25 julho 2013

86º Capítulo.

Ao entrar no quarto fui para a minha mala procurar algo para vestir. Olhando minhas roupas, vi algumas coisas que não me pertenciam, mas que por coincidência tinham exatamente o mesmo número que eu usava. Bruna definitivamente havia invadido meu armário em algum momento e colocado isso aqui quando estávamos ainda na Flórida. Optei por um mini-vestido florido e bem feminino, sua saia era volumosa com alguns babados. Era a minha cara, tinha que admitir. Agradeci pelo dia mesmo depois da chuva continuar com o clima gostoso.
Após escolher a calcinha e sutiã que usaria, peguei minha toalha e segui em direção ao banheiro. Tomei um banho demorado, sentindo o aroma agradável do sabonete e dos shampoos caros que estavam ali. Escovei os dentes e me penteei sentindo meu braço latejar.
Sai do banheiro, com a toalha enrolada no corpo. Luan estava tomando banho no outro banheiro. Fui em direção a minha cama e me arrumei.
Coloquei uma maquiagem básica sequei o cabelo com o secador e saí do quarto. Luan veio em minha direção e me entregou uma munhequeira com tala e me ajudou a colocar no antebraço esquerdo.
 Depois de longos minutos perdidos em frente ao espelho na tentativa de deixar o cabelo mais rebelde do que o normal, Luan pegou o Iphone e saímos em direção ao hall do hotel.
Robson -Formigão- estava dentro do carro e estava no volante, Dagmar esperava do lado de fora e com o celular grudado no ouvido. A van estava logo atrás com a banda apenas esperando para seguir o carro.
Nós entramos no banco traseiro e Dagmar ia se juntar a nós, mas Luan pediu que ela sentasse na frente, ao lado do Formigão.
Os 10 primeiros minutos foram torturantes. O carro estava em silêncio, Dagmar não parava de mexer no celular, e Luan e eu trocávamos apenas alguns carinhos.
Formigão, talvez notando nosso desconforto, ligou o rádio e procurou uma estação que estivesse tocando alguma música que fosse de seu interesse. Escolheu uma rádio excelente, que tocava músicas antigas e atuais, de acordo com os pedidos que os ouvintes faziam. O tempo pareceu passar um pouco mais rápido e eu estava até cantarolando algumas músicas.
Mais alguns quilômetros à frente, o tédio já estava tomando conta de mim e Luan, sendo ele mesmo, resolveu que estar no carro com a sua assessora e seu segurança era o lugar perfeito para começar a me provocar.
-Girl, you make me feel real good.(Garota, você faz com que eu me sinta tão bem) We can do it 'til we both wake up. (Podemos fazer isso até acordarmos) Girl, you know I'm hooked on you, (Garota, você sabe que estou fissurado em você) And this is what I'll do... (E é isso que eu vou fazer...)
I wanna sex you up. (Eu quero te excitar) All night. (A noite inteira)

Ele estava fazendo de propósito, era óbvio. Conforme ele ia cantando a música, o pé dele ia passando na minha perna e eu tentava permanecer quieta, como se não me importasse nem um pouco com o que ele estava fazendo, mas era em vão, minhas bochechas coraram quando Formigão olhou para nós dois pelo retrovisor.
O programa do qual Luan participaria era um Talk show chamado 5 Para a Meia-Noite apresentado pelo divertido Pedro Fernandes e apesar do nome, o programa não ia para o ar às 5 para a meia-noite. O nome deve-se ao fato de serem cinco apresentadores, que vão para o ar por volta da meia noite.
Como Luan era um dos últimos a dar a entrevista, fomos para o camarim - onde ele fez uma pequena mudança de roupa e conversou com Dagmar sobre algumas coisas que deveriam sem falta ser ditas durante a gravação.
Quando o momento do Luan ser entrevistado chegou, tudo ocorreu na mesma linha dos programas anteriores. Ele falava sobre a turnê, a empolgação dos fãs em receber o ídolo no seu país, o começo da carreira, a carreira em si, sobre o novo disco, o novo relacionamento comigo e detalhes simples da vida pessoal. Dançou com uma senhora de idade com direito a música romântica. Divertiu a todos com a lerdeza de consegui entender o idioma do apresentador e consequentemente as piadas do mesmo. Respondeu algumas perguntas enviadas por alguns fãs, cantou com eles e abraçou um deles.
A entrevista chegava ao fim com Luan se sentindo em sua própria casa, até que o Pedro indagou sua última e famosa questão: qual seu talento inútil? Luan, provavelmente já sabendo que o apresentador faria tal pergunta, tinha sua resposta pronta. Ele afirmou que desde criança era muito envolvido com música e que tentava compor melodias com os mais inusitados objetos, graças a isso, ele era capaz de tocar algumas canções com um sino ou até mesmo com uma campainha de casa.
Pedro Fernandes não perdeu a chance de ver o cantor fazer algo desse tipo e tratou de arrumar imediatamente dois sinos. Assim que Luan colocou a mão nos objetos, a melodia conhecida de "Brilha Brilha Estrelinha" era facilmente escutada, divertindo a todos.
O programa encerrou com o agradecimento do apresentador e uma caneca de presente para o convidado. Luan ficou algum tempo falando com alguns fãs até o momento em que fomos embora.
 Quando estávamos na metade do caminho de volta, tive uma ideia. Peguei meu celular e redigi uma mensagem para o número dele.
Não sabia que você tinha um talento como aquele. O que mais você é capaz de tocar?~

O celular dele apitou ao meu lado e ele checou imediatamente, dando um sorriso e escrevendo uma resposta.
Muitas coisas. ~ Moreno.

O quê, por exemplo? ~

Você. Eu deveria gravar os sons que você faz toda vez que minhas mãos estão em você. ~ Moreno.

Minhas bochechas coraram na hora e ele exibia um sorriso de felicidade por ter conseguido me constranger. Idiota. Ele queria brincar? Então era isso que ele ia ter.

Aposto que você gostaria de gravar isso para depois tocar outra coisa.~

Prefiro não me pronunciar sobre tal comentário. ~ Moreno.

Ele guardou o celular e manteve o sorriso. Por um acaso pensava que eu tinha terminado com minhas mensagens? Escrevi rapidamente mais uma.

Sabe o que eu sempre quis fazer?~

O quê? ~ Moreno.

Sexo oral dentro de um carro.~

Quando notei as palavras eu que tinha escrito, meu rosto começou a ferver, porém a reação dele foi exatamente a que eu esperava. Seus olhos se arregalaram e olhou para mim imediatamente, como se duvidasse que eu houvesse escrito aquilo. Seus dedos foram para o teclado virtual do aparelho e não demorou muito para o meu começar a vibrar.

Branquela... ~ Moreno.

Eu começaria lambendo só a cabeça, bem devagar...~

Ele leu a mensagem e fechou os olhos imediatamente, eu estava o observando de canto de olho e queria rir, pois sentia que estava começando a ganhar pela primeira vez um desses joguinhos de provocação que a gente tanto fazia.

Estou, sinceramente, divido entre querer que você continue e que você pare. ~ Moreno.

Você quer que eu pare logo agora? Poxa, a próxima coisa que eu faria seria passar minha língua bem devagar, descendo milímetro por milímetro até chegar no seu saco.~

Ok. Continua. ~ Moreno.

Claro. Que tal minha boca em volta da cabeça agora? Te sugando com vontade, minha mão massageando seu saco. Você gostaria de segurar meus cabelos e foder minha boca?~

Meu rosto provavelmente já estava da cor de um tomate, mas todo o constrangimento valia a diversão que era ver Luan nesse estado. Só espero que ele nunca peça para eu falar algo do tipo em voz alta. O som que ele soltou foi como um urro, eu não aguentei e dei um breve riso por sua reação. Formigão e Dagmar olharam para nós e tentamos nos comportar como se nada tivesse acontecido. Alguns segundos depois meu celular vibrou.

Você quer brincar, né? Agora, graças as suas mensagens, eu estou sentado aqui com uma puta ereção. ~ Moreno.

Que pena que o carro está cheio, né? Eu te chuparia com vontade.~

Na verdade sabe o que eu queria? Era meu pau dentro de você, mas infelizmente chamaria muita atenção. Acho que me contento se forem meus dedos. ~Moreno.

Assim que li essa mensagem em meu celular, senti a mão do Luan em minha coxa. Eu olhei para frente na mesma hora, tentando notar se alguém estava vendo o que ele fazia, mas Formigão estava focado na direção e Dagmar no celular. Os dedos do Luan foram subindo, até que chegaram próximo a minha virilha. Eu estava tentando manter um ritmo normal de minha respiração e me preparar para o que imaginava que ele fosse fazer, mas de repente, os dedos dele deixaram minha pele.

Finge que vai mexer no rádio. Não deixa eles olharem para trás. Eu vou tirar a sua calcinha. ~ Moreno.

Tive que reler a mensagem para absorver o que Luan estava falando. Sabia que ele não ia me forçar a fazer nada, a escolha era minha. Deixando-me levar pelo momento - e talvez pelo fato que meu pequeno lado devassa quisesse se aflorar -, apoiei os braços nos bancos frontais e coloquei a cabeça entre os dois que estavam na frente. Eu estava com as pernas esticadas e Luan teria fácil acesso para fazer o que bem entendia.
- Vocês se incomodam se eu ligar o rádio? - questionei esticando o braço para apertar o botão do aparelho.
Luan colocou as mãos por baixo do meu vestido puxando rapidamente a minha calcinha e a deixando caída em cima de meus pés. Eu os movi e ele sumiu com a peça de roupa. Fingi mudar de estação e deixei em uma rádio que estava tocando músicas dos anos 80, sentando-me novamente.
Meu celular piscou, indicando que uma mensagem me aguardava.

Diz que tá sentindo frio. ~ Moreno.

-Nossa, tá frio né? - falei.
- Você deveria ter colocado uma roupa mais quente, pelo que parece quando cai à noite aqui em Portugal o frio aumenta. -Dagmar murmurou no banco da frente.
- A senhorita deseja que diminua o ar? -Formigão questionou.
- Deixa que eu empresto meu casaco pra ela, se diminuir o ar eu vou ficar com calor. -Luan disse pegando o casaco que trouxe e colocando em cima do meu corpo, como um cobertor.
Luan pegou minha bolsa e colocou entre nossos corpos. Olhou para frente e senti sua mão entrar em contato, mais uma vez, com minha coxa, porém desta vez o casaco dele e minha bolsa tampavam a visão do que estava fazendo.
Ele não me provocou como sempre gostava de fazer, até porque a troca de mensagens já foi tentação suficiente. Desta vez, sua mão entrou rapidamente em contato com meu sexo. Acariciou meus lábios e penetrou-me com um dedo, sentindo que eu já estava excitada somente com nossas simples brincadeirinhas.
Seu dedo, molhado pela evidência de minha excitação, acariciou vagarosamente meu clitóris, como se tivéssemos todo tempo do mundo. Eu tentava controlar minha respiração e meus punhos estavam cerrados sobre o estofado de couro do carro. Ele fazia lentos círculos, me deixando mais estimulada e desejando que tivéssemos liberdade suficiente dentro do carro para que não só seu dedo me tocasse, mas que também seu vultoso membro me penetrasse.
Aplicou um pouco mais de pressão e involuntariamente, um gemido saiu de meus lábios, mas rapidamente consegui disfarçá-lo fingindo que estava tossindo. Ele desceu um pouco o dedo e me penetrou novamente, movendo o dedo para dentro e para fora com a mesma calma de antes. Joguei meus quadris para frente, tentando dar-lhe mais acesso e ele logo em seguida usou mais um dedo.
Eu cutuquei a perna dele e pedi que ele lesse meus lábios. "Mais rápido", supliquei. Ele apenas sorriu e aumentou quase imperceptivelmente o ritmo das investidas que dava. Era como se eu estivesse sendo torturada, mas da forma mais deliciosa possível.
Coloquei uma mão na coxa dele e apertei com força, fazendo com que minhas unhas provavelmente fossem deixar marcas em sua calça. "Por favor", pedi tentando dar o meu olhar mais concupiscente. Devo ter sido bem sucedida com minha tentativa, pois ele apressou no exato instante os movimentos. Seus dedos entravam e saiam de mim com agilidade. Eu não mais me ligava no que Formigão ou Dagmar estavam vendo ou não, apenas fechei os olhos e mordi os lábios, aguardando a chegada de meu orgasmo.
Luan retirou os dedos de dentro de mim e acarinhou o ápice de meu sexo, dessa vez com muito mais fervor do que antes. Eu podia sentir meu orgasmo perto, intenso e forte. Porém, quando estava quase lá, Luan parou por completo seus movimentos, deixando meu sexo implorando por alívio.
Se olhares pudessem matar, o mundo inteiro estaria agora lamentando a perda de um incrível e jovem cantor chamado Luan Santana. Sua mão ainda estava sobre a minha parte que mais desejava atenção, fazendo um leve afago, porém nada que fosse melhorar minha situação. "Luan", disse com meus lábios novamente não emitindo som algum com medo que as duas pessoas à nossa frente vissem o que se passava no banco de trás. "O que?", ele perguntou com falsa inocência, mas o evidente sorriso em seus lábios deixava claro que ele sabia muito bem do que eu estava falando. Eu apenas o olhei com raiva e sentindo que eu estava frustrada, ele retornou os dedos para dentro de mim para finalmente me levar ao almejado prazer que eu merecia.
O meu primeiro orgasmo foi difícil controlar. Mordi meu lábio inferior com tanta força que fiquei surpresa de não ter criado uma ferida. Achei que as coisas acabariam aí, porém ele tinha outras ideias. Luan, ao contrário de antes, não cessava o movimento de sua mão, levando-me assim, apenas alguns minutos depois, ao meu segundo orgasmo. Dessa vez, não consegui controlar-me e soltei um pequeno gemido, que fez com que Dagmar se virasse e tentasse ver o que se passava comigo.
- Bati com o pé aqui. - falei abaixando um pouco para que ela não visse muito do meu corpo e do Luan. Comecei a gemer um pouco de novo, fingindo estar com dor.
Dagmar estreitou os olhos e olhou para frente, questionando Formigão se faltava muito para chegarmos ao hotel. Ele respondeu que não mais do que 40 minutos.
Posicionei-me novamente como antes e senti o dedo do Luan voltar a mover sobre meu clitóris. Meu sexo estava inchado e sensível, tornando cada toque um prazeroso suplício.
Uma de minhas mãos foi para a perna dele, caminhando até chegar à volumosa ereção que estava presa no confinamento de suas calças. Se tinha duas coisas que eu mais queria nesse exato momento era tê-lo dentro de mim e seus lábios sobre os meus, mostrando o quanto me desejava.
Acariciei a ereção dele, deixando-o num estado semelhante ao meu quando ele começou com essa torturante preliminar em que o maior desafio era permanecer calado. Ele, por sua vez, tocou-me de forma mais firme e decidida, querendo me deixar louca.
-Luan, amanhã você tem as entrevistas duas horas antes do primeiro show da noite. -Dagmar disse do banco da frente, olhando para o espelho retrovisor, mas sendo capaz de ver somente o rosto do Luan e não saber da forma que eu estava manipulando o corpo dele.
- Eu sei, Dagmar. - ele afirmou, sua fala saía de forma trêmula.
-Você também tinha me dito que se lembrava da gravação de hoje. -disse ironicamente.
- Não irei... esquecer...de novo - falou tentando controlar o timbre de sua voz.
Nós continuamos a nos provocar até o caminho do hotel. Quando vimos que estávamos próximos demais do nosso destino, Luan retirou a mão do meio de minhas pernas e eu removi minha mão de cima de sua excitação, arrumando meu vestido discretamente e aguardando o momento que pudéssemos sair do carro e terminar o que havíamos começado.
Assim que Formigão parou com o carro no estacionamento do hotel, Luan arrumou uma forma de despedir-se rapidamente deles e entrou agilmente no elevador, seguindo meus passos para o nosso andar.
Não tivemos nem tempo de chegar à cama. Eu o empurrei para a cadeira que ficava no nosso quarto e abri as calças dele, libertando finalmente sua ereção.
Sentei-me no colo dele, nem pensando em remover minhas roupas, apenas guiando sua ereção para dentro de mim. Ele segurou meu quadril e eu apoiei meus braços no encosto da cadeira, movendo-me com facilidade e sentindo seu membro sair quase completo de dentro de mim para depois preencher-me inteiramente.
Luan apertou meus seios com vontade, mesmo tendo o tecido do vestido os cobrindo. Eu abaixei meu rosto e beijei os lábios dele, com saudades de tê-los tocando os meus. Ele retribuiu de forma carinhosa e um pouco de nosso frenesi diminuiu, dando lugar a algo mais calmo, doce.
Ele sorriu para mim e passou as mãos pelo meu rosto, colocando uma mecha de cabelo que caia sobre minha face atrás de minha orelha.
- Você é tão linda. - falou me deixando tímida. - Em tudo.
- Você também. Seus olhos... - disse fixando meu olhar no dele. - A maneira que você me olha agora... hmm... Eu não quero esquecer isso nunca.
Nosso ritmo era compassado e ele permitindo que eu guiasse, puxou meu vestido, jogando a peça de roupa no chão e logo em seguida meu sutiã, deixando-me completamente nua. Removi a blusa dele e por não querer separar nossos corpos, Luan acabou permanecendo com a calça.
Ele beijou meu pescoço e seus lábios desceram até meu seio, lambendo sua parte mais sensível e depois chupando devagar, provocando a mais deliciosa sensação em meu corpo.
- Eu nunca quis tanto alguém assim. -confessei enquanto ele continuava suas carícias. - De todas as formas...
Segurei o rosto dele em minhas mãos e o beijei novamente, querendo passar de alguma outra maneira tudo que ele me fazia sentir.
Após alguns minutos mantendo o mesmo ritmo e trocando longos beijos, me movi mais rápido, afastando nossos rostos apenas para poder olhar nos olhos dele.
Nossa respiração ficava ofegante e tentávamos prolongar a sensação o máximo possível, porém toda tentação no carro e a intensidade do momento, fez com que Luan chegasse a um ponto em que não aguentasse mais segurar seu orgasmo.
Ele foi com a mão até meu sexo, provavelmente com a intenção de fazer com que eu também tivesse um orgasmo, já que não havia o atingido.
-Não precisa. -falei segurando a mão dele.
- Mas você não...
- Não tem necessidade. E se a gente parar pra contar, você já me deu dois hoje. Eu ainda te devo um. - disse dando uma piscadela meio sem graça.
- Eu achei que você não fosse topar fazer aquilo, fiquei surpreso.
- Só você? Eu até agora não acredito que aceitei fazer algo daquele gênero. Só você para me convencer de fazer as coisas.
- Sério? Eu tenho esse poder de persuasão?
- Odeio admitir, mas sim.
-Interessante. - falou dando seu marcante sorriso torto. - Quer dizer então que eu poderia te convencer a fazer as mais diversas loucuras?
- Acho que sim. - comentei tímida e rolando os olhos ao ver que ele ficava com um sorriso cada vez maior.
Ele se levantou, voltando completamente nu com uma cueca na mão. Eu o observei se vestir sem tentar ao menos ser discreta, guardando cada detalhe em minha mente.
- Você costumava me olhar da mesma forma desde os primeiros dias. - ele falou rindo, puxando-me pela mão.
- Claro que não. - debochei colocando minhas mãos ao redor da cintura dele.
- Nem adianta tentar me enganar, Baby. Eu sempre soube... Desde o começo. A única pessoa que se enganou foi você, achando que ia conseguir se livrar de mim.
-Não fala isso. Faz com que eu me arrependa de não ter te beijado no momento em que você colocou seus pés no meu camarim.
- Eu definitivamente não iria reclamar, ainda mais se você deixasse as meninas de fora que nem agora. - falou dando um leve beliscão em meu mamilo, me fazendo dar um gemido.
- Você algum dia vai parar de chamar meus seios de meninas?
- Provavelmente não. - falou dando um riso. - Toda vez que eu uso o termo você rola os olhos, acho que você nem percebe que faz isso. É adorável, acabo fazendo de propósito.
- Só para me provocar. - disse fazendo um bico e ele riu as minhas custas.
Fui até a mala do Luan e peguei emprestado uma de suas largas camisas para dormir - eu faria isso até o dia que ele começasse a reclamar. Antes de deitar-me na cama retirei meu vestido do chão e o sutiã, os colocando em cima da cadeira, porém, quando fui procurar minha calcinha, lembrei que ela estava com o Luan.
- Minha calcinha ficou com você.
- Ih, eu esqueci no carro!
- Como assim você esqueceu? Luan! E se a Dagmar ver aquilo? Ah meu Deus e se o Formigão ver? Como irei olhar para ele todos os dias?
- O quão puta você vai ficar se eu falar que estava brincando?
-Muito.
-O quão puta você vai ficar se eu falar que é verdade e que esqueci no carro?
-Muito mais.
-Ok, então era brincadeira mesmo. Tá dentro do meu bolso da calça. -ele falou e eu dei um tapa no braço dele, abaixando-me para conferir se era verdade o que ele havia dito. Era.
Deitamos-nos juntos na cama, as luzes apagadas e somente a fraca claridade dos programas que eram projetados na tela à nossa frente iluminavam o quarto. Na verdade, não sei nem porque ele havia ligado a TV, já que nós mal prestávamos atenção no que estava passando.
Ele me abraçou e eu o abracei de volta. Querendo que o dia de hoje durasse pra sempre. Que pudéssemos ficar assim, juntinhos sem ninguém nos perturbar, até que as pessoas começassem a nos chamar de doentes de amor. Era difícil acreditar que tudo isso, essa companhia, essa convivência, iria terminar amanhã.
- Eu não quero te deixar. - falei sentindo as lágrimas caindo de meus olhos.
- Você não vai me deixar. - ele disse apertando-me ainda mais em seus braços. - A gente vai fazer tudo dar certo. Não importa que a gente não consiga se ver todo dia ou que nós só vamos conseguir nos ver uma semana a cada mês.
- Eu tenho medo. - admiti. Suas mãos limparam as lagrimas que continuavam a cair livremente em meu rosto.
- Vai dar certo. Tem que dar certo, meu amor. Não chora, minha Branquela.
- Me promete que você não vai desistir de mim.
- Prometo quantas vezes você quiser. Não chora, ok? Por favor. - falou dando um doce beijo em meus lábios.
- Me dá tchau agora. - pedi. - Eu não vou conseguir fazer isso amanhã. Vamos aproveitar que eu já estou chorando.
- Até mais, minha Natacha. - falou dando um beijo em minha testa.
- Até mais, Luan.
- Vamos parar de chorar? Daqui a pouco quem vai chorar sou eu e isso não vai fazer muito bem para minha masculinidade. - ele disse me fazendo dar um sorriso. - Viu? Assim é bem melhor. Não importa o que acontecer daqui pra frente, ok? O que importa é que a gente está junto. Quando você sair por aquela porta amanhã, você está saindo como minha namorada e assim vai permanecer até o dia que você notar que não tem paciência para me aturar.
- Nunca.
- Não diga isso, eu posso ser bem chato.
- Eu sei. -falei dando uma risada e rindo mais ainda quando ele fez uma cara de ofendido e resolveu atacar minha barriga fazendo cócegas.
- Não vai voltar a chorar, hein? - ele disse quando me tinha aninhada em seu corpo.
- Eu estou tentando o máximo que posso segurar. - admiti, mas aquele nó ainda estava preso em minha garganta. Amanhã, nesse horário, eu estaria dormindo sozinha em casa, sem ele ao meu lado. Era difícil entender isso e não parecia fazer sentido.
Ele encostou os lábios em meu ouvido e começou a cantarolar a familiar canção que havia composto para nós. Aquilo não ajudou e meus olhos começaram a lacrimejar novamente. Eu molhei seu ombro com minhas lágrimas e ele não pareceu se importar, passando seus dedos por meu cabelo e de vez em quando, beijava minha testa.
Meus olhos tentavam ver que horas o relógio marcava, mas por estarem embaçados, tive dificuldade de distinguir os números vermelhos. Quando finalmente consegui focar, vi que já se passava da meia noite. Menos um dia. Menos de um dia.
Tentei me agarrar a ele e permanecer acordada o máximo que poderia, mas eu me sentia tão desgastada emocionalmente que no momento em que meus olhos fecharam, não mais consegui os abrir.
Meu conforto era saber que ao acordar, seus abraços ainda estariam ao meu redor.


Desculpem-me a demora em postar o capítulo de hoje, mas o que importa é que está postado!
Como me pediram em um dos comentários anteriores ai está, um HOT diferente e "perigoso”. Como prometido eu me esforcei no máximo que pude.Espero que tenham gostado.
Mas nem tudo são flores não é mesmo? Nossa Branquela vai voltar pro Brasil e nosso nego vai ficar para seguir com mais duas semanas de turnê Internacional. O que vocês imaginam que vai acontecer? 
Bem, eu não poderia deixar de comentar sobre os comentários anteriores. Eu me pergunto diariamente se a intenção de você é querem me ver derretendo em lágrimas -virei filosofa- Muito,muito obrigada mesmo por todos os comentários e os elogios.Não estou sendo dramática ou algo do tipo! Estou sendo mais que sincera.
Cada comentário é como uma força emanada para mim, muito obrigada mesmo.
Quero saber o que todos vocês acharam do capítulo, a opinião, sugestão e criticas. Nos vemos no próximo capítulo.
Posto outro depois de no mínimo 15 comentários.

20 comentários:

  1. meu deus du ceu essis mino manjam do paranaue ein?
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    ai chorei com o final, eles nao podem ficar sem se ver por mt tempo :(
    continua, ta pfto

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  2. Que preliminar perigosa hein? Adorei Hahaha
    Seria divertido ter um hot desse tipo sempre. Pooosta mais menina!
    Ana Letícia - @FCO_QuimicaLS

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  3. amr eu adorei esse hot e acho q se for possível voc podia ter mais ideias assim kkk

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  4. omg queee vergonha!!
    esses dois nao prestam kk
    posta mais

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  5. Ameeei cata hahha
    mas acho que o luan poderia ter deixado a calcinha dela no carro hahaha
    caraaaa ela ta cada vez mais apaixonada por lele e eu acho isso hipwr fofo ><
    Maaaaaaais...

    Thayná Isis - @isisthayna

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  6. OMG que isso?!scrr 66' kkkkkkkkkk / aném vão se separar :( continuaa amr - fcluanSmeumundo

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  7. Que hot foi esse hein se superou hahaha Eles sao loucos isso sim, dentro do carro kkkk
    Awwwn e no final ficou tao nenis o capitulo *--*
    @brunamedeiros14

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  8. Caaaaaaara que hot foi esse? Quero maaaaaaais eu imploro, #xatiada pq eles vao se separar ))): e ai vai demorar a ter hot tb ne? Kkkkkk espero que eles se encontrem logo. @imissy0uls

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  9. Aaaaaaaai meu Deus esse hot foi bom em??? Seria otimo que sempre tivesse isso hahahaha , continua

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  10. Continua ta bom demais

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  11. Continu *-* @luanmerapita

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  12. Eu amei essa parte hot , voce podia fazer um capitulo hot deles no bicuço. Fernanda

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  13. eita casal perigoso esse kkkkkkkkk adora um sexo

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