AAAAAAAAA MUITO LEGAL VC TER USADO MEU NOME *-* SOU AMG DA NAH U.U KK

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  9. poooooooooooooooooosta mais morzzão *-*
    @LuanMiVida

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  10. Nossa ooh loira cara de pau viu,ela que fique bem longe do Luan,poooosta mais. @nathydonego

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  11. AAAAAA QUE PERFEITA ESSA WEB MANO A MELHOR QUE JÁ LI U-Ú MUITO BOOOA!

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  12. Poxa você sumiu :b
    10 dias sem a fic já :f
    @isisthayna

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