16 fevereiro 2013

10º capítulo.

Duas semanas haviam se passado. Eu e Israel estávamos "distantes" um do outro. A cada dia eu descobria um lado frio nele pelo qual eu nunca imaginei que fosse existir.
Luan estava mais afastado de mim, por um lado isso era bom, as coisas na minha cabeça estavam começando a ficar confusas.
Sentada na poltrona ao lado da janela, perdida olhando a estrada, com meus pensamentos distantes, senti meu celular tocando dentro do bolso do meu jeans. Peguei ele com um pouco de dificuldade, olhei o visor... Era ele.
~~~ligação on~~~
-Oi, moreno. -murmurei.
-Oi Branquela, ta boa?
-To sim e você?
-To bem, tá ocupada?
-To dentro da van indo em direção ao aeroporto, mas dá pra falar.
-Então eu estava compondo uma música aqui, mas a inspiração resolveu me abandonar. -Ele riu.-Ai eu lembrei aquele dia que o Fernando e o Sorocaba disse que apoiavam uma composição nossa, juntos... E então eu tive a ideia de ligar pra uma das maiores compositoras que eu conheço e perguntar se ela poderia me ajudar a terminar essa composição. O que você acha?
-Maior compositora que você conhece? -Ri.  -Se você está me convidando para compor uma música com você que pode virar um dueto... Eu aceito.
-Eu sabia que você ia aceitar cara, mas quando a gente pode ser ver pra... Terminar a composição?
-Olha hoje eu estou indo pra Maringá, eu estou de folga a gente poderia combinar de ser ver.
-Eu estou em Londrina hoje, também estou de folga. Eu poderia ir até a sua casa ou você vir aqui em Londrina, na minha casa, qual você prefere?
-Você é quem sabe, Moreno.
-Então você vem aqui em casa, pode ser?
-Pode sim, a Simone mora em Londrina, eu aproveito e peço pra ela me dar uma carona e me deixar ai, na sua casa e na volta eu posso pedir para o Pedro ir me buscar.
-Ou eu posso te levar em casa.
-Vou ter que desligar. O avião vai decolar.
-Tá bom Branquela, quando você pousar me liga pra eu te passar o endereço da minha casa e pra eu poder saber se você já pousou.
-Pode deixar que eu ligo sim, até mais tarde beijo.
-Beijo Branquela.
~~~~~~ligação off~~~~~~~
Desliguei o celular. O avião decolou e junto veio meu frio na barriga, sim eu tinha muito medo de voar! Quando o avião já havia decolado, soltei meu cinto e me sentei ao lado de Simone.
-Si, preciso de um favor seu. -Disse. -Eu preciso que você me dê uma carona até a casa do Luan.
-Eu sei que não é dá minha conta, mas o que você vai fazer na casa dele? -Ela perguntou me encarando. E eu expliquei. -Então quer dizer que logo teremos uma nova música?
-Provavelmente sim.
-Eu levo você sim. -Ela sorriu. -Só preciso saber o endereço dele.
-Eu vou ligar pra ele quando pousarmos.
(...)
O avião posou depois de algumas horas no aeroporto de Maringá. Acabei dando alguns cochilos, mas acordava sempre com um inquietamento. Fomos em direção ao estacionamento fechado do aeroporto e me despedi do pessoal.
-Você avisa a mãe, fala pra ela que eu não vou chegar muito tarde. -Pedi para o meu irmão.
-Tá bom eu aviso, vai querer que eu busque você? -Ele perguntou.
-O Luan disse que ele poderia me deixar em casa, se precisar eu te ligo. Deixa minhas malas no meu quarto, por favor.-Disse.
-Tá bom pirralha. Vou deixar, mas só se você me prometer que vai falar pra Bruna que eu mandei um beijo e fala pra ela que eu ligo pra ela mais tarde.
-Vou pensar no seu caso. Como você vai pra casa?
-A mãe trouxe o carro e deixou aqui no estacionamento.
-Você vai levar a Ju né? -Perguntei. Ele apenas assentiu.
-Vamos Natacha? -Simone me esperava ao lado da porta do carro. Terminei de me despedir do pessoal. Entrei deslizei para dentro do carro e seguimos rumo à Londrina.
-Eu queria te pedir desculpas. -Simone disse matando aquele silencio dentro do carro.
-Pelo que? -Olhei em sua direção.
-Esses dias por estar sendo tão... Controladora, dominante. Você sabe que quando a mulher não está muito bem ela... Acabada descontando nas pessoas.
-Eu entendo Si, só espero que você não desconte mais em nós. Não temos culpa disso, e se você precisar de alguém pra... Sei lá... Conversar, você pode contar comigo. -Disse olhando nos seus olhos, enquanto o sinal estava fechado.
-Eu vou aprender a me controlar, e pode deixar que se eu precisar eu vou ir conversar com você. E você também já sabe né? Se precisar corre pro colo da sua segunda mãe. -Ela sorriu e me olhou rapidamente enquanto nos dirigíamos para Londrina. -Você sabe o endereço da casa do Luan? -Simone perguntou.
-Não, eu vou ligar pra ele .-Respondi e disquei o numero dele. No primeiro toque ele me atendeu.
~~~Ligação On~~~
-Oi Branquela. -Poderia dizer que ele estava sorrindo.
-Oi, moreno, já pousamos e já estamos em Londrina, mas o seu endereço... -ri.
-Eu sabia que você iria ligar para perguntar, eu moro no condomínio Royal Park Residence, é fácil de achar.
-Eu vou falar pra Simone qualquer coisa eu te ligo.
-Beleza, eu já deixei avisado para o porteiro que eu estou esperando vocês. Em qual carro vocês estão?
-Estamos em um Cruze Sport6.
-Eita, cês tão bem nos pano hein?! -Ele riu.
-Oh quem fala né? -Ri. -Okay então, daqui a pouco estamos chegando ai. Beijos.
-Beijos Branquela, qualquer coisa me liga.
-Pode deixar.
~~~~~Ligação Of~~~~~~
-Condomínio Royal Park. -Disse.
-Residence? -Ela perguntou. Assenti. -Eu ia morar lá, é perto do meu condomínio, não estamos muito longe dele. Mas me diz... Moreno?
Neguei rapidamente.
-Não me pergunte sobre isso.
Alguns minutos depois, chegamos ao condomínio e fomos barradas pelo porteiro.
-Eu sou José, o porteiro do Condomínio. -Ele falou e então parou me olhando. -Natacha Mendonça?  O Luan está te esperando certo? -Ele perguntou.
Olhei pra Simone e ri.
-Sim, ele está.
-Podem seguir à diante, me desculpem por ter barrado vocês, normas do condomínio. -Ele disse se desculpando.
Logo ele nos explicou o número da casa do Luan. Depois de algumas, muitas casas encontramos a casa dele. Assim que estacionamos, ele saiu de dentro dela.
-Eu fico aqui. -Sorri.
-Vai ficar bem? -Simone perguntou. Olhei pra fora, Luan estava sorrindo para nós.
-Sim, eu vou. -Respondi.
-Ok, juízo viu mocinha? Fica bem. -Ela me deu um beijo na bochecha. Luan abriu a porta do carro e eu sai.
Despedimos-nos de Simone e logo ela seguiu dando retorno no condomínio.
-Oi. -Disse timidamente.
-Olá, como foi a viajem? -Ele perguntou.
-Foi ótima graças a Deus.
-Vamos entrar? -Ele perguntou me dando a mão.
Assenti segurando a mão que ele me ofertava e lá estava o choquinho ultrapassando por ela. Acredito que ele também sentiu, afinal seu sorriso não teria se expandido atoa, não é?
Estávamos em uma enorme sala, totalmente com uma cor neutra, era muito bonita. Na parede havia um "S" que eu logo entendi de onde era, olhei para ele e sorri. Ele me deu os ombros em deboche.
Puxou o violão que estava na minha mão, o colocou sobre o sofá, pegou minha mão e nos sentamos no outro sofá.
-Estamos sozinhos? -Perguntei olhando em volta da casa.
-Sim. Meus pais e a Bruna foram pra Campo Grande. -Ele respondeu me olhando.
-E porque você não foi junto? -Perguntei.
-A agenda está apertada, só tive folga hoje. -Ele fez beicinho.
-Sei bem como é. -Desviei o olhar de seus lábios. -Você poderia ter me avisado que você estava sozinho. -murmurei.
-Eu acabei esquecendo. Vem. -Ele pegou minha mão e me puxou em direção a cozinha. -Você deve estar com fome né? Senta. -Ele apontou em direção ao banquinho do balcão da cozinha. -O que você quer comer? Ele abriu a geladeira. -Olha, tem frios aqui, tem pão, suco. A gente podia comer um lanche.
-Eu acho uma ótima ideia. -Respondi.
-Então fique à vontade. Vou fazer creme de abacate pra mim. -Ele pegou um abacate na mão.
-Vai fazer o que? -Perguntei arqueando uma sobrancelha.
-Creme de abacate uai, nunca comeu?
-Não. -Franzi a testa.
-Hoje vou ser legal, vou te dar um pouquinho pra você experimentar. -Ele foi em direção ao liquidificador.
-Eu dispenso o creme, deixa pra próxima vez. -Murmurei.
-Você não sabe o que vai perder. -Ele murmurou. -Eu sei que sou gostoso, mas e ai, você vai fazer seu lanche aqui ou vai ficar ai me olhando?
Fingi que não havia ouvido a primeira frase dele, convencido? Magina!
-Você quer que eu prepare o meu lanche? -Indaguei.
-É claro ué, você pensou que eu ia fazer pra você?
-Claro, eu venho pela primeira vez na sua casa e sou obrigada a fazer meu lanche?
-Lógico, levanta ai e vem fazer ele logo.
-Eu não acredito nisso. -Disse me levantando.
-Eu vou até deixar pra fazer meu creme de abacate mais tarde, quero um lanche também. Você faz um pra mim? -Ele tombou a cabeça para o lado.
-Como você quer o seu lanche? -Perguntei deixando-me convencer.
-Surpreenda-me.
O olhei incrédula, ele sorriu e começou a me ajudar a preparar nossos lanches. Alguns minutos depois, terminamos de preparar nosso lanche, claro fizemos uma "baguncinha" na cozinha. Nos sentamos na bancada da cozinha e fomos comer.
-Isso está bom demais, cara! -Luan disse mordendo o lanche que eu havia preparado.
-Também quem fez né? -Ri.
-Esse suco aqui também está muito bom... Também quem fez né?
-Luan, você apenas pegou a caixinha do suco e colocou nos copos.
-Estraga prazeres. -Ele resmungou me fazendo rir.
Levantei-me peguei nossos pratos e nossos copos, os coloquei na pia, quando terminamos.
-Deixa isso daí, depois eu dou um jeito. -Luan puxou a bucha de louça da minha mão.
-Tem certeza? -Perguntei. Ele assentiu.
-Bora ir tentar compor alguma coisa? -Ele me puxou em direção à área da piscina.
O tempo estava fechado, ficamos sentados na área coberta.
-Aqui está o começo da composição, e eu gravei uma melodia pra ela no meu celular. -Ele me entregou um caderno e liberou a melodia no celular.
Comecei a acompanhar a letra junto com a melodia.
-Isso aqui está muito bom, Moreno. -Confessei. Ele sorriu. -Mas a gente poderia fazer assim...
(...)
Depois de algumas horas, já havia anoitecido, terminamos de compor a primeira parte e conseguimos encontrar uma melodia certa para a música.
-Caramba cara, tá ficando muito foda. -Luan disse.
-Demais Moreno, bora tentar passar ela no violão? -Perguntei animada.
-Bora, vou ir lá em cima pegar meu outro violão, esse aqui tá muito desafinado. -Ele resmungou.
-Vai lá, enquanto isso vou tentando pegar a melodia aqui no violão. -Disse e ele foi em direção ao que eu acredito ser o seu quarto.
Comecei a dedilhar a melodia no violão. Meu celular começou a tocar em cima da mesinha.
Sia - Breathe Me
~~~Ligação on~~~
-Oi amor, que saudades. -disse.
-Oi Na... Eu preciso falar com você. -Ele murmurou.
-Um... Eu estou aqui em Londrina, a gente pode tentar se ver hoje ou amanhã.
-Não, não posso adiar mais, eu realmente preciso falar com você.
-O que foi, você está me deixando nervosa. -Disse em um tom baixo.
-Eu andei pensando muito, tentei de várias formas te dizer isso pessoalmente, mas eu sempre travava e a única forma que eu posso te dizer isso... É pelo celular. -ele disse.
-Israel, você está me assustando... Vai direto ao ponto, por favor. -Pedi.
-Olha, me desculpa estar te falando isso pelo celular, por ser covarde e não te dizer isso olhando nos seus olhos, mas todas as vezes que eu tentei eu travei. -Ele respirou fundo e continuou. -Eu estou gostando de uma menina que eu conheci, me desculpa, mas eu não tive como impedir isso, aconteceu, você sabe que a gente não pode mandar no coração. -Ele disse em uma fração de segundos.
Logo que eu percebi, algumas lágrimas começaram a deixar meus olhos.
-Então você quer dizer que... Está apaixonado por outra pessoa? -Sussurrei.
-Me desculpa eu não podia evitar.
-E todas as nossas juras de amor? E todas as vezes que você sussurrava no meu ouvido dizendo que me amava que nunca iria me abandonar. -Disse em meios as lágrimas. -Você mentiu pra mim esse tempo todo, como você pode Israel?
-Eu nunca menti pra você Natacha, eu só estou em duvida sobre os meus sentimentos. Eu não sei mais o que eu sinto por você. E eu acho melhor a gente terminar do que... -Ele não terminou a frase.
-Israel... Não... -Um soluço me impediu de continuar.
-Me desculpa, é apenas isso que eu te peço.
~~~fim da ligação. ~~~
Não consegui responder e acabei desligando antes que ele respondesse. Sentei-me colocando minha cabeça sobre as minhas mãos que estavam no meu joelho e deixei as lágrimas rolarem.
-Imaginei que quando eu descesse você estaria tent... O que aconteceu? -Luan perguntou.
O olhei e não conseguia falar. Ele se abaixou na minha frente e me puxou para um abraço e eu o abracei. Estar em seus braços era um misto de sentimentos, me trazia calma e... Paz.
-Vem. -Ele me fez levantar, passou os braços pela minha cintura, nos guiou até a cozinha e sentou-me no balcão da cozinha. -Toma, bebe. -Ele me entregou um copo com água.
Bebi e consegui me acalmar. Ele pegou minha mão e me levou até o sofá.
-Me diz o que aconteceu, Branquela? Eu estou preocupado com você. -Ele mordeu os lábios.
Tentei começar a falar e mais uma vez acabei sendo vencida pelas lágrimas. Era impossível acreditar que isso era real. Ele puxou-me fazendo deitar a cabeça no seu peito. E ali, chorei.
Ele elevou a mão até a minha cabeça e ficou em silêncio fazendo cafuné em mim. Seu toque me fazia arrepiar dos pés a cabeça. Consegui me acalmar e ficamos apenas ali, em silêncio.
-Me fala agora o que aconteceu? -Ele sussurrou.
O olhei e vi preocupação em seus olhos. Comecei a falar e as lágrimas rolavam em meio as palavras.
-Cara, ele é um covarde, ele não merece uma lágrima sua. -Ele disse entre dentes.
-O que eu posso fazer , Moreno? Eu o perdi, eu o amo... Muito. -Sussurrei. Luan fechou os olhos como se sentisse dor enquanto eu falava.
-Você vai superar isso e vai encontrar alguém que te mereça... Esse alguém pode estar mais perto de você do que você imagina. -Ele murmurou e seu olhar não era mais de preocupação era irreconhecível.
Envolvi meus braços em seu pescoço e apertei contra meu corpo, a aproximação me deixou confusa, mas o sentimento no momento era que ele era o meu porto seguro!
-Dá um sorriso pra mim vai? -Ele se afastou para me olhar.
-Luan eu quero ir para casa, vou ligar para o Pedro vir me buscar. -murmurei
-Eu te levo em casa, mas só se você me der um sorriso. -Ele ergueu uma sobrancelha divertido.
-É serio Luan, eu quero ir embora.
-Não vai me dar um sorriso? -Ele me encarou e ele continuava divertido. O encarei e continuei calada. -É assim? Então quero ver você não me dar um sorriso agora. -Ele me encarou com um olhar... Sexy.
Olhei pra ele sem entender e franzi a testa. Ele sorriu e em menos de segundos ele estava em cima de mim... Fazendo-me cócegas.
-Moreno... Para...Oh meu Deus...Para Luan... Por favor. -Eu já suplicava sem fôlego, estávamos dando gargalhadas feito duas crianças.
Já estava ficando sem fôlego e ele continuava, eu odiava cócegas e quanto mais eu pedia pra ele parar ele continuava. Ele então parou, mas continuou em cima de mim me olhando. Nossos olhos se encontraram mais uma vez, ele começou a se aproximar, nossa respiração já estava alterada eu podia sentir seu hálito de menta e gelado sobre meu rosto. Quando me dei conta do que estava prestes a acontecer, virei o rosto pro lado. Ele suspirou e saiu de cima de mim. Continuei deitada no sofá.
-Isso é golpe baixo sabia? -Disse e comecei a rir.
-Seu sorriso é muito bonito pra ficar escondido, Branquela. -Ele encarou-me. 
-Agora que você conseguiu o que você queria, me leva pra casa? -Murmurei.
-Você tem certeza? -Ele perguntou e toda a diversão sumiu do seu rosto. Apenas assenti, não tendo tanta certeza assim.
Levantamos-nos. Peguei meu violão. O carro estava estacionado em frente à casa. Luan abriu a porta do carro pra mim, entrei. Ele entrou no carro e antes de ligar olhou pra mim.
-O cinto. -Ele murmurou e logo sorriu. Coloquei o cinto e nos dirigimos pelas ruas de Londrina.
Ele ligou o som do carro e fomos em silêncio até Maringá. Arrisquei olhar pra ele e pude ver seu perfil, nariz perfeitinho, a boca parecia ter sido esculpida por mãos magníficas, inconsciente me peguei lambendo meus lábios. Ele se virou e logo virei o rosto antes que ele percebesse.
-Essa é a minha casa. -Murmurei .Ele estacionou em frente a minha casa. -É... Obrigada por tudo.
-Eu que agradeço, eu tive uma tarde maravilhosa. -Ele sorriu e parecia sincero.
-Eu posso dizer o mesmo. A música...
-A gente fala sobre isso depois, tá? -Ele perguntou. Olhei para os meus dedos trançados sobre meu colo.
Olhei para minha casa, estava tudo escuro, com certeza não iria ter ninguém em casa.
-É melhor eu descer, obrigada por tudo, mais um vez. -Fui saindo do carro e ele me puxou.
-Deixa que eu faça isso. -Ele saiu e caminhou graciosamente até meu lado e abriu a porta para mim. Sai do carro e logo percebi que eu havia corado. -Você vai ficar bem?
-Sim eu vou! -Menti.
Ele estreitou os olhos e apenas assentiu.
-Qualquer coisa me liga? Se cuida, por favor! -Ele me deu um beijo no alto da minha testa, e com um instinto joguei meus braços no seu pescoço e o abracei. Caramba, ele cheirava tão bem... Que perfume será que era esse? Malbec? Hugo... Foco Natacha!
-Pode deixar eu ligo sim... Se cuida também. -Me afastei. Ele sorriu e entrou dentro do carro.
Fiquei olhando até o porsche preto sumir do alcance dos meus olhos.
A casa estava dolorosamente vazia e escura. Me dirigi diretamente para meu quarto. Peguei meu celular e ele indicada que passava das 20:00. Entrei no banheiro e debaixo do chuveiro, a dúvidas, as perguntas invadiram meus pensamentos. Porque ele fez isso? Porque ele mentiu pra mim todo esse tempo? Será que eu era a única que amava nessa relação, será que eu realmente o amava?
Sai do chuveiro, me troquei e cai na minha cama. Eu me enrolei desesperadamente agarrando meu travesseiro e me entreguei à minhas lágrimas.


Meus bebês, capítulo postado \o/ Espero que gostem. Obrigada pelos comentários anteriores, já disse que vocês são fodas né? Digo mais uma vez u.u Tentei postar o capítulo mais cedo, só que aconteceu uns trem aqui em casa e acabou saindo tarde, me perdoem? :c Comentem bastante. Posto depois de no mínimo 3 comentários.

6 comentários:

  1. Aaah ela mora na minha city haha tadinha pow mas pelo menos agora ela vai ficar com o Lu aeeew.Tá de parabéns nega. @nathydonego

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  2. Meu deus esse surpreenda me foi tão Grey ... amei
    Posta mais
    @LSeTWamoreterno

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  3. tadinha dela :( ela tem que ficar com o luan! kk
    @lrdsmeuar

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  4. awwwwwwww
    perfeito ;3
    quero o Luan pra mim auhauhahua
    continuee ta foda <3

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  5. Luan apaixonado por ela. Espero que ela perceba.

    Yana

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