27 julho 2013

87º Capítulo.

Esse poderia ser um dia como qualquer outro, mas não era.
Quando acordei com o som do despertador, ele estava olhando para mim e não foi preciso falar nada. Eu o abracei por alguns minutos e ele ficou com a cabeça afundada em meu cabelo, inspirando meu cheiro.
 -Que horas o meu jatinho vem me buscar?- questionei. -Eu ainda nem fiz minha mala.
-O Roberto ligou e disse que por volta das 18hr ele já estará no aeroporto. - respondeu. - Você quer tomar o café da manhã ou quer ficar mais um pouco aqui?
- Aqui. - respondi enfiando meu rosto no espaço entre seu ombro e pescoço.
-Você vai chegar um pouco tarde em Maringá. - ele falou. - Você pode ficar aqui hoje, não precisa viajar com urgência.
- Eu tenho que voltar, Luan. Se eu ficar com você aqui em Lisboa, vai ser falta de profissionalismo da minha parte.
- Que diferença vai fazer um dia? - questionou me apertando em seus braços. - É só mais uma noite comigo, eles não podem achar que isso vai fazer alguma diferença.
- É menos uma noite que eu não estou me preparando para voltar para a entrada. Não vamos fazer as coisas serem mais difíceis, Moreno. -falei afastando meu rosto do dele e olhando em seus olhos. -O tanto que dói em você, dói em mim.
- Todos esses dias... Parecia que hoje nunca ia chegar. Quero dizer, eu sabia que você iria embora alguma hora, mas estando aqui... agora. É hoje. É difícil assimilar isso e a cada segundo se torna mais real.
-A gente não vai dizer tchau. -falei. - Nós não vamos nos despedir. Já fizemos isso ontem, não quero chorar mais hoje.
- Você acha que vai conseguir? - questionou com um ar de riso.
- Eu estou tentando me convencer disso. Agora o dia está acabando e parece que eu não aproveitei o suficiente.
- E você acha que algum dia será o suficiente?
- Provavelmente não. - admiti.
- A gente aproveitou, Baby. Nós estávamos juntos e cada dia vendo um motivo pelo qual deveríamos ser um casal. Cada dia foi válido.
- Eu sei. -disse encostando minha cabeça em seu ombro e sentindo seu cheirinho de sabonete que estava impregnado na camisa. - Eu vou querer levar essa blusa que você está usando. Tem seu cheirinho de sabonete.
- Você não quer levar logo o sabonete? -questionou rindo.
- Quero levar você! Bem aqui no meu bolso. - falei colocando a mão sobre o bolso da blusa dele que ficava em cima do meu peito.
- É o bolso feito para mim, mesmo. Bem no meu lugar favorito. Se eu coubesse aí dentro ia fazer seu peito de meu colchão.
- Cala a boca. - disse dando uma gargalhada. - Acho que vou comprar seu boneco.
- Guarde no peito-o, em minha homenagem.
- Pode deixar. - falei com um riso. - Sua cama é mais gostosa que a minha.-Disse me espalhando pela cama.
- Sério?
- Aham. Você dorme nela, fica mais quentinha e cheirosa.
- Eu vou sentir sua falta essa noite. Quando a gente brigou, não consegui dormir sem você ao meu lado.
- É diferente. A gente tinha brigado. Agora é apenas uma questão de que estamos cumprindo com os nossos deveres.
-Mesmo assim. Vai ser difícil.
-Eu sei.
Permanecemos na cama deitados, trocando carícias e palavras de afeto, recordando das coisas que passamos com humor e nostalgia, até o momento que foi possível. Tudo passou muito rápido. Essa seria a primeira vez de fato desde que descobriram sobre nosso namoro que iríamos nos separar dessa forma. O fato de eu ter dormido pouco não ajudou muito e acabei pegando no sono, deitando meu corpo em cima das pernas dele.
-Branquela. - chamou.
- Hmmm? - questionei acordando e esfregando meu nariz no tecido de sua calça.
- Está na hora do almoço, bora acordar? E pelo amor de Deus, para de esfregar a cara aí perto porque você sabe que essa região tem vontade própria. - ele disse e eu levantei na mesma hora.
Nós descemos para o restaurante do hotel colocamos os pratos na mesa e aguardamos pela comida. Fomos servidos pelos garçons do hotel e a equipe do Luan juntou-se a nós. Conversamos e brincamos e assim que acabei, subi para meu quarto com o propósito de arrumar minhas malas. O tempo parecia estar passando mais rápido do que o normal.
- Você quer ajuda? -ele perguntou.
- Não, mas fica aqui comigo. - respondi abrindo a mala e olhando tudo que tinha ao meu redor. -Provavelmente vai ficar algumas coisas minhas na sua mala.
-Tudo bem. Fica lá em casa pra quando você for dormir lá.
Arrumar mala era um saco e eu odiava fazer isso. Minha vontade era simplesmente passar a mão pelas roupas espalhadas e sair tacando tudo dentro da bagagem, mas infelizmente eu tinha que ser uma pessoa organizada e colocar item por item, para que fosse possível caber tudo no pequeno espaço.
-O que você vai fazer amanhã? -questionei.
-O Primeiro show aqui em Lisboa. E Amor, a gente tem que falar de algo sério.
- O quê?
- Você não pode acreditar em tudo que os jornais e revistas falarem. Porque como vamos ficar separados, pode ter certeza que vão inventar boatos que eu estou com outra ou qualquer besteira desse gênero.
- É claro que eu não vou acreditar nisso.
- Ok, mas se você ficar insegura com alguma coisa, me promete que vai me ligar ou dar um jeito de falar comigo antes de ficar toda cheia de paranoia?
- Prometo.
Eu acabei de arrumar minha mala e quando olhei para o relógio, já passava das 16h. Luan pediu que eu enrolasse mais um pouquinho e nós ficamos deitados na cama, trocando olhares, sorrisos e caretas. Ele trouxe Bear para ficar ao nosso lado e eu abracei meu bebê até ele começar a reclamar - latindo - que estava o apertando demais. Em seguida deixei que ele lambesse minha bochecha. Luan ficou coçando sua barriguinha até que dormisse silenciosamente lhe dizendo sua despedida.
-Eu tenho que ir. -falei nos despertando de nosso mundinho. -Ainda não disse tchau pra Day e pra Marla.
- Vai se arrumar e se despedir delas, que vou colocar suas malas no carro.
- Ok, deixa só minha bolsa. Eu levo essa.
Ele desceu na frente e eu fiquei sentada na cama mais alguns minutos, olhando meus arredores, fui rumo ao banheiro. Tomei um bom banho, me sequei e me troquei.
 Penteei meus cabelos, escovei os dentes e me maquiei. Tudo isso sem nunca deixar de pensar nele ou de lembrar os momentos da noite anterior. Achando que já estava sendo sentimental demais fui rumo ao quarto das meninas para poder me despedir delas. Mas apenas consegui de fato me despedi de Day. De repente, Luan surgiu do nada ao meu lado e parecendo um pouco esbaforido.
- Tá tudo bem, Moreno?
- Sim. Vamos lá para o terraço. - disse puxando minha mão.
- Por que nós vamos para o terraço? -questionei. - Jacob deve estar me esperando no estacionamento do hotel.
- Quero te mostrar uma coisa antes.
Quando atravessamos a portinha do terraço, entendi o que ele queria me mostrar. O local ao lado de um futton tinha o que parecia ser uma tendinha. No centro uma mesa com velas, pratos, talheres, taças e um balde de champgne. Marla estava parada ao lado arrumando os guardanapos.
- Ainda dá tempo de jantar? - ele questionou.
- Não acredito que você preparou isso. - falei emocionada com tudo aquilo.
- Na verdade foi a Marloca, mas a ideia é minha.
-Luan, eu falei que ainda não tinha acabado! -Marla gritou.
- Não precisa de mais nada, Marloca. Assim já está bom. - ele disse entrelaçando os dedos nos meus e fazendo com que meus pés se movessem até a mesa.
- Ok, ok. - ela disse ajeitando um garfo. -Está tudo pronto. Nos vemos em breve, Na!-Ela me abraçou. - Aproveitem.
Com isso ela se despediu dando um beijo em minha bochecha e fez o mesmo com Luan, em seguida caminhou em direção à porta. Ele puxou uma cadeira para mim e eu sentei, ainda perplexa com tudo aquilo. Meus olhos o seguiram e vi que ele mexia em seu iPod, que estava conectado a uma pequena caixa de som. Ele optou por uma música lounge, que lembrava muito bossa nova.
- Que cara é essa? -questionou.
- A cara de uma namorada muito chocada com tudo isso.
-De forma positiva, espero.
- É claro que é de forma positiva, Moreno. Jamais esperava que você fosse fazer algo assim para mim. Tão romântico.
- Eu tento... -falou com um risinho. - A comida não é lá muito sofisticada. Na verdade eu pedi comida chinesa. É assim que você gosta de seu yakisoba, né?
-Sim. A gente vai comer yakisoba com champagne, Luan? -questionei rindo. -Essa é uma combinação um tanto quando... exótica.
- Merda, não pensei nisso. Prefere água?
- Não, vamos comer yakisoba com champagne!
Ele despejou o conteúdo da caixinha no meu prato e um pouco do macarrão caiu na minha calça. Tadinho, meu namorado estava todo nervoso e atrapalhado. Eu o ajudei e insisti que ele não precisava se desculpar. Na hora de colocar a comida em seu prato, eu o ajudei. Nós comemos trocando sorrisos bobos e olhares apaixonados. Essa foi a melhor forma que ele havia encontrado de nos despedirmos.
- Estava bom? -questionou.
- Sim. Uma delicia! Do jeito que eu gosto.
- Quer seu biscoito da sorte?
- Sim! -exclamei animada.
- Mas se lembre que se for ruim, você não come. 
-Ok, ok. 
Ele me entregou o biscoito e eu abri o envelope com avidez. Louca para saber o que estava escrito no papelzinho branco que vinha em seu conteúdo.
- "Sua visão se tornará clara apenas quando você puder olhar dentro de seu coração". Isso é bom ou ruim? Eu como? -questionei relendo mais uma vez a mensagem e tentando decifrar o que era aquilo.
- Acho que sim. Come. - ele falou e eu joguei o biscoito dentro da boca, adorando seu sabor. -E você? Não ganhou um?
- Ganhei. "Havendo sinceridade e determinação, qualquer decisão será favorável". - ele leu. - Gostei. Vou comer.
- Já está escuro. - falei olhando para o céu.
- Aham. Já passa das 18h. - ele informou.
- Você sabe o que isso quer dizer, né? - questionei.
- Sim. - disse com uma expressão triste no rosto. Eu beijei seus lábios e em seguida fiquei em pé.
- Eu tenho que ir.
-Calma. Dança comigo. -ele falou puxando minha mão. -Um jantar a luz de velas sempre pede uma dança.
-Luan...
- Só uma, Baby.
-Ok. - respondi e ele saiu do meu lado para ir até a caixinha de som em que seu iPod estava conectado. -Por que você não canta para mim ao invés de por algo?
- Poderia perguntar a mesma coisa. Por que você não canta para mim? Sou sempre eu que estou cantando.
-Porque eu não estou com vontade de cantar.
-Isso não é desculpa. Eu sei que você é cantora e que eu posso muito bem ouvir suas músicas no meu iPhone ou iPod, mas isso não significa que eu não gostaria de ouvir a sua voz cantando algo só para mim.
-Não vem com esse papo meloso, você sabe que não é justo. Você não joga limpo. -disse com meus olhos cerrados e fazendo um bico.
- Isso significa que eu te convenci? Você vai cantar para mim?
-Eu já concordei em dançar.
-Vai, Branquela. Eu sei que você deve ter alguma música que te faz pensar em mim... né?
-Talvez, mas eu não vou cantar.
- Ok, então pega meu iPod e coloca pra gente dançar.
-Você não deve ter.
-Coloca o seu iPod, então. Por um acaso você está tentando me enrolar?
-Talvez.
-Por quê?
-Por causa da música, sei lá.
-Por quê? A letra fala de sacanagem? É algo tipo "I touch myself"? - perguntou com um sorriso malicioso no rosto.
-Não. -respondi rindo.
-O que então? Você está me deixando curioso.
-Você não vai me deixar ir embora sem antes ouvir a música, né?
-Você me conhece tão bem. Na verdade tudo que eu preciso é de uma desculpa para te manter aqui. -ele falou e meu coração se partiu novamente. Eu queria ficar com ele.
-Se você rir eu te mato. -falei pegando meu iPod da bolsa e o ligando no som. Assim que encontrei a música, dei o play.
Caminhei até o Luan e ele colocou os braços ao meu redor. Eu respirei fundo e prometi a mim mesma que não ia chorar, mas seu cheiro invadia minhas narinas e a forma que suas mãos se moldavam ao meu corpo, já me davam aquele gosto de saudade.
Não demorou muito e a poderosa voz de Adele surgiu.
"Whenever I'm alone with you (Sempre que estou sozinha com você)
You make me feel like I am home again (Você faz com que eu me sinta em casa novamente)
Whenever I'm alone with you (Sempre que estou sozinha com você)
You make me feel like I am whole again (Você faz com que eu me sinta completa novamente)"
Me deixando levar pela música, comecei a cantar no ouvido dele. Minha voz saía fraca e era, na verdade, como se eu estivesse cochichando no pé de sua orelha e o contando um segredo. As palavras da canção não poderiam ser mais sinceras.
-Whenever I'm alone with you (Sempre que estou sozinha com você)
You make me feel like I am young again (Você faz com que eu me sinta jovem novamente)
Whenever I'm alone with you (Sempre que estou sozinha com você)
You make me feel like I am fun again (Você faz com que eu me sinta divertida novamente)

O refrão se aproximava e tudo que eu mais queria era que ele gravasse cada palavra que eu dizia não só pela canção e sim era o que eu sentia.
-However far away, I will always love you (Por mais longe eu esteja, sempre te amarei)
However long I stay, I will always love you (Por mais distante que eu fique, eu sempre te amarei)
Whatever words I say, I will always love you (Quaisquer palavras que eu diga, eu sempre te amarei)
I will always love you (Eu sempre te amarei)

Minha cabeça estava enfiada em seu pescoço e meus olhos molhavam sua camisa. Eu ao menos tentei controlar o quanto pude, mas agora, sonhando com mais 30, 60, 90 e sejam lá quantos dias nos fossem permitidos, era difícil segurar o choro. Isso tinha gosto de despedida.
- Vai ficar tudo bem, Branquela. - ele disse beijando minha cabeça. -Olha para mim.
-Eu falei que não queria chorar. -comentei limpando as lágrimas que teimaram em cair pelo meu rosto.
Ele se aproximou de mim mais uma vez, colocou os braços ao meu redor e abaixou a cabeça. Seus lábios quase batendo em meu ouvido.
- Eu te amo. -falou. - Eu te amo, Natacha.
-Também te amo. -disse o agarrando com todas as forças que eu tinha. - Te amo tanto. Eu não quero largar de você. Não quero ir.
- Não vai, por favor. - ele pediu me puxando para tão perto de seu corpo, que meus pés chegaram a sair do chão.
-Luan...
-Eu sei. - disse beijando meus lábios. -Eu sei.
-Me liga. Não precisa ser todo dia, toda hora, mas eu quero ouvir sua voz. Me liga também avisando quando você já estiver no Brasil. - falei. - E quanto ao seu plano de me sequestrar alguma noite, tudo bem, a gente pode tentar dar um jeito nisso. Qualquer coisa eu chego de fininho com o sapato na mão, seja lá em que Cidade nos estivermos.
- Ok. - ele respondeu dando um riso e passando a mão pelos olhos. -Porra de cisco caindo no meu olho.
-Cisco, né? - perguntei com um sorriso no rosto.
- Sim. Assopra para mim. -ele disse abaixando-se e ficando com a face bem a minha frente. Eu apenas dei um beijo em seus lábios.
-Eu te amo, Luan.
- Eu também te amo, Branquela. -disse passando as mãos pelo meu cabelo e me oferecendo um enorme sorriso. Eu nunca o vi tão lindo, mesmo tendo meus olhos embaçados. Seu toque só fazia suas palavras soarem mais verdadeiras.
-Tenho que ir. Já fiquei mais do que deveria.
-Ok. -ele falou. -Vou pegar o Mini-Terrorista.
Jacob não demorou a parar o carro em frente ao hotel e não teve como enrolar mais. Eu beijei meu namorado, pouco me importando com quem estivesse vendo e acenei um tchau para a Dagmar, que nos observava parada no hall do hotel.
-Te ligo mais tarde. -ele disse beijando minha bochecha, meus olhos, minha testa, meus lábios.
- Ok.
-Toma, você vai precisar. -Ele disse me entregando um Ray-ban diferente do que se encontrava na minha mala.Aceitei.
Ele bateu minha porta do carro, mas eu ainda o olhava através do vidro, vendo sua silhueta ficando cada vez menor. Quando não mais fui capaz de enxergá-lo, abracei Bear com mais força que o normal e encostei minha cabeça no banco e chorei silenciosamente, despedindo-me da minha tão adorada rotina ao seu lado. Das manhãs de café ouvindo a equipe brincar por pior que seja a situação, da maneira que ele gostava de me acordar com beijos, das palhaçadas que fazia só para me provocar e me deixar com vergonha, de Bear correndo atrás da gente, de saber que por mais maçante que o dia de trabalho seria, eu dormiria ao seu lado e naquela hora era como se só existíssemos nós dois.
Nós demoramos demais para chegar ao aeroporto, mas quando vi os inúmeros paparazzi's disparando seus milhares de flashes sobre mim percebi que era a hora de encarar a realidade.
Apertei Bear contra o meu corpo mais do que o necessário, respirei fundo pegando minha bolsa e desci do carro. Abaixei a cabeça piscando freneticamente, tentando passar a cegueira causada pelos flashes e coloquei os óculos escuros no rosto.
-Como foi a sua estádia aqui em Portugal? - Perguntou um dos Paparazzi, melhor gritou.
-Quem é este? -Perguntou outro Paparazzo. - É um amigo? Ou algo a mais?
-Onde está o Luan? Vocês não estão mais juntos?
Os Flashes eram intensos, a gritaria assustadora e no momento em que me vi sem um apoio o nervosismo me atingiu.
 Jacob vendo meu sacrifício, passou o braço pela minha cintura e com isso consegui me acalmar. Com a ajuda de alguns seguranças do aeroporto conseguimos chegar até a pista de pouso.
Afundei-me na minha poltrona, Jacob havia pegado Bear de mim e o colocado na sua caixinha. Olhei para baixo observando a pista, enquanto esperava o Piloto terminar algumas pendências no aeroporto.
Olhei a foto do plano de fundo do meu celular, em que meu namorado dormia com nosso Mini-Terrorista. De repente, fui pega de surpresa quando o aparelho começou a vibrar em minha mão.
~~~Ligação On~~~
-Oi, Moreno.
-Oi, Branquela. Já decolou?
-Ainda não.
-Só liguei para te dar boa noite.
- Ok. Boa noite, Moreno. Eu te amo.
-Boa noite, Branquela. Eu também te amo.
~~~Ligação Off~~~
Assim que desliguei, Jacob se sentou na poltrona à minha frente e o Piloto nos avisou da decolagem. Ao contrário do que eu pensava, dormi como um anjo. Seu cheirinho ainda estava comigo e suas palavras ecoaram a viagem inteira em minha cabeça. Eu te amo.

Luan POV Sem Você.
Cliquem e escutem.
Meus pés não se moviam, por mais que eu soubesse que o carro já estava muito distante e eu não mais conseguia o enxergar. Era estranho acima de tudo.
Eu me acostumei com ela, com a presença dela, em tê-la ao meu lado e de repente fazer uma provocaçãozinha que iria a deixar desconsertada. Agora, olhando para meus arredores, tudo parecia incompleto. Era clichê, porém nada mais que a verdade.
A companhia da Natacha mudou minha vida e agora ela voltava para a realidade dela e me deixava na minha. Tudo parecia inadequado.
-Luan, você já está aí tem 30 minutos. Está tudo bem? -Dagmar questionou ao meu lado.
-Eu tinha esperança que ela ia ficar. -Finalmente admiti para alguém.-É egoísta da minha parte, mas eu queria que ela desistisse de tudo e ficasse aqui comigo. Eu ganho dinheiro suficiente para sustentar a gente e mais um batalhão. Ela podia largar tudo e ficar aqui comigo para sempre.
-As coisas não funcionam assim, Luan. -Dagmar disse colocando a mão em meu braço e puxando meu corpo para o lado dela. O problema era que eu era muito mais alto que ela. -O que ela fez ao voltar para o Brasil, foi cumprir um dever. Ela tinha as obrigações no Brasil. Bem ou mal, Natacha é influenciada por isso. Talvez com o tempo decida se é realmente isso que ela quer da vida dela. Pode ser amanhã ou pode ser daqui a 2 anos.
-Mas eu queria hoje.
-Você largaria isso tudo para ficar com ela?
-Eu amo meu trabalho, Dada. Eu também a amo, mas não seria justo ter que decidir entre meu trabalho e ela.
-E por que é justo para ela?
-Não é! Mas eu não quero ficar sem ela. Eu me permito ser egoísta apenas esse momento. Não queria que as coisas tivessem que ser assim.
-E você não falou isso para ela?
-Não. Não é certo. Tenho que ser um tipo de suporte para ela.
-Paciência. Sei que é difícil, mas é disso que você precisa. Espera um tempo e vocês vão ver como irão se adaptar às mudanças. Todo relacionamento passa por algum tipo de desafio. Você quer realmente continuar com ela?
-É claro, Dag. Eu amo a Natacha. -Falei um pouco sem jeito, mas sempre achei que Dagmar era a melhor pessoa para conversar sobre essas coisas.
-Então pronto! Se nenhum dos dois desistirem, não tem como dar errado. Tenho certeza que a Na também te ama muito.
-Eu sei que sim.
-Sem motivos para drama, então. Ao invés de ficar aí de bobeira, aproveita e compõe uma música. Não é isso que vocês artistas adoram fazer nesses momentos?
-Pode ser uma boa alternativa.
Mas não foi. Eu tentei escrever alguma coisa, mas minha vontade era na verdade de ouvir a voz dela. Eu me deitei na cama e afundei minha cara em seu travesseiro, por alguns segundos olhando meus arredores com medo que alguém presenciasse tal cena e me chamasse de frouxo. Ainda sentia seu cheiro impregnado na fronha. Minha Natacha.
Controlei-me o máximo que pude, até o momento em que liguei para ela, com o intuito somente de desejar uma boa noite.
Quando desliguei o telefone, abracei o travesseiro com força, inspirando seu cheiro e torcendo para que aquilo fosse o suficiente para fazer-me dormir.
Não foi, mas durante todas as duas horas que levei para dormir, meu nariz não desgrudou da fronha branca que continha seu perfume.

Primeiro: Perdoem-me. Não pude postar ontem por causa da minha internet que resolveu me deixar na mão.
Segundo: Não me matem, vocês pediram um pouco de Drama na Fic e já devem ter percebido que eu sou exagerada kkk e se lembrem: Se me matar,quem vai continuar a fic? 
Bem, eu preciso agradecer novamente cada comentário e elogio que eu venho recebendo aqui e no twitter, muito, muito obrigada; sem vocês eu não sou nada.
Quero saber quem ai viu o nosso Anjo cantando a Oração de São Francisco para o Papa?  OMG, eu quase desfaleci na frente da TV, chorei mesmo, me arrepiei pra caramba e o orgulho que senti dele foi muito grande.
Este é o momento que Jesus reservou para ele. Nada é por acaso...
Para quem perdeu ele na TV e quiser assistir, aqui está: http://www.youtube.com/watch?v=kjgJn23dd2Q Se encontrarem outros em melhores qualidades podem deixam ai embaixo.
Posto outro depois de no mínimo 15 comentários.

16 comentários:

  1. Pq vc faz isso com a gente? OMG chorei até umas horas aqui,cara.
    Luan é um namorado tão mais tão perfeito,queria um desses na minha vida :f
    OMG Luan tava perfeito hoje chorei tbm quando ele entrou cantando,muito orgulho.
    Posta mais,please?
    Amannda

    ResponderExcluir
  2. aaaa qe fofo esse capitulo *--* esse jantar deles mas confesso qe partiu o coração ver eles se separando hahah maais amoor
    @brunamedeiros14

    ResponderExcluir
  3. ja to chorosa por conta do luan ai vem vc e fode com meu emocional com a despedida deles, socorro
    porem ficou perfeito, acho que vc precisa continua ♥

    ResponderExcluir
  4. Odeio despedidas ... @lsmeuamoor_

    ResponderExcluir
  5. Oh meu Deus quase chorei, sofrer eu sofri mais q esses dois :( com certeza vai ser muito dificil para eles ficarem afastados, não demore para uni-los novamente pfvr cara! Já esta bom d drama kkkkk posta mais
    @LuanRafaNaVeia

    ResponderExcluir
  6. ficou perfeito posta mais @imissy0uls

    ResponderExcluir
  7. Drama seria se alguém sofresse um acidente ou morresse... tá parei kkk
    que fofo o Luan com a Nah *----*

    To orgulhosa de mais da apresentação do Luan pro Papa =')
    @LS_FuracaodoAmr

    ResponderExcluir
  8. Continua *-* @luanmerapita

    ResponderExcluir
  9. Muito bommmm posta mais vai

    ResponderExcluir
  10. MAAAAAAAAAAIS ' / @LuanMyDilicia

    ResponderExcluir
  11. Que triste os 2 se separam, so a distancia dos corpos

    ResponderExcluir
  12. Consegui alcançar amor haha, acho que nem preciso falar que a fic ta perfeita né? Rs Loam cantando pro papa mecheu com meu emocional e o capitulo agora tambem, posta mais vids! @loammyprince

    ResponderExcluir
  13. ai meu Deus quero maissssss ]: quero ver como a na e o luan vai ficar sem ter o outro kk

    ResponderExcluir
  14. continua pfvr @imissy0uls

    ResponderExcluir
  15. tua fanfic é perfeita sem palavras p descrever... *-* continua

    ResponderExcluir