17 novembro 2015

173° Capítulo.

Natacha POV
Eu sempre sabia quando eu não estava dormindo no meu próprio quarto.
Era a intensidade da luz, mais brilhante ou mais abafada.
Era o cheiro, o traço distinto do meu próprio aroma, ou a presença distinta do de outra pessoa.
Era a sensação de uma cama estranha debaixo do meu corpo, as ondulações, as denteações do colchão de outra pessoa. A sensação dos lençóis de outra pessoa.
Eu nunca conseguia dormir rapidamente numa cama que não fosse a minha, e normalmente me virava e revirava entre as cobertas até pegar no sono.
Nenhuma dessas coisas, no entanto, foram empecilhos na cama do meu namorado. E eu simplesmente sabia que este era o quarto dele, e não um quarto qualquer de hotel ou algo assim.
Havia uma brisa suave do vento batendo contra a janela. Havia cortinas pesadas tapando as janelas, mas não estavam completamente fechadas, permitindo que um feixe de luminosidade entrasse - o bastante para que eu distinguisse as formas do ambiente. O quarto todo tinha o seu cheiro, do seu perfume, da sua loção, mas eu era capaz de sentir meu próprio aroma misturado ao dele. 
Eu nunca conseguir entender a maneira como eu me sentia confortável dormindo na cama dele, mas pela minha experiencia, posso garantir que não era o quarto, o colchão ou os lençóis e sim ele.
Na verdade, eu nunca dormia tão confortavelmente como eu dormia dos braços do Luan . Adormeci muito rápido na noite passada, de pura exaustão, assim que ele enlaçou os braços a minha volta. 
Acordei vinte minutos antes dos nossos alarmes tocarem, e nossas posições estavam completamente diferentes da noite passada. Na verdade, eu queria entender como chegamos nessa posição. Eu estava com as costas bem esticadas sobre a cama e de pernas abertas. Luan havia conseguido, de alguma forma, desprezar três quartos da cama para se instalar em cima de mim.
Ele tinha descido um pouco sobre o colchão, deixando os lençóis ao nosso redor todos revirados, de modo que sua cabeça repousava na pele exposta da minha barriga, onde a minha camiseta -bem, a dele- havia subido. Uma das mãos dele estava espalmada no vão entre os meus seios, próximo da pulsação do meu coração. A outra mão estava curvada debaixo da minha coxa esquerda, como se estivesse erguendo minha perna, que repousava sobre o ombro dele.
Isso era encorajador, certo? Mesmo no seu subconsciente, este homem ainda havia se certificado de estar sobre meu corpo, me deixando em volta dele como um papel de embrulho.
Assim que acordei, minhas mãos, que estavam acomodadas debaixo do travesseiro, desceram para brincar com os tufos do cabelo do Luan. Eu curvava os fios mais longos em volta dos meus dedos, fazia cafuné no couro cabeludo e corria os dedos desde a testa, para alisar aquele trecho; depois fazia o caminho inverso, vindo da nuca, fazendo alguns trechos do cabelo dele ficar de pé, o que não era muito difícil.
Fiquei prestando atenção à respiração nivelada do Luan enquanto trabalhava minhas mãos em seus cabelos.
Minutos antes do alarme disparar, eu ouvi meu celular vibrando bem baixinho no bolso da calça do Luan. O mais furtivamente possível, tentei me desprender do aperto dele, mas quanto mais eu tentava, mais pesado ele parecia ficar sobre mim.
Finalmente, o celular parou de tocar, mas sabendo que ele teria que acordar em breve de qualquer forma, eu sussurrei.
-Moreno?
-Oi, amor? -Ele respondeu imediatamente, sem qualquer traço de sonolência na sua voz. O cara-de-pau nem estava dormindo. Ele apenas ficou lá, deixando que eu massageasse seu cabelo, e me debatesse contra seu peso.
-Hora de levantar, seu fingido. -Falei ofendida.
Luan levantou a cabeça para repousar o queixo sobre meu estômago enquanto sorria.
-Não é bem assim. -Ele discordou. -É só que eu sequer podia considerar a possibilidade de talvez pensar em te deixar saber que eu estava acordado com você me fazendo carinho desse jeito, muito menos colocar essa teoria em prática.
No tempo que levei para processar sua frase toda enrolada, ele aproveitou para começar a espalhar beijos muito molhadas sobre a minha barriga, com suas mãos massageando o lado de dentro das minhas coxas, pouco abaixo do ponto de encontro fumegante entre elas.
-Uhum. -Foi tudo o que consegui responder, e estou praticamente certa de que esse era o plano maligno do meu namorado.
O alarme do seu celular disparou. Ignorando-o, Luan lambia minha pele, passando a língua ao redor do meu umbigo como se fosse um gato no potinho de leite, e corria suas mãos pelo lado de dentro das minhas coxas como uma camareira amaciando lençóis de um quarto de hotel.
A língua dele subiu, erguendo mais um pedaço da minha camiseta com ela, e agora Luan lambia o vale entre os meus seios, sem dúvida alguma, sentindo as marteladas do meu coração contra o peito. Ele posicionou seu quadril sobre meu corpo, dando-lhe mais equilíbrio e dessa forma, eu podia sentir sua virilha forçando uma entrada inexistente sobre o meu abdômen.
Eu resmunguei quando ouvi o telefone tocando de novo, mas não consegui chegar a reunir forças para empurrar Luan de cima de mim. De algum jeito, ele conseguiu me fazer cócegas com a ponta de sua língua, e eu me contorci, automaticamente posicionando minhas mãos sobre seus ombros. Sem levantar a cabeça para me olhar, Luan avançou na direção do meu mamilo esquerdo, e agarrou as minhas duas mãos nas suas, entrelaçando nossos dedos e prendendo meus braços esticados acima da minha cabeça.
Acho que a ideia de empurrá-lo para atender o celular acabaria sendo inútil de qualquer forma. Eu não conseguia sequer reunir a motivação para me importar com isso, porque subitamente aquela língua saborosa que estava circulando um mamilo, passou bem por cima dele. Ele usou a ponta da língua para dar tapinhas sobre aquele pico enrijecido e eu curvei minhas costas na direção da boca dele. Ele gemeu enquanto sugava minha bela oferta, fazendo-me suspirar e ofegar com a sucção úmida e a vibração dos sons de sua garganta.
-Luan... -Suspirei, me debatendo sob o aperto das mãos dele, que permanecia naquele enlace com as minhas. Ele permitiu que eu tivesse uma das mãos solta, e usou sua própria mão livre para acariciar, puxar e massagear em movimentos circulares o outro mamilo esquecido; enquanto eu aproveitei minha mão livre para agarrar o cabelo dele, e correr minhas unhas entre os fios.
As pernas dele apertaram minha cintura em resposta àquele toque, e ele começou a empurrar minha barriga de novo, para sentir a fricção.
Quando Luan estava prestes a transferir os serviços habilidosos de sua boca para o seio direito, ouvimos uma batida fraca na porta.
-Luan querido? -A voz divertida de Marizete ecoou pelo quarto, soando como se ela soubesse exatamente o que interrompia naquele momento.
Luan resmungou contra a pele dos meus seios, o que eu realmente preferiria que ele não tivesse feito, porque era uma sensação muito gostosa, independente do quão não intencional havia sido.
-Senhoras e senhores, minha mãe, a empata-foda. -Luan resmungou, relutantemente erguendo-se e ficando de joelhos sobre a cama, com meu corpo debaixo dele.
-Sim, mãe? -Luan respondeu, com os olhos fixos na trilha úmida que brilhava sobre meus seios queimando em brasas sob o olhar dele.
-Eu trouxe as malas de vocês que ficaram no carro; vou deixá-las aqui do lado de fora da porta. 
-Tudo bem, obrigado por isso. -Ele torceu os lábios, alternando as pernas de forma que agora ele estava ajoelhado sobre a cama ao meu lado, e não mais sobre mim. -Vamos nos trocar e descemos para o café.
-Levem o tempo necessário, docinho. -Marizete replicou. -Pelo menos não estão em um metro. -Eu podia jurar que ela suspirou e revirou os olhos.
Eu rachei de rir enquanto ouvíamos os passos de Marizete se afastando, mas quando Luan se inclinou sobre mim para mais uma vez estimular meus seios, me calei abruptamente.
-Isso é trapaça. -Mostrei minha língua para ele como uma garotinha de cinco anos de idade.
-Obrigada pelo convite. -E no próximo segundo, Luan já fechava sua boca faminta sobre a minha língua e meus lábios.
Eu me deixei levar pela sensação da língua dele envelopando a minha por um minuto, mas quando o senti rolando automaticamente para cima do meu corpo, sem qualquer entusiasmo, me esquivei.
-Senhor Santana, o Senhor é incorrigível. -Provoquei Luan numa voz imponente, enquanto uma mão brincava com o cabelo dele. 
Luan sorriu amorosamente enquanto me puxava para cima, colocando-nos sentados sobre o colchão.
-Isso tudo é porque você, Senhorita Mendonça, é irresistível. -Ele beijou a ponta do meu nariz, em mais um daqueles beijos doces, que faziam meu peito esquentar e estremecer. 
Depois que eu e ele tomamos banho -separadamente- eu me vesti, num par de jeans claros, um cropped preto e tênis.
Luan saiu do banheiro, com o cabelo ainda úmido colando no pescoço, pingando sobre a sua camiseta preta; ele deu uma olhada rápida na roupa que eu usava e gemeu.
-Branquela, será que você pode usar um cardigan ou algo assim? Eu não acho que vou suportar todos os olhares com você vestida assim. -Ele parecia uma criança tão birrenta que não tive outra alternativa exceto vestir meu cardigan branco.
-Melhor assim? -Eu perguntei, girando na frente dele.
Ele agarrou meu braço para me fazer parar de rodar e enfiou uma mão no bolso de trás da minha calça enquanto nos guiava pela porta. 
-Na verdade, não. Agora você parece ainda mais inocente, o que, de uma forma estranha, me faz ter uma vontade absurda de voltar para aquela cama com você. Ele admitiu sem graça, enquanto descíamos as escadas.
Eu estava revirando os olhos com tanta vontade que temi ficar permanentemente vesga. 
-É, bem, nesse caso, talvez eu compre um par de botas até o joelho e um chicote de montaria para sujar minha imagem.
Enquanto caminhávamos na direção da cozinha, Luan apertou firme minha nádega através do bolso traseiro do jeans, puxando-me com força para a lateral de seu corpo para poder beijar perigosamente o ponto abaixo do meu ouvido.
-Amor... -Ele sussurrou para mim, abrindo a porta da cozinha; -Se você comprasse um chicote, eu é que estaria o manuseando.
Nota mental: comprar um chicote tipo-pra-ontem!

Luan POV
Havíamos chegado no hotel de São Paulo faziam poucos minutos, Bruna e Juliana arrastaram minha namorada para um quarto separado, para que elas pudesse se arrumar. 
Sem escolha, arrastei as nossas malas para nosso quarto, e fiquei pronto rapidamente, vestindo minha camisa do Corinthians. 
Já era hora de irmos para o estádio, antes de sair peguei meu celular, óculos, boné e celular. Com isso em mãos, segui para o quarto no final do corredor. Eu bati na porta brincando com a barra da minha camiseta. Enfiei a mão no meu jeans escuro e me escorei na moldura da porta quando ouvi um clique suave enquanto ela era aberta.
-Ei bonitão. -Natacha sorriu, vendo o meu choque óbvio. Natacha estava vestindo a minha camisa, mas ela não era mais minha camisa de malha.
Natacha estava vestida com uma blusa que continha o símbolo do corinthians, de um lado e do outro o número nas costas. A bainha superior foi aberta em torno do pescoço, revelando os seus seios e o seu sutiã preto. A camisa abraçava cada curva do seu corpo perfeitamente. A barra inferior da camisa terminava cerca de dois centímetros acima do seu umbigo. As mangas também foram modificadas, ficando um pouco abaixo dos seus ombros.
Seu torso exposto exibia sua pele macia, e ela vestia um shorts jeans desfiado, seus pés estavam expostos com uma sandália de correias preta. Mas a blusa era a principal, o seu cabelo foi todo puxado para trás em um sexy rabo de cavalo e ela usava uma sombra preta nos olhos.
-Droga, se você usar isso todos os dias, eu vou morrer sendo um homem feliz. -Eu ofeguei puxando ela para um beijo ardente.
-Uau. -Natacha ofegou se afastando enquanto eu violentava o seu pescoço. -Foi muito bom Bruna não ter me colocado para vestir uma saia. -Estremeci só de pensar nisso e agarrei a sua bunda. -Moreno! -Natacha bateu minhas mãos para longe. Eu gemi quando ela se afastou balançando a cabeça. Ela pegou algo dentro do quarto, me entregando sua bolsa. Eu amuei, não querendo ir pra lugar nenhum, mas sim para o nosso quarto.
-Vamos Amor, devemos nós apresar para não chegarmos atrasados. -Natacha sorriu antes de colocar um beijo casto em meus lábios o qual se transformou rapidamente em um beijo ardente. Ela gemeu, mas se afastou com relutância. Ela caminhou na minha frente enquanto eu observava seus quadris balançando, tão lindamente, e sua doce bundinha tão confortável em seu short. 
Natacha pegou a minha mão enquanto caminhávamos para o saguão. Ela me levou para um dos carros alugados, eu abri a porta para ela e depois fui para o meu lugar. Pedro e Bruna seguiram fazendo o mesmo, entrando no carro que Juliana ia na direção, com Guilherme ao seu lado. Logo atrás, Cirilo vinha acompanhando de Roberval, Jacob e Well.
Eu puxei o carro para o tráfico e nós seguíamos em um silencio confortável. O silencio era bom, nada desconfortável. Natacha mexeu no som, procurando alguma musica que ela gostava. As vezes eu pegava ela me olhando, e quando eu retribuía o olhar, ela sorria com o lábio inferior entre os dentes. Era engraçado como as coisas eram entre nós dois, em um momento parecíamos que se nos encostássemos, sairia faísca de ambos, já em outros momentos, éramos assim, como se fossemos namoradinhos adolescentes. 

Natacha POV
Enquanto entravamos na fila para passar pelas catracas, eu me perguntava como que ainda tivemos a esperança de que bonés e óculos serviriam como disfarces. Era óbvio que seriamos reconhecidos, e graças a isso, agora estávamos sendo escoltados em uma fila. De longe ouvíamos gritos de vários fãs, alguns se arriscavam em chegar perto de nós. Luan segurava firmemente em minha cintura, me protegendo, como se eu fosse a única pessoa que estavam procurando por ali.
-Vamos, andem! -Juliana era uma bola de energia. Tínhamos sorte que ela era pequena, talvez as pessoas sentadas atrás de nós ainda fossem capaz de ver. Ela pegou minha mão e abriu caminho até o elevador, como se tivesse vindo ao estádio um bilhão de vezes em vez de nenhuma.
Graças as nossas entradas, nosso caminho de entrada era diferente dos demais. Entramos no enorme elevador e seguimos em direção ao pavimento que se localizava o setor da área VIP. Chegamos aos nossos lugares marcados na arquibancada. Nós não tivemos que ir muito longe para chegar aos nossos assentos, eram facilmente os melhores lugares que eu já tinha estado. Até mesmo Luan parecia intimidada pela visão daquele gramado verde e limpo, quando nós descemos a nossa seção e encontramos nossa fileira.
-Ok, já estamos prontos! -Juliana saltou com entusiasmo em sua cadeira e esticou o pescoço para tentar olhar o estádio. -Onde estão os jogadores?
-No vestiário, Jujuba. Eles saem apenas minutos antes do jogo, correndo para fora do túnel, um por um. -Luan respondeu.
-Essa é daquelas que fugia da Edução Física na escola. -Pedro comentou rindo.
Eu ri ao seu lado, concordando.
-Muito certamente, que sim.
-Como se você entendesse sobre futebol também. -Ela mostrou a língua.
-Mais do que você, com certeza. -Mandei beijo para ela.
-Então nós temos algum tempo antes do jogo? -Bruna perguntou, enquanto acariciava sua barriga. 
-Sim, cerca de 20 minutos. -Guilherme checou em seu relógio. 
Bruna pulou de seu lugar e seus olhos voaram em direção ao local onde estavam vendendo comida. Ela nem precisava dizer nada para que soubéssemos o que ela queria.

Luan POV
A voz anunciando que o jogo iria começar. soou e os times começaram a correr dos túneis. O lugar ficou elétrico e senti a emoção surgir através de mim. Todo o estádio cantando em uníssono o hino nacional, as vozes eram de arrepiar.
Começou o jogo com o Boca Juniors dominando a bola. Eu estava completa ansioso, meu coração batendo quando a bola mudou de direção, seguindo para o lado do gol. O tempo ia rolando, o estádio reagia a cada movimento feito em campo. Meus braços estavam envolvidos na cintura da Natacha e a cada movimento meu, eu naturalmente levava ela junto, coisa que a fazia rir uma hora e fazer bico na outra.
Não demorou para que o primeiro gol saísse e comemorar ali naquele estádio, com toda a vibração rodeando, era emoção indescritível!
Outro gol foi conseguido assim que o jogo entrou no segundo tempo. Todos meus amigos comemoravam junto comigo, assim como nossas namoradas, mesmo uma delas não sabendo praticamente nada do que significada uma passada ou qual era a diferença de um jogador para o outro.
O fim do jogo se aproximou, cada vez mais o tempo parecia se prolongar, junto com a ansiedade que estava a mil. Mas já era óbvio, o titulo já havia sido conquistado, e toda a torcida estava ciente disso, só esperávamos o apito final para soltarmos o grito preso na garganta.
Natacha estava me admirando com a sua ansiedade beirando a minha, ela fincava suas unhas no meu braço a cada passe de um jogador do time adversário, ou escondia o rosto no meu peito quando algo do tipo acontecia. Ali, no estádio era impossível não seguir o fluxo da emoção presente.
Foi dado o apito final e com ele anunciado: Corinthians era campeão da Libertadores, havia conquistado o título de maneira invicta!
Os gritos eram ensurdecedores, juntando com os fogos então, era algo surreal! Eu sentia os arrepios subirem pelo meu corpo, conforme eu gritava em comemoração. Natacha pulou no meu colo me abraçando, enquanto gritava completamente feliz. Abracei meus amigos ali presentes e fizemos nossos toques em comemoração, a emoção era tanta que contagiava todos presentes.
Natacha olhou pra mim com seus olhos verdes brilhando de emoção.
-O título é nosso! -Seu sorriso era tão lindo!
Eu sorri e deixei minhas mãos caírem para a sua cintura, puxando-a para mim. 
-Sim, ele é nosso!
Ela sorriu e se lançou para mim, envolvendo suas pernas em torno da minha cintura quando eu a peguei e a puxei para mim, segurando em sua bunda dessa vez. Então estávamos essencialmente parados nas arquibancadas, dessa maneira . Eu realmente meio que amava isso, mas eu queria mais do que isso agora. 
Estendi minha mão e a empurrei através do seu cabelo, tirando a presilha de cabelo que ela usava, observando quando o seu cabelo castanho caiu em ondas em torno do seu rosto. Ela era tão linda.
Seus lábios chocaram contra os meus, suas mãos movendo pelo meu peito e puxando a minha camisa. Ela se afastou e me olhou com aquele olhar faminto e eu juro que todas as partes do meu corpo pareciam estar pegando fogo. 
-Eu quero você. -Ela murmurou, sua voz rouca, com necessidade e isso era realmente tudo que eu precisava.
-Eu sou seu.
-Nós precisamos voltar para o hotel agora. -Ela disse rangendo os dentes, enquanto ela me olhava, mordendo o lábio inferior. 
Antes que eu me desse conta, havíamos conseguido nos livrar de todos nossos amigos. Não que fossemos ruins, mas prioridades no momento eram outras.
Natacha tomou o assento do motorista, por que ela não bebeu e eu me sentei no banco de passageiro. Sua mão resolveu se situar sobre a minha coxa, bem perto de onde minha ereção lutava contra meu jeans. 
Nós já estávamos na estrada principal e Natacha dirigia um pouquinho acima da velocidade normal, quando nós dois ouvimos um barulho muito bem conhecido. Então ambos vimos umas luzes azul e vermelha bem atrás de nós.
Fu-deu!


Alo Alo Alo Alo vocês sabem quem sou eu?

Alo Alo Graças a Deus!!! 
Antes de dar início as notas finais, só quero dizer que a Inês Brasil é minha grande ídola e minha maior inspiração! 2 bj
COMO VÃO VOCÊEEES? Estavam com saudades? Sentiram minha falta ou eu poderia demorar mais um pouco? Calmaaa! Não me batam, por favor, eu estava só brincando! 
Tenho certeza absoluta de que estão já cavando minha cova, por conta da minha demora. Dessa vez confesso que me enrolei totalmente com esse capítulo, inspiração abandonou, falta de tempo pra conseguir respirar estava incluso, fora otras cositas más... Fim de mais um ano já está ai, as aulas já estão chegando ao fim... E eu espero conseguir fazer o mesmo por aqui.
Vamos falar do capítulo agora... Nunca me canso de descrever essas coisas clichês com esse casal,é algo tão natural que rola, que quando começo, viro à noite escrevendo. Agora, no momento que estou escrevendo isso, estou em uma madrugada, enfiando pipoca na boca. Até pq se eu não fizesse isso, eu não seria eu! 
Quero saber o que acharam deles assistindo ao jogo do Corinthians no estado, sei que na nossa atualidade, isso já faz um tempinho, mas segui um pouco o ritmo do ano em que a história se passa, por isso algumas (muitas) coisas atrasadas. Mas quero que foquem na história, não em datas ou coisas assim. Acredito que muitas estão acostumadas com histórias, fanfics, focadas em detalhes que acontecem na realidade e colocando em fanfic, mas se não perceberam ainda, aqui a coisa é um pouco diferente. 
Ultimamente ando não falando muito, não é? Antes eu escrevia textos enormes, falava mais do que escrevia o capitulo, e acho que estou voltando a fazer isso haha quero saber como andam vocês, quem me acompanha nas redes sociais, como por exemplo, no snap ou twitter, sabe que eu voltei pra academia, voltei a tentar uma vida fitness -muitas vezes, quase todas elas, são difíceis- mas é aquela coisa, se estava me incomodando, não estava me satisfazendo, eu precisava/preciso resolver isso, e não ficar me lamentando, vendo o tempo passar. Por isso, voltei pra academia, estou frequentando direitinho a terapia, então estou cuidando, não só, do físico, mas também do psicológico. Coisa que recomendo para todos, sei o quanto nós adolescente/adultos, temos problemas, conflitos internos, questões não resolvidas que muita das vezes atrasam nossas vidas, não nos deixando viver, apenas existir, era isso que estava acontecendo comigo. Perdi um ano completo da minha vida, me afundando em uma depressão acompanhada de uma síndrome de bordeline que só estavam sugando a minha vida. Era assim que eu me sentia, pelo menos. Até que chegou um momento que eu resolvi dar um basta nisso, tive cede, nos últimos minutos, pela vida. Assim, resolvi buscar ajuda profissional, aprendendo a lidar com tudo isso dentro de mim. Eu não os curei, estou apenas tratando isso, um por um, aprendendo a fazer isso, com um de cada vez. Terei recaídas, óbvio que sim, mas é aquela frase clichê "cair sete e levantar oito" um dos meus lemas. 
O que mais me surpreende, é saber que existem tantas pessoas espalhadas por ai que estão passando pelo mesmo que eu, mas que não tem ajuda de lado algum, não tem um apoio ou alguém que sente e apenas diga "eu estou aqui com você, você não está sozinho". 
Em uma das minha sessões, eu lembro que a Doutora Vivian me disse que o que poderia ser muito forte pra mim, para uma outra pessoa poderia não ser algo fácil de aguentar. Hoje tive um exemplo que logo me lembrei disso, uma amiga terminou com o namorado, e não aguentou, chorou na minha frente, precisando do meu abraço e consolo. Eu no lugar dela, me permitiria ligar o foda-se e seguir com a minha vida, mas essa sou eu, assim que eu aguentaria tal situação, porém, não estava se tratando de mim, e sim dela, pra ela, era uma dor, um sentimento, algo que não poderia ser ignorado. Por isso que meu conselho para vocês no dia de hoje é, não façam pouco caso dos sentimentos dos outros, muito menos de suas dores. Não achem que tudo nessa vida é drama, é pra chamar atenção... Amadureçam as mentes de vocês, expandam mais ela, abram seus olhares e vejam o mundo da maneira diferente que eu comecei a enxergar. 
Por hoje é só, não foi a intenção escrever um enorme texto, mas eu precisava fazer isso. Pensando aqui, o que vocês acham de que em cada capítulo, no final no momento das notas, eu compartilhar um pouquinho mais do que ando aprendendo com vocês? Caso queiram, ficarei imensamente feliz em ajudar, ouvindo desabafos, dando conselhos, através do meu ponto de vista, fazer uma troca, um lugar onde vocês podem saber que tem uma amiga que podem contar!
Pensem, e me digam aqui embaixo nos comentários. Beijos, meus amores, até o próximo capítulo, amo vocês! 

10 comentários:

  1. Negaah coloca a morte do Cristiano😭😍👏Pfffv

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    1. Obrigada meu bem! Não vou prometer, mas vou pensar em alguma maneira de encaixar isso

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  2. Gostei deles nos jogo, mas confesso q pensei q rolaria algo la se é q me entende.kkkkkkk
    Mais ai os safadinhos foram para o hotel e ainda andando na velocidade acima do permitido e acho q agora eles estao fodidos.kkk
    E eu louca por um hot hahahaha! Queroo mais pra ontem viu? Bjoss!
    *
    P.S: Eu entendi vc seu dos problemas que passa, rs. E se quiser pode compartilhar sim conosco. Vou amar saber.

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    1. Bando de safadaaaa! Tu representa todas elas haha até pensei em fazer algo do tipo, mas acho que seria fugir muito da realidade né?! Logo terá um hot daqueles!
      Vou compartilhar sim, fico feliz em saber que querem isso, obrigada viu? Beijos!

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  3. "É só que eu sequer podia considerar a possibilidade de talvez pensar em te deixar saber que eu estava acordado com você me fazendo carinho desse jeito, muito menos colocar essa teoria em prática." Li e reli 4 vezes e ainda não entendi o que o Luan quis dizer com isso, mas fazer o que. Pra algumas coisas até entendo bem, mas para outras sou super lerda -_-. Ta vendo o que dá ser safado demais? Se lascaram agora, tomara que a policia não seja para parar eles... Murri quando o Luan disse que Mari é empata foda kkkkkkkkkk
    Sobre o que você disse, "O que mais me surpreende, é saber que existem tantas pessoas espalhadas por ai que estão passando pelo mesmo que eu, mas que não tem ajuda de lado algum, não tem um apoio ou alguém que sente e apenas diga "eu estou aqui com você, você não está sozinho"." Muitas das vezes é exatamente isso que eu preciso de alguem comigo, pode ser que eu não passe por metade do que você passa, mas de tudo que eu passei só esse ano, tudo que eu queria era alguém comigo nem que seja para dizer "estou com você". As vezes isso muda a vida de muitas pessoas, acho que o meu maior problema é querer sofrer sozinha, não divido nada com ninguém (não sei como estou conseguindo falar isso aqui, mas ok), prefiro ajudar os outros á que me ajudar e é isso que esta acabando comigo. Enfim, eu irei amar se você compartilhar um pouquinho mais de você aqui...
    Bjs linda e contt por favor.

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    1. Tentando resumir o que ele quis dizer foi que, caso ele desse sinal de que estava acordado, ele perderia o carinho que ela estava fazendo nele. Kkkk as vezes gosto de complicar as coisas, e acabo complicando demais.
      Kkkkkkkk tá vendooo tudo traz uma consequência e agr os dois se ferraram haha
      Então meu bem, eu consigo entender você, mesmo que eu não saiba quais são seus problemas, mas entendo o que é ter a necessidade de ter alguém consigo, de ter pelo menos alguém do lado se importando com vc, mesmo que não venha com conselhos ou palavras bonitas. Eu muitas vezes fui igual a você, do tipo que guardava tudo que sentia, que não queria ser um fardo na vida das pessoas, achava que ninguém iria se importar, ninguém iria se interessar. Mas aprendi que, à minha volta existem tantas pessoas que me amam, que querem me ver bem, que mesmo que não saibam demonstrar, ou q mesmo q eu não queria enxergar, elas estavam lá. Minha mãe é uma dessas pessoas, sempre esteve e sempre está. Eu precisei de uma ajuda profissional pra enxergar algo do tipo, e eu recomendo muito! As vezes nos mudamos nosso olhar, nos tornamos cegos pra tal coisa que isso só nos prejudica, as vezes a dor psicológica acaba tapando nossa visão, não nos deixando ver a famosa luz sabe? Apenas precisamos querer dar o primeiro passo, para que as coisas comecem a melhorar.
      Pretendo sim compartilhar cada vez mais um pouquinho, e quem sabe, ajudar algumas pessoas.
      Se quiser conversar comigo, só me chamar no whats, beijos!

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  4. Oi linda?! Voltou né grazadeus - esse casal ta mais safado que o normal euein nem o pobi do estádio escapa e essas notas que parecem outro capítulo -.- assim não dá, nat sua kenga volte logo viu xuxu

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  5. Nah vc n vaipostar mais não?Estou desesperada esperaaando,posta rápido mse n eu infarto

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  6. Natacha sua vagabunda, bora querida, anda, vamos postar mais um capítulo?
    Eu consegui finalmente ler o que eu tava atrasada e agora já posso voltar a comentar lindamente coisas fofas sobre minha fanfic favorita <3
    Eu realmente não entendi ainda, depois de todo esse tempo lendo, como você consegue enrolar tanto, e ainda prender a gente na história a cada capítulo, de um jeito incrível. Esses dois são tão lindos juntos e tão safados (nem vou falar nada sobre os hots frequentes que a senhora anda fazendo, estão mexendo com minhas estruturas), e tão bonitinhos e fofos, e arrancam suspiros constantes da pessoa romântica que sou eu.
    Já to ansiosa pra saber se eles vão parar na cadeia por taradisse demais (risos), pode postar já, ok? besu.
    Lulu.

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