23 fevereiro 2013

15º Capítulo

-Como sempre você arrasou. -Juliana me entregou uma toalhinha.
Caminhei até ela e peguei a toalhinha.
-Obrigada, loira. -Sequei-me. -Onde está Simone?
-Está no camarim te esperando. -Ela respondeu.
Seguimos em direção ao meu camarim, logo que entramos pude perceber uma movimentação dentro dele. Não estava apenas Simone. Israel, Tuche e seu empresário também estavam, lá junto com Rodrigo.
-Olá gente. -Murmurei envergonhada.
-Olá. -Responderam.
-Oi amor. -Israel veio em minha direção e selou nossos lábios.
-Natacha, temos uma novidade para você. -Simone disse.
-Hm... Posso saber qual é? -Perguntei.
-Pode falar, Israel. -Ela sorriu para ele que estava com os braços em minha cintura.
-Eu fiz uma composição e... -Ele não continuou e deu aquele ar de suspense.
-E...? -Perguntei incentivando que ele continuasse.
-E quero saber se você aceita gravá-la comigo. -Ele respondeu.
-É serio? -Virei-me para olhá-lo.
-É sim, o que você acha? -Ele perguntou animado.
-Eu acho ótimo! -Sorri.
-Amanhã poderei te mostrar ela e vocês já poderiam começar a aprendê-la.
-Amanhã? -Perguntei mordendo os lábios.
-Sim, algum problema nisso? -Ele perguntou.
-Não... É que eu havia combinado de almoçar com os meus pais.
-Se eu falar para você que eu irei almoçar na casa do Luan, tenho certeza que não irá dar muito certo. Pensei.
-Tenho show em Maringá terça, acredito que possamos vê-la. -Ele murmurou.
-É parece uma ótima ideia. -Respondi
-Natacha, Segunda-Feira tem reunião para o projeto do DVD. E pretendemos incluir a música ao seu DVD. -Rodrigo disse.
-Você vai querer ir para o camarote para assistir o show do Luan Santana? -Simone perguntou quando Tuche e o empresário do Israel saíram.
-Eu bem que queria, mas eu estou com uma puta de uma cólica, não estou me aguentando em pé. -Resmunguei, com raiva de mim mesma.
-O pessoal da banda e da equipe estão todos cansados, então vamos todos para o hotel. -Simone disse.
-Simone, aproveitando que o Israel não está aqui, eu quero te avisar que eu não vou viajar amanhã no nosso jatinho. -Disse.
-Você pretende voltar como? -Ela perguntou.
-Eu vou ir almoçar amanhã com a família do Luan e eu irei viajar com ele. -Respondi.
Ela então ficou calada por alguns segundos, acredito que estava testando o que eu havia falado e então respondeu.
-Tudo bem, só toma cuidado, sim?
-Eu vou tomar. A Juliana não vai ir comigo, ela irá direto para Maringá.
-Pode deixar que eu a levo e suas malas também. -Ela sorriu.
-Podemos ir? -Israel entrou no camarim novamente.

(...)
Chegamos à frente do hotel, estava vazio. Não demoramos a alcançar nosso quarto.
-Então hoje não vamos fazer besteirinhas? -Israel perguntou se jogando na minha cama.
-Sinto muito, mas não. -Respondi tirando meus saltos. -Vou ir tomar um banho.

(...)
-Amor, eu estou indo. -Israel sussurrou me dando um selinho.
-Você está indo aonde? -Sussurrei acordando.
-Estou indo para o aeroporto, embarco daqui trinta minutos.
-Que horas são agora? -Sentei-me na cama.
-Oito e meia da manhã. -Ele olhou no celular.
-Eu vou me levantar.
-Não, está cedo dorme mais um pouco. -Ele disse. Deitei-me novamente. -Vou indo, fica bem, eu te amo. -Ele selou nossos lábios.
Deitei-me novamente e peguei meu celular, enviei uma mensagem para o Luan.
Bom dia Moreno, já está acordado?~

Bom dia minha Branquela, acabei de sair do banho. Tive que madrugar hoje. ~Moreno

Oh que dó haha, queria pedir desculpas por não ter ficado ontem no seu show, eu não estava muito bem, estava passando mal :x ~

Ei Branquela, eu entendo. Eu consegui ver o seu show até a parte da música em inglês, canta bem em inglês pra caramba hein?! Mas o que você tinha? ~Moreno

Olha ouvir isso de você é uma honra! Coisas de mulher... Cólica. Sabe né?~

Rapaz! Quando a piroca tem esse trem ela quase enlouquece o povo de casa. ~Moreno

KKK tadinha, mas nós sofremos muito com isso :x Moreno, que horas vocês irão passar aqui?~

Daqui uma hora no máximo. ~Moreno

Vou ir tomar meu banho então, até daqui a pouco, Moreno ~

Vai lá Branquela, até. ~Moreno

Antes de tomar banho resolvi ligar para o meu irmão.
~~~Ligação On~~~
-Fala pirralha. -Sua voz não negava que ele havia acabado de acordar.
-Hm... Eu te acordei? -Perguntei
-Magina. -Ele murmurou. -O que você quer?
-É o seguinte. Estou indo almoçar na casa do Luan, você quer ir junto?
-Não estou afim.
-Nem pela Bruna? -Perguntei e depois de alguns segundos ele respondeu.
-Que horas é para estar lá em baixo?
Ri.
-Daqui uma hora.
-Meu cunhadinho vai? -A ironia era tão clara...
-Não. Ele não sabe que eu vou.
-Assim está melhor. E como nós vamos?
-Iremos ir no jatinho do Luan. -Respondi.
-Você e o Luan? Hm... Sempre apoiei esse negócio de amizade colorida.
-Vai se foder, Pedro! E se você se atrasar você vai ficar aqui!
-T. P. M já chegou? 
-Idiota, vai se arrumar logo.
-Também te amo pirralha!
~~~Ligação Off~~~
Levantei-me e caminhei em direção ao banheiro. Estava sentindo uma dor insuportável. Todo mês era isso, parecia que cada mês vinha a dor mais forte. Liguei o chuveiro e deixei a água quente cair sobre meu corpo, isso era muito relaxante.
Depois de alguns minutos ali, saí e fui me vestir.

Sequei meu cabelo com o secador e deixei-o solto, caído nos ombros. Passei uma maquiagem clara, com sombra marrom, esfumada com preto nos cantos dos olhos e um lápis. Na boca um batom nude.
Logo o serviço de quarto entregou meu café, tomei e eu estava com tanta, tanta fome que eu não estava me reconhecendo. Estava terminando meu café e ouvi meu celular vibrar.
Ei Branquela, estamos te esperando aqui embaixo. ~Moreno.
Levantei-me escovei os dentes. Minhas coisas já estavam arrumadas. Peguei meu celular, abri a porta e Pedro vinha em direção ao meu quarto.
-E ai pirralha, passou um pouco do estresse? -Ele perguntou rindo. Eu estava agradecendo que aquele clima chato entre eu e o Pedro estava passando.
-Eu não estava estressada ok? -Caminhamos em direção ao elevador.
Logo as portas se abriram. E podemos ouvir a gritaria do outro lado da porta.
-Terei que ser seu segurança pessoal hoje? -Pedro olhou em direção à porta.
-Eu acredito que sim... -Rimos.
Caminhamos para fora do hotel e a gritaria ficou cada vez mais intensa, logo eles se organizaram, se acalmaram e então eu pude atendê-los.

 Terminei de atender os fãs que estavam ali. Pedro puxou minha mão, avistamos uma van preta estacionada em frente ao hotel e  assim que nos aproximamos, à porta se abriu. Eu e Pedro entramos e Luan estava lá dentro junto com sua equipe.
-Bom dia gente. -Cumprimentei um pequeno pessoal da banda do Luan que estava ali dentro.
-Bom dia, Branquela. -Um sorriso apareceu no rosto do Luan iluminando seus olhos. -Senta aqui ao meu lado. -Sentei-me ao seu lado e para a minha surpresa ele afundou o rosto no meu pescoço inalando meu cheiro e deixando um beijo no mesmo. Preciso dizer que eu arrepiei? -Dormiu bem?
-Sim, eu dormi, ao contrário de certas pessoas... Não é? -Passei a mão delicadamente sobre suas olheiras.
-Senti falta do seu cafuné. -Ele deu de ombros e me deu um sorrisinho tímido me fazendo ficar toda derretida por dentro.
A van foi seguindo rumo ao aeroporto. Luan conversando muito e fazendo muitas palhaçadas, eu era a única quieta dentro daquela Van. Depois de alguns minutos chegamos ao aeroporto.
-Para não causar confusão ou tumulto para nenhum dos dois, todos descem e Natacha você vai à frente do Luan, pode ser? -Dagmar disse em um tom autoritário. Isso era característica de assessoras, só pode.
-Iremos passar pelo saguão? -Rober gritou perguntando.
-Sim, a van não pode estacionar em outro lugar a não ser aqui, ordens do aeroporto. -Ela respondeu.
A porta da van se abriu e assim fizemos. A equipe do Luan foi à frente, Pedro desceu junto comigo e Dagmar, em seguida veio Luan atrás de nós. Vários seguranças do aeroporto vieram em nossa direção e nos seguiram.
Entramos no aeroporto e não demorou a começar o tumulto. Dagmar puxou-me para irmos direto para o jatinho e Luan foi em direção onde as fãs estavam, até que uma fã me gritou:
-Natacha, me dá um abraço e tira uma foto comigo? Por favor! 
Olhei pra trás e sorri. Olhei pra Dagmar e assenti, ela foi comigo e mais cinco seguranças, até onde estavam os fãs e fiz o que a fã havia pedido.
-Muito obrigada Natacha, eu sou muito sua fã, assim como sou fã do Luan. -Ela já estava chorando há alguns minutos.
-Oh meu amor, muito obrigada viu. -Sorri para ela e passei o dedo sobre suas lágrimas.
-Natacha, você poderia tirar uma foto comigo e com o Luan? -Outra fã gritou em meio às outras.
Olhei para o Luan, ele sorriu assentindo.
-Claro que podemos, meu anjo. -Sorri.
Fui até onde Luan e a menina estavam e tiramos a foto. Algumas fãs acabaram pedindo para fazer o mesmo, quiseram tirar foto comigo e com o Luan. Já a outra parte me encaravam e feio!
Terminamos nos despedimos delas. Estávamos seguindo em direção aonde Dagmar e Pedro nos esperavam, até que uma menina gritou:
-Natacha, sua chupa fama, aproveitadora!
Olhei para trás assustada, mas não consegui ver quem havia dito isso. Luan passou o braço pela minha cintura, apressando o passo e seguimos com muita dificuldade em direção à área onde o jatinho estava, entrei e me sentei. Eu ainda estava em choque, será que era isso que todos pensavam de mim? 
Logo senti algumas lágrimas quererem escapar dos meus olhos, mas com muita força consegui mantê-la nos meus olhos. Luan que estava sentado ao meu lado pegou na minha mão me fazendo olhar para ele.
-Não deixa isso que ela falou entrar na sua cabeça. -Ele falou seriamente. 
-Eu tenho que aprender a me acostumar com isso. -Forcei um sorriso.
-Não, você não tem. Você só tem que aprender a não deixar isso te atingir. Quem te conhece sabe muito bem que não é isso que você é. -Ele disse olhando no fundo dos meus olhos, verdes para castanho escuro. Ele me puxou e me deu um beijo na testa e então descansei minha cabeça em seu ombro.
O jatinho decolou e antes que percebesse, acabei dormindo no ombro do Luan.
(...)
-Ela é linda até dormindo né? Rapaz do céu com essa eu até caso! -Acordei com o Luan dizendo para o Anderson.
Quando ouvi o que ele havia falado, acabei levando um susto me afastando da poltrona.
-Estava tendo pesadelos? -Ele perguntou e riu.
-Não. -Sorri amarelo. -Não foi nada.
Olhei para Anderson e ele ergueu as sobrancelhas para mim, com um meio sorriso. Ergui as sobrancelhas também e olhei para Luan que sorriu para mim. Olhei em direção a janela e me perdi em meus pensamentos. Só reparei que estávamos em solo quando Anderson abriu a porta do avião. Havia um carro esperando por nós. Luan abriu a porta para mim, fui a primeira a entrar. Quem estava dirigindo ao me ver, sorriu para mim.
-Olá... Gutão não é? -Perguntei apertando a mão que ele me oferecia.
-Fico feliz em saber que você lembra o meu nome. -Ele puxou-me e nos cumprimentamos com um beijo no rosto.
Senti o Luan encostando-se a mim. Olhei-o e ele estava olhando para o Gutão com uma cara fechada.
-E ai cara. -Luan apertou a mão de seu personal.
Pedro entrou junto com nós no carro. Dagmar, Rober e Well haviam entrado em outro carro. Gutão então acelerou.
-Cadê meu pai, cara? Achei que ele viesse buscar a gente hoje. -Luan comentou.
-Ele iria vir, mas de última hora ele pediu para eu vir. -Ele respondeu.
-Entendi! -Luan respondeu.
Em vinte minutos chegamos ao condomínio que Luan morava. Quando chegamos, reparei que não iria haver apenas nós, havia alguns carros estacionados em frente à casa dele.
-Minha mãe tá doida para te conhecer. -Luan falou enquanto andávamos rumo a casa dele. Pedro e Gutão ficaram perto do carro conversando.
-Sério? -Perguntei surpresa.
-Sim. Ela quer saber se você é tão linda assim, como na televisão. -Ele deu de ombros e deu uma meia risada sem graça.
-Eu a entendo. Vou adorar conhecer sua mãe. -Sorri encantada.
Entramos na casa e na sala de estar não havia ninguém.
-Seja bem vinda à minha casa, novamente. -Luan abriu os braços abrangendo a casa.
-Obrigada. - Ri. -Da outra vez eu não tive essa recepção calorosa desse jeito.
Ele então tentou conter um sorriso, mas acabou falhando.
-Vem vamos para o fundo. - Luan segurou minha mão e foi me puxando pela casa. -Oh mãe cheguei! -Luan disse em um tom alto.
Logo uma mulher com cabelos longos e pretos se virou para trás com um sorriso encantador, o seus olhos estavam brilhando. Ela caminhou até onde nós estávamos e deu um abraço apertado no seu filho.
-Oh meu filho, que saudades de você, meu menino. -Ela disse com seus olhos cheios de lágrimas.
-Oh Mamusca, chora não. Seu filhão voltou. -Ele fez graça. -Como a senhora está?
-Eu estou bem meu filho e você, como você está? Tem se alimentado direito? -Seu rosto estava cheio de preocupação, mas ela continuava com sua voz suave.
-Oh mãe, eu estou bem e olha, eu tenho me alimentado igual um boi. -Ele disse. Era impossível não rir das perolas que Luan soltava.
-E essa moça linda? -Ela me olhou com o mesmo sorriso que havia oferecido para Luan.
-Mãe, essa aqui é a minha Branqeula. -Ele me ofereceu a sua mão, a peguei e caminhei em direção onde eles estavam. -Branquela, essa aqui é a minha Mamusca, Marizete.
-Prazer, Marizete. -Sorri.
-Oh minha linda, o prazer é todo meu. -Ela me puxou para um abraço caloroso. -Quando Luan disse que você iria vir aqui eu quase não acreditei, mas a que mais pulou de felicidades foi a Bruna. -Ela olhou para Bruna que entrava na cozinha e logo me olhou com os olhos arregalados. Acabei rindo. -Ela vive cheia de músicas suas no celular, computador...
-Oh mãe! -Bruna a repreendeu.
-Você não contou que você é fã dela? -Marizete ainda segurava uma das minhas mãos. Luan riu.
-Não! -Bruna disse sem graça.
-Eu não acredito que você é minha fã e nunca me disse. -A olhei fingindo estar brava.
Ela deu de ombros e se sentou em um dos banquinhos do balcão ao lado do Luan.
-Eu fiquei... Com vergonha de te contar.
-Vergonha? -A olhei ainda em pé.
-Sim, você poderia achar que eu só teria me aproximado de você por ser sua fã, sei lá. -Ela estava corando.
-Oh Bru, eu nunca iria achar isso. Eu realmente iria gostar muito mais se você tivesse me contado. Mas você está desculpada. -Sorri.
Ela sorriu se levantou animada e me cumprimentou com um abraço caloroso.
-E esse ai... -Marizete olhou para Pedro que entrava na cozinha e parou ao meu lado. -Não é o seu namorado, afinal você namora o Israel Novaes, certo?-Ela perguntou e Luan olhou para ela revirando os olhos.
-Não, esse aqui é o Pedro meu irmão. -Sorri. Eles se cumprimentaram.
-Eu vejo que essa beleza vem de família, não é mesmo? -Ela disse olhando de mim para Pedro.
-Eu digo o mesmo. Olhando para vocês assim reunidos, tenho certeza. -Confessei percebendo a troca de olhares entre Bruna e Pedro.
-Olha rapaz, até que enfim confessou que eu sou bonito! -Luan disse parecendo surpreso. Ri incrédula dele. 
-Então essa é a famosa Natacha? -Uma voz surgiu atrás de mim. Virei-me e logo vi quem falava era um homem que aparentava estar na casa dos quarenta, cinquenta. Logo ele sorriu para mim e me ofereceu sua mão, a apertei e nos cumprimentamos. -Eu sou o Amarildo, pai do Luan.
-Oh... Prazer, Amarildo, Natacha. -Sorri.
-Oh prazer é todo meu, fique à vontade. Se sinta em casa viu? -Ele disse, concordei com a cabeça. -E ai filhão. -Eles se cumprimentaram com um abraço. -Convencido como sempre hein? -Ele riu.
-Oh pai, apenas colocando em prática o que o senhor me ensinou. -Eles riram.
-Vim te chamar para vim me ajudar a ligar a churrasqueira. -Amarildo disse olhando para Luan.
-Demorou, você vai ficar bem ai Branquela? -Luan me olhou tombando a cabecinha para o lado.
-Vou sim Moreno, tenho certeza que ficarei muito bem em relação às companhias. -Disse.
-Vamos lá, Pedrão? -Luan o chamou. Pedro aceitou. -Eu volto rápido, juro.-Luan falou atrás de mim, logo segurou em minha cintura, deu-me um beijo gostoso na bochecha e seguiu para fora da cozinha com Pedro.
Marizete olhou para Bruna e sorriu, fiquei apenas ali sem entender.
-E você minha linda como você está? -Marizete perguntou concentrada nas panelas.
-Só com uma cólica chata, mas estou bem. -Murmurei.
-Eita, meu anjo. Você tomou remédio? -Marizete perguntou preocupada.
-Não, eu ia tomar antes de viajar, mas acabei saindo correndo do hotel. Acabei esquecendo. -Confessei.
-Eu tenho um remédio ótimo para cólica. Vamos lá buscá-lo no meu quarto? -Bruna perguntou. Olhei para Marizete e ela sorriu.
-Vai lá minha linda, eu posso dar conta aqui sozinha.
Sorri de volta. Bruna pegou um copo com água e me puxou em direção às escadas. Entramos em seu quarto que era todo delicado, cada coisinha em seu lugar e longe de ser um quarto infantil. Muito bonito, constatei. Olhei encantada para ele. E logo vi uma coisa que chamou minha atenção.
-Então você é minha fã? -Peguei meu CD que estava perto do seu notebook. Ela deu um sorrisinho tímido. -A quanto tempo você é minha fã?
-Há três anos. -Ela sorriu e me entregou o copo e um comprimido. O bebi.
-O que é isso?
-Atroveran. -Ela se sentou em uma poltrona.
-Obrigada. -disse. -Espero que isso funcione.- Sentei-me na ponta da cama. -Já foi em algum show meu?
-Apenas em dois. -Ela respondeu. -O primeiro foi ano retrasado, em São Paulo. -Ela parou parecendo que estava se lembrando de algo. -O segundo foi no final do ano passado aqui em Londrina.
-O Luan foi junto? -Perguntei sem pensar.
-Não, nos dois que fui ele tinha compromisso. -Ela respondeu.
-Você ficou na grade?
-Não. -Ela riu. -Nos dois eu fui no camarote.
-Oh... Claro. -Mordi o lábio inferior, é claro que ela iria de camarote. -Tentou alguma vez entrar no camarim?
-Tentei uma vez, por sorteio e outra dizendo que eu era irmã do Luan, mas nenhuma das duas deu certo. -Ela mordeu os lábio. Ela me olhou querendo falar alguma coisa, mas logo desviou o olhar. Logo percebi o que ela queria. 
-Vem aqui? -Disse ao me levantar e abri os braços para ela, que não pensou duas vezes e voou para os meus braços. Acabei sorrindo.
-Eu não acredito que eu acabei de realizar um dos meus sonhos. -Ela disse manhosa.
-O outro eu posso ajudar? -Ergui uma sobrancelha. Ela pegou o iPhone e o balançou. -Eu já devia ter imaginado isso. -Sorri.
Ela me puxou para frente de um espelho me deu o iPhone e fizemos careta para o celular. Tiramos uma no meu e outra no dela.
-Ficou muito boa! -Olhei a foto no meu celular.
-Demais. -Ela sorria.
-Vou postar no twitter. -Disse. Ela me olhou com os olhos arregalados. 
Entrei e postei a foto: (Imaginem que sejam elas)
Adivinhem quem eu descobri ser minha fã? Ela mesma a Sininho haha @brusantanareal #jáamo
Postei a foto e logo milhares de comentários surgiram.
-Obrigada. -Ela sorriu.
-Eu que agradeço. -Sorri.
-Vamos descer? -Ela perguntou pegando o copo que estava em cima da mesinha.
-Demorou. -Respondi.
Descemos as escadas e logo Luan apareceu na ponta dela com os olhos arregalados.
-Caramba cara, achei que você tinha ido embora. -Ele pegou minha mão. Terminei de descer os últimos degraus.
-Eu estava lá em cima conversando com a Bruna. -Sorri.
-Vamos almoçar? O pessoal estava esperando por vocês.
Anderson e a sua esposa estavam na mesa. Ao fundo, tocava alguma música internacional.
-Sirvam-se, por favor. -Marizete disse sentando-se. -As visitas primeiro, Luan!                        
-Calma Mamusca! -Luan riu. -Você primeiro. - Luan passou o prato que tinha pegado para mim.
-O Anderson também é visita. -Murmurei.
Esse é de casa já. -Luan zombou. -Você é a primeira vez que almoça aqui em casa. 
-Então tá, obrigada. -Senti que eu havia corado.
Comecei a me servir. A Comida parecia estar ótima! O resto do almoço contou com algumas conversas sobre o último final de semana e algumas outras coisas. Marizete estava contando algumas coisas de quando o Luan era mais novo. Era muito bom ouvir. Enquanto isso Luan só faltava se esconder embaixo da mesa. Eu apenas ria dele.
Depois do almoço, Bruna e Pedro foram em direção à sala. Marizete e a esposa do Anderson foram em direção a cozinha. Tentei ir também, mas fui expulsa de lá. Gutão não havia ficado para o almoço, Amarildo e Anderson estavam conversando sobre alguns assuntos sobre o escritório. Luan saiu de perto, foi em algum lugar dentro da casa e voltou com um violão. Quando passou por mim, ele segurou minha mão.
-Vem, Branquela. -Ele sorriu.
Fui com ele no quintal enorme no fundo, nos sentamos em uma mesa perto da piscina. Fiquei olhando-o dedilhar alguma música, até que ele me olhou e começou a cantar.
-Por que você me olha assim, qual o seu medo? De amar e se envolver, qual o seu medo, diz pra mim? -Ele cantava sem tirar os olhos do meu, castanhos escuros para verdes. Ele colocou a cadeira mais perto de mim e colocou a mão no meu pescoço, acabei estremecendo com seu toque. -Arrepiou. -Luan havia notado.
-Hm... -Passei a mão no meu braço para tentar fazer com que o arrepio passasse.
Meu celular estava em cima da mesa, e vibrou. Era uma mensagem.
Chegou bem amor? Já estou com saudades, amo você! ~Israel
Ai ai!
-Uma mensagem? De quem? -Luan perguntou desconfiado.
-Era do Israel. -Sussurrei.
Luan me olhou com ar de... Tristeza. Bruna veio em nossa direção com Pedro acompanhando-a.
-Nós estamos indo até a sorveteria, vocês querem ir? -Ela perguntou.
Olhei para Pedro atrás dela e ele me deu uma piscadinha.
-Eu não estou a fim de ir não, Sininho. -Murmurei.
-E você Luan? -A fadinha perguntou.
-Também não estou afim, podem ir. Juízo viu. -Ele murmurou.
Rimos da cara que Luan havia feito. Assim que eles saíram Luan me puxou.
-Vem aqui. -Caminhamos em direção a piscina.
Sentamos na beirada, com os pés dentro da água. Logo começamos a conversar sobre a nossa infância, os fatos, as coisas que nós lembrávamos. Ele deitou no meu colo.
-Você disse que iria dar um jeito nisso. -Ele pegou minha mão e a colocou em seu cabelo. Ri do seu lado infantil.
Ficamos ali, a tarde inteira. Eu fazendo o cafuné nele. Ele acabou dormindo no meu colo por alguns minutos. Ele tinha uma expressão serena. Ele era tão... Perfeito.
Você tem um namorado! Minha deusa interior ergueu uma sobrancelha irônica para mim. Depois de tanto tempo ela resolveu aparecer.
Luan acordou, mas continuou ali no meu colo. Conversamos tanto, que as horas foram passando e nem notamos. Estava tudo tão perfeito, mas já estava quase anoitecendo.
-Moreno, acho melhor eu ir, já está tarde. -Murmurei olhado no relógio do celular.
-Mas já? Está cedo, estava tão bom ficar aqui com você... -Ele fez biquinho.
Oh...
    -Realmente, mas vai acabar ficando tarde para eu ir para casa. Amanhã tenho reunião cedinho. Fora que eu estou cansada, ainda com a dor incomodando. -Murmurei.
Levantamos-nos, ele me acompanhou até a sala e chamei Pedro.
-Mamusca, vou levar eles em casa, daqui umas duas horas eu estou aqui. -Luan disse pegando a chave do carro.
-Não Luan. Não precisa, nós pode chamar um táxi. Vai acabar ficando tarde para você voltar. -Disse.
-Claro que não. -Ele franziu a testa. -Eu convidei vocês, trouxe vocês até aqui e irei levá-los em casa. -Ele me encarou.
 -Isso ai filho. Leva eles em casa, quer que eu vá junto? -Amarildo perguntou.
-Não precisa pai. Eu voltou rápido.
-Tenha cuidado na estrada, meu filho. Natacha, volte sempre viu? Irei te espera. -Marizete sorriu.
-Olha que eu volto mesmo hein?! -Rimos. -Então vamos, Moreno. -Murmurei.
Despedimos-nos de todos. Fomos em direção ao carro, Luan abriu a porta para que eu entrasse. Seguimos rumos a Maringá. Depois de uma hora Luan estacionou em frente a minha casa.
-Chegamos. -Luan murmurou.
-Você quer entrar? -Perguntei.
-Acho melhor deixar para outro dia! -Ele continuava com uma expressão triste no rosto.
-Enquanto vocês se decidem, eu irei entrar. -Pedro murmurou. -Boa noite, Luan, obrigado pelo almoço e fala pra Bruna que eu mandei um beijo para ela. -Pedro disse abrindo a porta do carro.
-Não precisa agradecer, até a próxima. E não tem beijo nenhum pra Piroca não. -Ele disse aprofundando a carranca dele.
Pedro saiu rindo e logo entrou em casa.
-Foi muito bom passar à tarde com você. Eu realmente estava com saudades de você. -Seus olhos foram amolecendo.
Ele foi se aproximando, meu coração acelerando. Oh meu Deus. Ele então me deu um beijo no canto na boca e sorriu, meu sorriso Sexy. Soltei minha respiração. Isso estava ficando cada vez mais difícil.
-Eu digo o mesmo, e se lembre do que eu disse. Não se afaste por favor.-Choraminguei.
-Eu não seria louco à ponto de fazer isso. -Ele murmurou.
-É melhor eu entrar. A gente vai se falando. -Disse abrindo a porta do carro.
-Com certeza. -Ele sorriu. -Se cuida. -Ele sussurrou.
-Cuidado na estrada okay? Se cuida também -Dei um beijo em sua bochecha e sai de dentro do carro.
Vi um sorriso nascer em seu rosto. Caminhei até a porta e acenei para ele. Ele buzinou e logo acelerou o carro.



Ei bebês, capítulo postado. Agradeço pelos comentários anteriores. Fico feliz em saber que vocês me apoiam e eu garanto pra vocês se vocês tiverem paciência não irão se arrepender. Desculpem-me por estar postando tarde esses dias, mas acontece que para o capítulo sair grande eu preciso de tempo,i nspiração. E isso tem me abandonado há dias, espero que vocês me entendam. Bom espero que gostem do capítulo. Me pediram para postar uma foto minha, pô, vocês tem certeza disso? o.o kkk posto o outro capítulo depois de no mínimo 3 comentários.

6 comentários:

  1. aaaaaaaaaaaaawn que meigoooooos
    amei amei amei
    acredita que eu fico acordada até agora só esperando vc postar a fic? asduhsaduhsa
    continue *-*

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  2. Awwwwwwnnn que perfeicão mulher,que coisa mais linda eles dois,posta a foto sim eu quero ver ;) posta mais?

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  3. eu quero uma foto sua :3
    tô amando amor, como sempre <3 posta mais *-* hehe
    @lrdsmeuar

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  4. Nega que coisa mais linda ... Assim eu acho q o Israel devia descobrir q a Na "mentiu" pra ele e eles discutirem e terminarem, ou a Na descobrir q ele ta traindo ela e o Lu ir confortar ela e tals, e na boa prefiro a segunda opcao u.u mais confia no q vai fazer, bjs @lsmeuamoor_ posta logo u.u

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  5. Haha ta d mais amor.só acho que ela deve ficar com o luan sabe só acho haha amando tudo

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