05 março 2013

24º Capítulo.

-Veveta?! -desci os degraus aos tropeços.
-Ei minha linda, tudo bem? -Ivete me cumprimentou com beijos no rosto.
-Tudo ótimo. Nossa quanto tempo! -Falei feliz, depois que o susto passou.
-Oh linda! Bota tempo nisso - Ela riu. -Você realmente está bem?
-Sim eu estou. -Forcei um sorriso.
-Estou achando você tão tristinha. -Ela murmurou. -Caso você precise, sabe que poder correr para o colo de mainha não é? -Ela dobrou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
-Sim eu sei. -Sorri.
-Como estão Eduardo e Elisa?
-Eles estão bem.
-Mande um cheiro pra eles. -Ela sorriu. -Eu ouvi a sua nova música. Parabéns, ficou top.
-Obrigada Veveta, ouvir isso de você é maravilhoso! -Dei um sorriso tímido.
-Vamos tirar uma foto aqui! -ela me puxou.
-Jujuba, tira aqui fazendo favor. -Pedi. Ivete e eu passamos os iPhones pra ela.
Ivete me abraçou. Juliana tirou foto com um, dois, iPhones diferentes. Cada dona pegou o seu. Aproveitei  e postei no twitter a foto pelo Instagram. 
-Nazinha, o papo tá bom, mas preciso ir! Cheiro, mainha. -Ela me abraçou. -Pare de ser tão linda, pelo menos um pouquinho viu? Vou lá! Beijo, beijo. -Ivete soprou beijos e foi para um jato não muito longe de onde estávamos.
-A van está lá fora já e os fãs também. Cinco minutos, Natacha, e van. -Simone resmungou e concordei com a cabeça. 
Chegamos perto das fãs, Felipe e Rodrigo me acompanharam dessa vez. Depois de exatos cinco minutos, Felipe me puxou e segui com eles para a van. Meu coração se apertou no momento em que uma fã estava vindo para me abraçar e eles me puxaram.
A porta da van foi aberta e então a equipe foi saindo. Simone saiu e eu fui logo atrás.
Entrei no meu quarto e caminhei direto para o banheiro. Os jatos de água que caiam sobre meu corpo eram mais que relaxantes. Minha menstruação havia acabado e eu realmente não sei se estou agradecida por ela ter acabado ou por eu ter tido o desconforto da cólica apenas por um dia.
Troquei-me. Dei uma última olhada no espelho, eu estava pronta. Peguei meu celular e ele me informava que eram vinte uma horas e cinco minutos. Minha equipe já me esperava no hall do hotel. Entramos na van, não levou muito tempo para chegarmos ao local do show. A casa esta lotada, a van nos deixou na porta do camarim, assim entramos. Hoje não iria ter atendimento ao camarim. 
-Come. -Simone apontou o sanduíche que estava na mesa de lanches. -E termina de se arrumar, daqui alguns minutos venho te chamar.
-Okay. -Respondi.
Depois de comer o lanche, fui me arrumar.
Sem os óculos.


-Natacha bora, já vai começar o show! -Simone entrou eufórica no camarim. -Bora! -Ela me chamou. Bebi um pouco de água. Ela me segurou pelo braço, e fomos até o palco.
Iria começar a contagem regressiva, eu me ajeitava atrás do palco. A contagem regressiva começou, Dez, nove, oito, sete... Eu não sei por que meu coração acelerava tanto! Eu já deveria estar acostumada. Três, dois, um... NATACHA MENDONÇA! As cortinas caíram, os fãs foram à loucura, que coisa linda.
Eu interagia com os fãs, só via ursos, cartas, cartazes, sendo jogados no palco, o show estava sendo perfeitamente espetacular como sempre.
(...)
Entramos na van e seguimos rumo ao hotel. Uma vez no corredor do meu quarto Simone segurou meu braço me fazendo olha-la.
-Tem uma pessoa te esperando no seu quarto. -Ela sorriu.
-Quem? -Perguntei surpresa.
-Entra lá e você irá saber. -Ela deu de ombros.
-Não vai me dizer que é? -Perguntei.
-Não. -Ela riu. -Ótima noite para vocês. -Ela virou as costas e caminhou em direção ao seu quarto.
Abri a porta e lá estava ele, em pé ao lado do sofá, sorrindo para mim.
-Rael? -Sorri surpresa.
-Oi, pequena. -Ele caminhou até mim.
Fechei a porta atrás de mim e caminhei até ele.
-Que surpresa boa.
-Eu estava com saudades. -Ele mordeu os lábios.
Joguei meus braços em volta do seu pescoço e logo sua boca estava na minha.
-Eu também estava. -Mordi seu lábio inferior.
-O outro motivo pelo qual eu vim até aqui, foi que a música está sendo um sucesso e eu não imaginei outra maneira de comemorar, a não ser com você. -Ele beijou meu pescoço.
-Não consigo imaginar ideia melhor. -Minhas mão desceram até a gola de sua camisa, quando eu estava prestes a puxá-la ele se afastou. -O que?
-Eu não quero te forçar a nada. -Ele murmurou. Revirei os olhos.
-Israel, o que você está esperando? -Meus músculos pra baixo da cintura se apertaram.
Em um piscar de olhos, ele me agarrou pelos meus quadris e puxou para ele, enquanto as minhas mãos alcançaram seus cabelos e sua boca me reivindicava. Eu lamentei em sua boca, e uma de suas mãos se moveram em meu cabelo, puxando minha cabeça para trás, nos beijamos, selvagemente.
Levando-me para o lado da cama ele enganchou o dedo indicador do decote da minha camisa, me puxando em direção a ele. Timidamente coloquei minhas mãos em seus braços para me equilibrar. Quando ele terminou com os botões, ele afastou a camisa sobre meus ombros às deixando cair sobre o chão. Ele chegou até o cós do meu short jeans, abriu o botão e puxou para baixo o zíper.
(...)
O quarto agora estava tão escuro, e a noite começava, depois de longos minutos, dar sinal que estava mesmo fria. Arrepiei-me. Israel se levantou e, com pressa, pegou sua camisa preta, e uma calça de para si. Nos vestimos com pressa, voltando para o quente debaixo das cobertas.
Silêncio.
 Aquele maldito silêncio. Respirei fundo.
-Como foi de viagem? -Relaxei fechando os olhos.
-Cansativa, mas boa. Preciso tirar mais dias de folga. Sinto o esgotamento tomando conta de mim. -Ele disse suavemente. -Eu senti falta disso.
-Eu também. -Eu sussurrei. -Eu estou esgotada. Meus olhos estão se fechando automaticamente. 
-Diga que me ama.
-O quê?
-Diga agora, sem pensar, que me ama.
-Eu amo você. -Sentindo os lábios de Israel me beijarem a testa, respirei profundamente.
-Eu também amo você.
Franzi a testa não entendendo.
-O que foi?
-Nada, só queria ter certeza.
Virei-me e olhei para ele. Sua expressão era seria. Eu me inclinei e o beijei suavemente.

Ele sorriu, dobrando o meu cabelo atrás da orelha. Deitei-me em seu peito e escorri minha mão em seus cabelos. Logo adormeci em seu peito.
(...)

Estávamos em uma bela primeira sexta-feira de Maio. Levantei e caminhei em direção à grande porta de vidro da varanda do hotel. O sol estava brilhante, porém fraco. Entrei no banheiro, tomei um banho demorado. Fui em direção a minha mala e me troquei.
Fui em frente ao espelho, arrumei meu cabelo deixando-o com um ar natural. Passei uma maquiagem clara, bateram na porta com um seguido serviço de quarto! Abri a porta e o empregado do hotel entrou com meu café da manhã. Assim que o terminei, escovei meus dentes. Olhei-me pela última vez no espelho, eu estava pronta.
Fui até a minha bolsa e lá encontrei o Ray ban dele, Luan. Eu tenho que me lembrar de devolvê-lo... Ou não. Tenho certeza que eu posso ficar com ele.
Minha deusa interior bateu palminhas feliz com a possível ideia.
O coloquei sobre meu rosto, peguei meu iPhone. Fechei a porta atrás de mim e encontrei Simone saindo de seu quarto.
-Bom dia, mocinha. Estava indo te chamar. -Ela sorriu.
-Bom dia. -Sorri. -Acho que dessa vez eu fui mais rápida.
-É o que parece. Podemos ir? -Ela perguntou.
Entramos no elevador. No hall do hotel algumas pessoas da minha equipe e da minha banda nos esperavam. Simone olhou em seu relógio. Tínhamos quinze minutos pra chegar na emissora local.                                                         -Não dá pra atender fãs agora, vamos direto pra van. -Simone resmungou.
Assim que saímos do hotel a gritaria começou. Acenei, joguei beijo. Entramos na van rapidamente. Depois de vinte minutos, a porta da van se abriu, descemos. Chegamos à emissora local de Goiânia. Havia na frente algumas fãs que tinham participado de uma promoção da rádio e outras emissoras da região para poderem me conhecer.
-Vem, é por aqui o camarim da Natacha. -Uma assistente da emissora nos guiou. Simone me puxou pela mão. Seguimos a assistente, e o pessoal da equipe veio logo atrás.
-Entramos no ar em meia hora. -Ela nos avisou.
-Ok! A Natacha já pode começar a atender os fãs agora? -Simone perguntou.
-Sim, já vou mandar eles entrarem. -Ela saiu pela porta do camarim.
Simone apontou com o queixo para o espelho. Ajeitei-me em sua frente.
-As fãs já estão entrando, Na. -Disse Juliana.
Eram 6 fãs sorteados para poderem me abraçar. Entraram dois de cada vez para não atrasar, a emoção deles era tão forte, quase chorava junto enquanto presenciava a cena ao atendê-los. Terminei de atender, dei algumas entrevistas e o locutor nos chamou, o programa já iria começar.
-Na, vamos. Já vai começar. -Simone me chamou.
Sentei-me do lado do locutor. A entrevista foi rápida, a pedido do Rodrigo. A entrevista acabou, me despedi do locutor e fui à direção da Simone.
-E ai, o que achou? -Perguntei.
-Você foi muito bem! -ela respondeu. -Já podemos ir.
Saímos do prédio da central e ali em frente havia alguns fãs. Os atendi rapidamente e logo fui levada para dentro da van.
-Simone, temos algum compromisso importante hoje? -Perguntei.
Ela desviou sua atenção do seu tablet para mim.
-Temos o dia inteiro de folga. Por quê?
-Eu estava pensando em ir até o apartamento do Israel e fazer uma surpresa para ele. -Sorri.
-Ele está aqui em Goiânia? -Ela perguntou confusa.
-Sim ele está. -Respondi. -Liguei para o Tuche e ele disse que hoje Israel estaria de folga.
-Israel te avisou que estaria de folga?
-Não. -Murmurei. -Mas isso por um lado é bom, eu poderei fazer-lhe uma surpresa.
-Precisará que a van te leve?
-Eu acho que não será preciso, eu acredito que seja melhor eu ir com algo mais discreto. -Mordi o meu lábio inferior. -Como um táxi.
-Parece boa a sua ideia. -Ela riu. -Felipe irá te acompanhar.
-Eu acredito que não será preciso, Si. -Resmunguei.
-Felipe irá te acompanhar! -Ela repetiu sua afirmação. E voltou sua atenção para o seu tablet.
-Já vi que não vou ter escolha. -Resmunguei. -Ok, ele irá me acompanhar.
A porta da van se abriu em frente ao hotel. Não era longe da rádio onde estávamos. No último andar caminhamos em direção ao restaurante do hotel. Nos servimos e almoçamos em meio a risadas e palhaçadas.
(...)
Uma vez dentro do meu quarto, me olhei pela última vez no espelho. Minha maquiagem estava retocada. Meu cabelo caído sobre meus ombros. Bateram na porta, caminhei até ela e abri.
-Oi. -Felipe murmurou. -Vim avisar que o táxi está esperando lá em baixo. Podemos ir quando você quiser. -Ele sorriu.
-Ótimo! Vou apenas pegar meu celular. -Entrei dentro do quarto, peguei meu iphone e o Ray ban do Luan. -Pronto SY, podemos ir. -Sorri.
Um sorriso brincou em seus lábios enquanto caminhávamos em direção ao elevador. Não haviam mais fãs em frente ao hotel. Isso era totalmente estranho. Entramos no táxi que nos esperava. Alguns minutos depois o motorista estacionou em frente ao prédio do Israel.
-Você tem certeza que não quer que eu espere aqui em frente por você? -Felipe perguntou preocupado.
-Não SY. -Ri pelo nariz. -Não há fãs aqui em frente, não precisa se preocupar.
-Então quando você estiver indo embora me liga pra eu vir buscar você. -Ele abriu a porta do táxi pra mim, sorrindo calorosamente.
Sorri para ele e acenei com a cabeça. Entrei no prédio e o porteiro logo me reconheceu.
-Boa tarde, Natacha. -Ele me deu um sorriso, tão caloroso quanto de Felipe. -É uma honra te receber no meu prédio.
-Boa tarde, Severino. A honra é minha poder entrar no seu prédio. -Retribui o sorriso. -O Israel está em seu apartamento?
-Está sim, quer que eu avise que você está aqui? -Ele perguntou.
-Não. -Passei a mão no cabelo que insistia cair sobre meu rosto. -Quero fazer-lhe uma surpresa.
-A chave reserva do apartamento dele está aqui, você precisa dela?
-Não é uma má ideia. -Sorri. -Você pode pega-la para mim?
Em poucos minutos ele voltou com uma par de chaves em sua mão e me entregou.
-Antes de você subir, será que poderia me dar um autografo e tirar uma foto comigo? É pra minha filha, ela é muito sua fã. -Ele justificou.
-Claro, Severino, será uma honra. -Sorri.
A porta do elevador deslizou-se no sexto andar. Caminhei em direção ao apartamento de Israel. Com as chaves em minhas mãos, abri a porta. Eu entrei no apartamento. A sala estava vazia e escura. Caminhei lentamente em direção ao quarto. Eu não sei porque, mas eu congelei  instintivamente, logo que fui me aproximando.
Eu levei um momento para perceber que é por que comecei a ouvir algumas vozes, posso dizer que eram gemidos abafados vindos do quarto. As vozes saiam com tanta intensidade que quem ouvisse poderia saber o que estava acontecendo ali dentro.
Mantenha a calma,não é nada disso que você está pensando. Repetia o mantra, mais e mais na minha cabeça.
Eu comecei a respirar rapidamente enquanto a adrenalina e meus ossos entorpeceram com medo que ocorria pelo meu corpo. Medo do que poderia estar acontecendo ali do outro lado. Eu tinha que lutar contra o medo asfixiante que arranhava minha garganta ,enquanto as lágrimas ameaçavam cair. Eu tomei uma profunda e preciosa inspiração de ar, tentando acalmar minha respiração em pânico e avancei em direção à maçaneta da porta.
Meu subconsciente sucumbiu a um desmaio, e eu acho que nem mesmo os sais de cheiro a traria de volta. Apesar da minha boca estar seca eu tentei falar.
-Israel? -Eu falei rouca.
Ah, não...


Bebês... Capítulo postado! kkk vocês erraram quem era u.u E agora, quero ver acertarem o que está acontecendo u.u Comentem sem medo. Posto depois de no mínimo 3 comentários.

9 comentários:

  1. Ah tá na cara ele tá traindo ela,esse cachorro,aah pow todo mundo achando que era o Lu :( posta maaaais nega. @nathydonego

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  2. carambaaaaaaaaaaaa cara, trollou nóis direitinho aisuhdiusaha
    cara posta mais um hoje?
    ta perfeito u_u
    e eu acho q ele ta traindo ela, ele nao a merece, precisamos bater nele u_u
    continuaaaaaaa

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  3. ele ta traindo ela quer ver??? Posta nega posta posta @lsmeuamoor_

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  4. não e possivel que o Israel traiu a Na, bão q agora ela ta livre pro Lu

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  5. acho que o israel esta traindo a ná..
    Mais nega.

    @FCLSFascinacao
    (Jessica Sales)

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  6. ele ta traindo a Na
    posta mais
    @LSeTWamoreterno

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  7. Isso, me deixa curiosa mesmo! haha
    Posta mais *-*
    @lrdsmeuar

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