Esse capítulo eu quero dedicar a todos, TODOS, os meu leitores. Amo vocês, pequenos gafanhotos ♥
-Eu te amo. -Fez uma pausa para coçar a nunca. -Não seja tão dura comigo, não costumo dizer isso para ninguém muito menos repetidamente, você sabe disso. É difícil, poxa... -Revirou os olhos. -E bem gay. Mas eu te amo, Nat.
Inclinei a cabeça para a esquerda, dissecando vagarosamente cada silaba e, ainda atônita, falei:
-Então você me ama?
-Sim. -Ficou confuso com minha insistência em confirmar.
Enchi os pulmões de ar. Em seguida, expirei forte.
Ellie Goulding - My Blood
-Você tem a mínima noção do que é amar alguém? -Não o deixei responder. -Claro que não, Israel. Sabe por quê? Porque alguém tão egoísta, superficial e imaturo quanto você, desconhece totalmente esse tipo de sentimento.
-Acho que não me entendeu. -Tentou me tocar, mas não permiti. Ele balançou a cabeça lentamente. -Eu sei que estraguei as coisas, Nat.- Mas o sorriso arrogante nos seus lábios traía sua declaração. Perguntei-me brevemente como eu tinha deixado de notar isso tantas vezes antes, quando estávamos juntos.-Eu poderia ter sido melhor para você, eu admito isso.-Ele continuou, em um tom que deveria ser magnético, mas ficou muito aquém. -Mas, o que eu posso dizer? -Ele bufou, uma expressão irônica no seu rosto. -Todos nós cometemos erros na vida, certo?
Minhas mãos tremiam ao meu lado, de descrença e insulto com a sua fraca tentativa de um pedido de desculpas, se é que isso poderia ter sido chamado assim.
-Não. -Minha mente se abria de uma forma esplêndida. -Agora é que eu realmente estou entendendo tudo. -Sorri sem humor. -Você nunca teve a intenção de ter nada sério comigo e me fez acreditar que a culpa era toda minha. Que eu havia errado em nosso relacionamento. Você não tem ideia de quantas noites de sono eu perdi, apenas porque eu virava a noite acordada me perguntando o que eu deveria ter feito para que você não fizesse aquilo que fez. De fato, fui ingênua em não perceber que, na época, invadiu minha vida sem a menor intenção de ficar. Mas agora você retorna e vem me dizer que me traiu porque foi inevitável? E friso: Não foi uma vez e sim várias! Quer me fazer crer também que me trair depois de várias vezes dizer que me amava, foi um gesto nobre?- Tomei fôlego. -Não acredito que teve a ousadia de abrir a boca para dizer que me ama se nunca teve um pingo de consideração por mim.
-Nat... -Ficou impaciente.
-Não terminei! -Com altivez, o impedi de falar. -Eu me puni feito uma louca por gostar de você. Fiquei em estado quase permanente de auto-sabotagem. Passei por altos e baixos, fiz coisas absurdas... E pra quê? Para poder fugir do que eu julgava ser uma obsessão incurável por você. Mas quer saber? Descobri que o que eu sentia não era obsessão, Israel. -Articulei perfeitamente as palavras. -Era justamente falta daquilo que erroneamente te dei... -Meus olhos ficaram úmidos de emoção. -Amor. -Ergui a cabeça. -Só que nesses meses eu fui mais corajosa do que algum dia podia imaginar, superei o que eu pensei ser insuperável e passei por cima dos meus próprios erros. Eu estou verdadeiramente passando a me admirar e a me respeitar. Então Israel, você pode chamar isso de amor próprio.
-Por favor, Nat. Você está confusa! -Jogou as mãos para o alto, fazendo pouco caso.
-Meu Deus, eu não estou! -Sorri para o céu, agradecendo. -Nesse momento estou inquestionavelmente sã. -Me sentia leve, como se pudesse flutuar.
-Ter amor próprio não é obstáculo para ficar comigo. Sério, você está confusa. -Seu ego o impediu de aceitar a rejeição.
-Escuta, se não conseguiu assimilar tudo o que eu disse... -Coloquei uma mão em seu ombro, fitando-o com extrema seriedade. -Entenda ao menos isso, Israel: Eu finalmente perdoei você, mas eu não sou mais apaixonada por você.
Parei, boquiaberta com o soar libertador da frase. Fui tomada por uma alegria que era impossível de esconder. A sensação se assemelhava a de quando despertamos de um longo sonho ruim. Existia alívio, segurança e conforto.
-Olha, eu e você, nós podemos ter tido os nossos... Problemas. -Senti vontade de rir na cara dele, porque esse era o eufemismo do ano. Ele deu mais um passo, se aproximando mais de mim, uma intensidade escura em seus olhos. -Mas, você tem que admitir, Nat, nós tínhamos uma química séria acontecendo. Quando estávamos bem, nós éramos bons de verdade. -Ele sorriu sugestivamente. -Eu sei que nós podemos ter isso de novo. -Ele disse com naturalidade.
Havia tantas coisas que eu poderia ter dito naquele momento. Eu poderia ter dito a ele que nossos problemas eram tão épicos, não havia nenhuma maneira de ainda numerá-los. Eu poderia ter dito a ele que, agora que eu sabia o que bom de verdade realmente significava, o que ele e eu uma vez tivemos parecia ser uma piada triste. Eu poderia ter dito a ele que, parada aqui com ele, perto de uma piscina, estava me fazendo querer vomitar.
Eu precisava acabar com essa conversa o mais rápido possível. Porque, olhando para o homem que tinha sido o meu namorado, meu primeiro amor, a minha introdução ao amor e relacionamentos, o que eu mais precisava era voltar para o Luan. Para o homem que mudou a imagem distorcida que este homem tinha deixado para trás, para o homem que me ensinou o que poderia ser o verdadeiro amor e respeito.
Para o único homem com quem eu sempre quereria o bom de verdade.
Eu balancei minha cabeça, sentindo algo semelhante a pena pelo homem que eu pensava que amava.
-Israel, se você acha que o que tínhamos algum dia poderia ter sido considerado bom de verdade, então você ainda não tem ideia do que isso realmente significa.
Essa não tinha sido a resposta que ele estava esperando. Seus lábios torceram em um grunhido.
-Oh, e eu suponho que você sabe agora, hein? -Israel cuspiu. -O que aconteceu? O menino loiro da chácara não estava mais dando no couro? Aquele idiota do seu namoradinho deu isso melhor para você? -Ele fez algum tipo de gesto que eu não consegui realmente ver, com a mão. Mas a forma como o seu braço empurrou para frente e para trás deu-me uma boa ideia do que se tratava.
Eu o encarei. Ele bufou.
-Sim, tenho certeza que ele está. -Ele riu, respondendo à sua própria pergunta. A presunção em seu rosto foi substituída com a escuridão, a maldade que sempre assumia quando ele percebia que não estava recebendo do seu jeito. -Você acha que tem isso muito bom agora, não é?
-Isso é um ponto final. -Manquei um passo atrás, alinhando minha postura.
-Tudo isso é por causa daquele infeliz que me roubou você? -Parecia magoado, mas eu não ligava.
Claro que Luan, com sua franqueza, ideais fortes e amor, tinha me influenciado profundamente nos últimos tempos. Mas não querendo prolongar a conversar, simplesmente respondi:
-É que estou em busca do... -Olhei para o céu azulado e ri por dentro de minha conclusão. -Estou em busca do meu equilíbrio interior. E sim, é por causa dele. Eu não sou mais apaixonada por você. -Fiz uma pausa.-Eu estou apaixonada... pelo Luan, é ele quem eu amo. E ele está apaixonado por mim. Ele também me ama.
-Apaixonado por você? - Israel riu. -A qualquer dia, ele voltará para os seus jogos antigos. -Ele bufou. -Isto é, se ele já não estiver fodendo pelas suas costas. Apaixonado por você, -ele rosnou insultuosamente, e isso me enfureceu, -Nat, babe, você é apenas uma de muitas para ele, e, acredite em mim, em pouco tempo você estará chorando me pedindo perdão por ter duvidado das minhas palavras, desejando que você tivesse me ouvido.
Ri pelo nariz e o encarei.
Israel ficou confuso, mas principalmente aborrecido com sua falta de domínio sobre mim.
-Nós acabamos aqui! -Disse em um tom resignado. -Tenha um bom dia. -Dei-lhe as costas e caminhei com serenidade até o meu quarto.
No mundo existem dois tipos de pessoas. As que vivem de forma segura. E as que vivem a trancos e barrancos. Eu vivo a trancos e barrancos, mas essa é a forma mais intensa de se viver, sempre pegando carona nas oportunidades de recomeçar.
Disparei pela área de lazer, mancando pelo hall e alcancei o elevador vazio. Ali de uma certa forma me senti refugiada, pude colocar para fora toda a felicidade que quase me explodia o peito.
Ofegante, coloquei as mãos na cabeça no momento em que as portas se fecharam e...
-EU SABIA! -Gritei para o meu reflexo no espelho, pois há dias sentia que minha hora de dar a volta por cima estava chegando. -Eu sabia, sabia! -Eu toquei meu reflexo no espelho e sorri para a minha imagem, com vontade de abraçá-la. Alias sentia vontade de de abraçar o mundo inteiro! -Meu Deus, eu não sou mais apaixonada pelo Israel! -Fechei os olhos e chacoalhei braços e pernas, em uma merecida comemoração.
Talvez eu já não possuísse sentimentos pelo Cara do Arrocha há algum tempo, mas só quando ele se declarou para mim foi que finalmente percebi que eu não dava a mínima. Suas palavras já não me afetavam, seu charme já não me impressionava e seu estilo bad boy, definitivamente, me parecia ridículo e infantil.
Sorri ainda mais para a minha imagem no espelho e ri feliz como uma criança.
-MALUCA, SIM! -Gritei entre meus ataques de riso. -BURRA, NUNCA... MAIS!
Talvez toda essa minha felicidade se devesse ao fato de que eu estava tendo uma chance para poder concertar meus erros. Eu havia abrido os olhos a tempo, antes de cometer a maior burrada da minha vida e eu não poderia ficar mais feliz por isso. Eu havia encerrado um ciclo em minha vida, um ciclo que eu achava que nunca teria fim! E agora eu finalmente poderia ser livre e aceitar a felicidade que eu merecia.
Luan POV
Ao acordar, eu esperava encontrar um corpo macio enroscado ao meu, uma respiração pesada contra o meu pescoço, o seu cheiro tão costumeiro invadindo meu sistema. Mas ao abrir os olhos, nada disso aconteceu. A cama estava vazia, os lençóis e o seu lado da cama estavam frios. Ela não estava lá.
Peguei meu celular que estava sobre o criado-mudo e olhei as horas, ainda era cedo então deduzi que ela estava junto com a minha família na sala de jantar.
Levantei-me da cama e segui em direção ao banheiro. Depois de tomar um banho revigorante, fui até o outro comodo, mas pra minha frustração tudo se encontrava vazio e silencioso.
Onde ela estava?
Voltei para o nosso quarto e a minha primeira ação foi ligar para o seu celular. Ao ouvir o toque do mesmo no quarto dentro da sua bolsa, bufei irritado. Eu sabia que não havia motivos, mas depois de todo o trauma e susto que tínhamos passado ontem, eu estava preocupado e com medo.
Decidido a esperar por ela em nosso quarto, peguei meu violão e sentei-me perto da sacada do hotel. As notas saiam em aleatório, nada se construía. Após cerca de 20 minutos, eu percebi que tinha dado tempo suficiente para Natacha voltar, então eu decidi sair do quarto e ir procurá-la pelo hotel e depois trazê-la para o quarto e conversar, certificar que ela estava bem depois de tudo que havia passado na noite anterior.
Deixei um bilhete pequeno sobre o meu travesseiro, omitindo alguns fatos para ela. Na verdade eu não queria que ela soubesse que eu provavelmente a estava perseguindo. Peguei meu celular e saí da suíte tomando cuidado para não despertar a atenção de ninguém pelo caminho.
Eu não tinha uma reta traçada, eu não fazia ideia de onde ela poderia estar. A poucos metros da área de lazer do hotel, eu pensei ter ouvido vozes vindo da parte da piscina. Curioso, eu caminhei calmamente em direção a elas. E então as batidas do meu coração aceleraram quando eu reconheci as vozes.
-Eu sei. Às vezes sou estúpido, mas isso não quer dizer que eu nunca...-Israel deteve-se.
Minhas mãos cerraram em meus lados. Eu comecei a me aproximar mais, para fazer a minha presença conhecida, mas então eu ouvi a voz da Natacha novamente.
-Nunca? -Natacha o incentivou a continuar.
-Você sabe.
-Não Rael, eu não sei. -Eu poderia jurar que ela tinha revirado os olhos.
-Isso não quer dizer que eu nunca... -Eu o ouvi respirar fundo. Quando ele falou de novo, sua voz era suave, calmante. -Tenha te... Amado. Na verdade, ainda amo.
Eu parei.
Ambos ficaram em silêncio por um tempo. Eu podia ouvir a respiração irregular da Natacha, misturando-se com o vento leve e o som dos pássaros. Minha mente girava e girava, tentando determinar qual seria o melhor curso de ação, intervir e parar essa merda agora, ou esperar -e torcer para que a Natacha tivesse a força para afastar Israel de uma vez por todas.
-Oras, Nat... Não finja que não sabia. Por que acha que estou aqui? Acredita mesmo que eu não tenho melhores propostas de emprego? Várias turnês fora do Brasil me esperam, mas eu escolhi ficar. Queria estar perto de você novamente. O que posso dizer? -Riu sem humor. -Você me pegou de jeito.
Eu trouxe as minhas mãos até o meu cabelo e fechei meus punhos fortemente nele, virando-o em um círculo e tentando impedir que meu cérebro implodisse. Ele não tinha o direito. Nenhum fodido direito de continuar atrás dela.
-Por favor, repete. -Ela disse com desespero silencioso.
-Eu te amo. -Ele repetiu, fazendo uma pausa. -Não seja tão dura comigo, não costumo dizer isso para ninguém muito menos repetidamente, você sabe disso. É difícil, poxa... -E bem gay. Mas eu te amo, Nat.
Ela não disse nada. Meu pulso acelerou, meu sangue batia descontroladamente entre meus ouvidos.
-Então você me ama? -Ela perguntou secamente.
-Sim. -Sua voz era cuidadosa
-Você tem a mínima noção do que é amar alguém? -Ela parou, sua voz tremendo de raiva. -Claro que não, Israel. Sabe por quê? Porque alguém tão egoísta, superficial e imaturo quanto você, desconhece totalmente esse tipo de sentimento.
-Acho que não me entendeu. Eu sei que estraguei as coisas, Nat. Eu poderia ter sido melhor para você, eu admito isso. -Ele continuou, em um tom que deveria ser magnético, mas ficou muito aquém. -Mas, o que eu posso dizer? -Ele bufou. -Todos nós cometemos erros na vida, certo?
-Não. -Sua voz era firme, decidida. -Agora é que eu realmente estou entendendo tudo. -Ela riu sem humor. -Você nunca teve a intenção de ter nada sério comigo e me fez acreditar que a culpa era toda minha. Que eu havia errado em nosso relacionamento. Você não tem ideia de quantas noites de sono eu perdi, apenas porque eu virava a noite acordada me perguntando o que eu deveria ter feito para que você não fizesse aquilo que fez. De fato, fui ingênua em não perceber que, na época, invadiu minha vida sem a menor intenção de ficar. Mas agora você retorna e vem me dizer que me traiu porque foi inevitável? E friso: Não foi uma vez e sim várias! Quer me fazer crer também que me trair depois de várias vezes dizer que me amava foi um gesto nobre?- Ela finalmente tomou fôlego para respirar. -Não acredito que teve a ousadia de abrir a boca para dizer que me ama se nunca teve um pingo de consideração por mim.
-Nat... -Ficou impaciente.
-Não terminei! -Com altivez, o impediu de falar. -Eu me puni feito uma louca por gostar de você. Fiquei em estado quase permanente de auto-sabotagem. Passei por altos e baixos, fiz coisas absurdas... E pra quê? Para poder fugir do que eu julgava ser uma obsessão incurável por você. Mas quer saber? Descobri que o que eu sentia não era obsessão, Israel. Era justamente falta daquilo que erroneamente te dei... -Ouvi sua voz embargada e precisei me segurar para não dar mais um passo. -Amor. Só que nesses meses eu fui mais corajosa do que algum dia podia imaginar, superei o que eu pensei ser insuperável e passei por cima dos meus próprios erros. Eu estou verdadeiramente passando a me admirar e a me respeitar. Então Israel, você pode chamar isso de amor próprio.
-Por favor, Nat. Você está confusa!
-Meu Deus, eu não estou! Nesse momento estou inquestionavelmente sã.
-Ter amor próprio não é obstáculo para ficar comigo. Sério, você está confusa. -Ele bufou sarcasticamente.
-Escuta, se não conseguiu assimilar tudo o que eu disse... -Natacha respondeu, como se estivesse tentando desesperadamente fazê-lo entender. -Entenda ao menos isso, Israel: Eu finalmente perdoei você, mas eu não sou mais apaixonada por você.
Silêncio.
-Olha, eu e você, nós podemos ter tido os nossos... Problemas. Mas, você tem que admitir, Nat, nós tínhamos uma química séria acontecendo. Quando estávamos bem, nós éramos bons de verdade. -Eu podia detectar a malicia em sua voz. -Eu sei que nós podemos ter isso de novo. -Ele disse com naturalidade.
-Israel, se você acha que o que tínhamos algum dia poderia ter sido considerado bom de verdade, então você ainda não tem ideia do que isso realmente significa.
Essa provavelmente não era a resposta que ele esperava. Muito menos eu.
-Oh, e eu suponho que você sabe agora, hein? -Israel cuspiu. -O que aconteceu? O menino loiro da chácara não estava mais dando no couro? Aquele idiota do seu namoradinho deu isso melhor para você?-Ele bufou. -Sim, tenho certeza que ele está. -Ele riu, respondendo a sua própria pergunta. -Você acha que tem isso muito bom agora, não é?
-Isso é um ponto final. -Ela ignorou sua pergunta.
-Tudo isso é por causa daquele infeliz que me roubou você?
Idiota era ele.
-É que estou em busca do... -Natacha respirou. -Estou em busca do meu equilíbrio interior. E sim, é por causa dele. Eu não sou mais apaixonada por você.-Ela fez uma pausa.-Eu estou apaixonada... pelo Luan, é ele quem eu amo. E ele está apaixonado por mim. Ele também me ama.
Lá estava, dito claramente para ele. Da minha posição escondido na parede lateral, eu inalei em um profundo suspiro de alívio.
E dei um soco mental no ar.
-Apaixonado por você?- Israel riu. -A qualquer dia, ele voltará para os seus jogos antigos.-Ele bufou. -Isto é, se ele já não estiver fodendo pelas suas costas. Apaixonado por você, -ele rosnou insultuosamente, toda a suavidade e delicadeza desaparecidas da sua voz, -Nat, babe, você é apenas uma de muitas para ele, e, acredite em mim, em pouco tempo você estará chorando me pedindo perdão por ter duvidado das minhas palavras, desejando que você tivesse me ouvido.
Natacha ficou em silêncio. Mais uma vez, eu debati ficar no meu lugar contra resgatá-la. Quando olhei ao redor, pesando ambas as opções, meus olhos pousaram na parede da outra extremidade.
Felipe estava assistindo a cena com seus olhos em fenda.
-Nós acabamos aqui! -Natacha finalmente disse em tom resignado. Afastei-me da parede e olhei pelas plantas que escondiam Natacha e Israel do meu ponto de visão. -Tenha um bom dia.
Eu ouvi um conjunto de passos se afastando, e o som da porta rangendo quando se abriu e fechou.
Isso foi quando eu saí de trás das plantas.
Fui até onde Israel estava sozinho, olhando para o chão, seus ombros caídos. Ele olhou para cima assim que me ouviu me aproximando. Seu rosto se contorceu em um grunhido.
-Bem, se não é o próprio menino bonito. Então você é um maldito bisbilhoteiro, em cima de todo o resto? - Ele zombou.
Eu olhei para ele em silêncio. Israel bufou.
-Eu não seria tão arrogante se eu fosse você. Logo você estará fora do quadro e eu serei a pessoa que estará aqui para ela.- Ele bateu no seu peito com a mão. -Eu serei aquele a confortando. Será pra mim que ela correrá e irá pedir perdão por ter se enganado com você.
Eu balancei minha cabeça.
-Isso é o que você está esperando, não é? Você está esperando que eu estrague as coisas e a machuque. Dessa forma, você pode se lançar e ser o herói na vida dela.
-Eu não quero que você a machuque. Mas isso é quem você fodidamente é. Está fadado a acontecer.
Eu o encarei. Ele bufou de novo.
-O quê? Você vai ficar aqui e me dizer que Luan Santana, o Pegador, cansou de pegar uma por noite? Que você mudou pela Natacha?
-É tão difícil acreditar nisso, Israel? -Eu perguntei, incrédulo.-Você diz que a ama, mas, ainda assim, você acha que é muito difícil acreditar que ela seria o suficiente para me mudar.
Ele não respondeu. Ele apenas olhou para mim, narinas inflamadas, respirando pesadamente.
-Se você a ama tanto, -eu perguntei, -só me responde uma coisa: Porque você a traiu? Porque você jogou pela janela tudo o que tinha? E agora? Por que você simplesmente não a deixa-
-Eu não devo satisfações a você!-Ele me cortou. -Mas nunca foi de caso pensado, isso posso garantir. Você não tem ideia de como me arrependo por ter a perdido, todas as noites que deito em meu travesseiro. Eu preciso fazê-la ver que você não é o seu cavaleiro de armadura brilhante! Eu não nego que eu a machuquei! -Ele bateu no seu peito de novo. -Mas ela precisa ver que não serei o único a fazer isso com ela. E quando você o fizer e ela abrir os olhos e ver que errou ao acreditar em você, eu estarei aqui!
-Disso eu tinha certeza, você não teria feito de caso pensado. Mas isso está no passado e você não tem mais o poder de mudar. Mas eu mudei por ela. Eu a amo. E para a sua infelicidade, não cometerei o mesmo erro que você. Ela não vai precisar correr para os seus braços. Eu estou aqui agora. Eu estou aqui para cuidar dela. Eu estou aqui para protegê-la. Eu estou aqui para ser o homem que ela precisa.
Ele se aproximou de mim e parou, a centímetros do meu rosto, seus olhos negros se estreitando e sua respiração difícil. Todo o seu corpo tremia de raiva. Ele olhou para mim, tentando me intimidar com a sua altura maciça e -foda-se, sim, eu era homem suficiente para admitir isso - construção maciça. E, embora eu também poderia admitir que ele provavelmente me venceria se isso acontecesse, eu podia ver em seus olhos que ele sabia a verdade. Ele sabia a verdade e ele me odiava ainda mais por isso.
Natacha era minha. E ele poderia bater-me para o chão tanto quanto queria, que não mudaria isso.
Ele apontou seu dedo indicador no meu peito. Mas a verdade queimando em seus olhos me impediu de agarrá-lo e quebrá-lo.
-Você vai estragar as coisas. Você vai estragar e ela voltará para mim.
-Ela nunca foi sua, Israel. Ela nunca será. E eu estou dizendo a você agora, eu nunca vou estragar as coisas com a Natacha. Ela é tudo para mim, simplesmente assim. Você quer passar a vida esperando por algo que nunca vai acontecer, essa é a sua perda. Agora, você quer me fazer um favor? -Eu disse, olhando para o dedo cavando em meu peito.
Seus olhos rasgaram em mim, assumindo um olhar selvagem, feroz. Ele cavou seu dedo mais profundamente, sua respiração mais errática. E então, de repente, ele abaixou a cabeça e baixou seu dedo.
Nós ficamos em silêncio por um longo tempo, até que ele de repente olhou para mim, seus olhos cheios de angústia.
E, por uma fração de segundo, eu tive pena dele. Eu conhecia o seu olhar torturado e me imaginei mais uma vez em sua posição. O pensamento foi suficiente para me colocar em pânico. A realidade me mataria.
-Maldito seja, Luan, por quê? Você poderia ter qualquer mulher. Por que você tinha que estabelecer sua vista nela? -Ele perguntou em uma voz angustiada.
Qualquer pedaço de pena que eu possa ter sentido se dissolveu.
-Se você tem que me perguntar isso, então você não ama a Natacha nem metade do quanto você parece pensar que ama.
Ele não tinha mais nada a dizer. Eu bufei.
-Você ficará simplesmente bem, Israel. Pare de desejar alguém a milhares de quilômetros de distância e tenta seguir em frente pra tentar encontrar sua felicidade.
E com isso, eu virei e fui embora, deixando Israel para resolver seus sentimentos perdidos.
Caramba, caramba, caramba!!! Que capítulo foi esse? Até mesmo eu estou surpresa com todos acontecimentos que antecederam esse fim. Acho que ninguém esperava esse fim né? Estou com medo e ansiosa para saber o que acharam de tudo, mas espero que tenham gostado.
Finalmente chegamos até aqui, finalmente a Na encerrou toda essa situação. Garanto para vocês que a relação entre a Na e o Rael teve o seu ponto final! Todos esperavam por isso né? Acho que o que ninguém esperava era que o Luan escutasse tudo. Como será agora que ele sabe da confusão que a Na sentia sobre os sentimentos dele?
Mais uma vez irei deixar para responder as perguntas no próximo capítulo. Estou em uma correria danada aqui, consegui escrever e ter ideias há pouco tempo, estou tentando colocar tudo em dia pra vcs.
Falta de criatividade, computador quebrado e falta de tempo, pequenos gafanhotos, é uma coisa séria :/ Espero que vocês tenham me entendido nesse tempo que demorei para postar. Agradeço e muito a paciência que todos vocês tiveram ao me esperar, ao esperar o próximo capítulo. Agradeço tbm a todos que comentaram, quando vi, li todos os comentários meu coração se apertava querendo postar o mais rápido possível e logo se acelerava de emoção por ler cada palavrinha de vocês. Sou muito grata a cada um que comentou, a cada um que leu.
Tentarei tirar um tempo no próximo capítulo e responder a cada um de vocês, okay?
Antes de ir, quero divulgar algumas coisinhas aqui, a primeira é a fic da linda da Leticia: http://fanficumpedacinhodemim.blogspot.com.br/ a fic ainda está no comecinho e pelo que vi, é boa! Ela está apenas esperando vocês irem lá e conferir, bora?
Quero divulgar também esse Instagram http://instagram.com/di_vul_ga_coes ele serve para divulgações de perfil, como está na descrição a divulgação começará quando tiver 200 seguidores. Bora seguir e ter sua foto divulgada? Quem seguir me avisa e eu mandarei spoilers do próximo capítulo.
Agora eu vou indo, qualquer duvidas que tiverem, perguntas, curiosidades deixem ai embaixo e no próximo capítulo eu tentarei responder aqui ou qualquer problema respondo no nosso grupo. Comentem muito, agora que sei que conseguimos passar da nossa meta, vou cobrar hein? kkk Ainda estou precisando de novas ideias, então não hesitem em me ajudar. Me deixe saber o que vocês acharam desse capítulo enorme. Deixem suas criticas, opiniões sobre tudo, elogios, e claro o seu comentário.
Agora é serio, beijos, amo vocês, gafanhotos!
Posto outro depois de no mínimo 18 comentários.
-Eu te amo. -Fez uma pausa para coçar a nunca. -Não seja tão dura comigo, não costumo dizer isso para ninguém muito menos repetidamente, você sabe disso. É difícil, poxa... -Revirou os olhos. -E bem gay. Mas eu te amo, Nat.
Inclinei a cabeça para a esquerda, dissecando vagarosamente cada silaba e, ainda atônita, falei:
-Então você me ama?
-Sim. -Ficou confuso com minha insistência em confirmar.
Enchi os pulmões de ar. Em seguida, expirei forte.
Ellie Goulding - My Blood
-Você tem a mínima noção do que é amar alguém? -Não o deixei responder. -Claro que não, Israel. Sabe por quê? Porque alguém tão egoísta, superficial e imaturo quanto você, desconhece totalmente esse tipo de sentimento.
-Acho que não me entendeu. -Tentou me tocar, mas não permiti. Ele balançou a cabeça lentamente. -Eu sei que estraguei as coisas, Nat.- Mas o sorriso arrogante nos seus lábios traía sua declaração. Perguntei-me brevemente como eu tinha deixado de notar isso tantas vezes antes, quando estávamos juntos.-Eu poderia ter sido melhor para você, eu admito isso.-Ele continuou, em um tom que deveria ser magnético, mas ficou muito aquém. -Mas, o que eu posso dizer? -Ele bufou, uma expressão irônica no seu rosto. -Todos nós cometemos erros na vida, certo?
Minhas mãos tremiam ao meu lado, de descrença e insulto com a sua fraca tentativa de um pedido de desculpas, se é que isso poderia ter sido chamado assim.
-Não. -Minha mente se abria de uma forma esplêndida. -Agora é que eu realmente estou entendendo tudo. -Sorri sem humor. -Você nunca teve a intenção de ter nada sério comigo e me fez acreditar que a culpa era toda minha. Que eu havia errado em nosso relacionamento. Você não tem ideia de quantas noites de sono eu perdi, apenas porque eu virava a noite acordada me perguntando o que eu deveria ter feito para que você não fizesse aquilo que fez. De fato, fui ingênua em não perceber que, na época, invadiu minha vida sem a menor intenção de ficar. Mas agora você retorna e vem me dizer que me traiu porque foi inevitável? E friso: Não foi uma vez e sim várias! Quer me fazer crer também que me trair depois de várias vezes dizer que me amava, foi um gesto nobre?- Tomei fôlego. -Não acredito que teve a ousadia de abrir a boca para dizer que me ama se nunca teve um pingo de consideração por mim.
-Nat... -Ficou impaciente.
-Não terminei! -Com altivez, o impedi de falar. -Eu me puni feito uma louca por gostar de você. Fiquei em estado quase permanente de auto-sabotagem. Passei por altos e baixos, fiz coisas absurdas... E pra quê? Para poder fugir do que eu julgava ser uma obsessão incurável por você. Mas quer saber? Descobri que o que eu sentia não era obsessão, Israel. -Articulei perfeitamente as palavras. -Era justamente falta daquilo que erroneamente te dei... -Meus olhos ficaram úmidos de emoção. -Amor. -Ergui a cabeça. -Só que nesses meses eu fui mais corajosa do que algum dia podia imaginar, superei o que eu pensei ser insuperável e passei por cima dos meus próprios erros. Eu estou verdadeiramente passando a me admirar e a me respeitar. Então Israel, você pode chamar isso de amor próprio.
-Por favor, Nat. Você está confusa! -Jogou as mãos para o alto, fazendo pouco caso.
-Meu Deus, eu não estou! -Sorri para o céu, agradecendo. -Nesse momento estou inquestionavelmente sã. -Me sentia leve, como se pudesse flutuar.
-Ter amor próprio não é obstáculo para ficar comigo. Sério, você está confusa. -Seu ego o impediu de aceitar a rejeição.
-Escuta, se não conseguiu assimilar tudo o que eu disse... -Coloquei uma mão em seu ombro, fitando-o com extrema seriedade. -Entenda ao menos isso, Israel: Eu finalmente perdoei você, mas eu não sou mais apaixonada por você.
Parei, boquiaberta com o soar libertador da frase. Fui tomada por uma alegria que era impossível de esconder. A sensação se assemelhava a de quando despertamos de um longo sonho ruim. Existia alívio, segurança e conforto.
-Olha, eu e você, nós podemos ter tido os nossos... Problemas. -Senti vontade de rir na cara dele, porque esse era o eufemismo do ano. Ele deu mais um passo, se aproximando mais de mim, uma intensidade escura em seus olhos. -Mas, você tem que admitir, Nat, nós tínhamos uma química séria acontecendo. Quando estávamos bem, nós éramos bons de verdade. -Ele sorriu sugestivamente. -Eu sei que nós podemos ter isso de novo. -Ele disse com naturalidade.
Havia tantas coisas que eu poderia ter dito naquele momento. Eu poderia ter dito a ele que nossos problemas eram tão épicos, não havia nenhuma maneira de ainda numerá-los. Eu poderia ter dito a ele que, agora que eu sabia o que bom de verdade realmente significava, o que ele e eu uma vez tivemos parecia ser uma piada triste. Eu poderia ter dito a ele que, parada aqui com ele, perto de uma piscina, estava me fazendo querer vomitar.
Eu precisava acabar com essa conversa o mais rápido possível. Porque, olhando para o homem que tinha sido o meu namorado, meu primeiro amor, a minha introdução ao amor e relacionamentos, o que eu mais precisava era voltar para o Luan. Para o homem que mudou a imagem distorcida que este homem tinha deixado para trás, para o homem que me ensinou o que poderia ser o verdadeiro amor e respeito.
Para o único homem com quem eu sempre quereria o bom de verdade.
Eu balancei minha cabeça, sentindo algo semelhante a pena pelo homem que eu pensava que amava.
-Israel, se você acha que o que tínhamos algum dia poderia ter sido considerado bom de verdade, então você ainda não tem ideia do que isso realmente significa.
Essa não tinha sido a resposta que ele estava esperando. Seus lábios torceram em um grunhido.
-Oh, e eu suponho que você sabe agora, hein? -Israel cuspiu. -O que aconteceu? O menino loiro da chácara não estava mais dando no couro? Aquele idiota do seu namoradinho deu isso melhor para você? -Ele fez algum tipo de gesto que eu não consegui realmente ver, com a mão. Mas a forma como o seu braço empurrou para frente e para trás deu-me uma boa ideia do que se tratava.
Eu o encarei. Ele bufou.
-Sim, tenho certeza que ele está. -Ele riu, respondendo à sua própria pergunta. A presunção em seu rosto foi substituída com a escuridão, a maldade que sempre assumia quando ele percebia que não estava recebendo do seu jeito. -Você acha que tem isso muito bom agora, não é?
-Isso é um ponto final. -Manquei um passo atrás, alinhando minha postura.
-Tudo isso é por causa daquele infeliz que me roubou você? -Parecia magoado, mas eu não ligava.
Claro que Luan, com sua franqueza, ideais fortes e amor, tinha me influenciado profundamente nos últimos tempos. Mas não querendo prolongar a conversar, simplesmente respondi:
-É que estou em busca do... -Olhei para o céu azulado e ri por dentro de minha conclusão. -Estou em busca do meu equilíbrio interior. E sim, é por causa dele. Eu não sou mais apaixonada por você. -Fiz uma pausa.-Eu estou apaixonada... pelo Luan, é ele quem eu amo. E ele está apaixonado por mim. Ele também me ama.
-Apaixonado por você? - Israel riu. -A qualquer dia, ele voltará para os seus jogos antigos. -Ele bufou. -Isto é, se ele já não estiver fodendo pelas suas costas. Apaixonado por você, -ele rosnou insultuosamente, e isso me enfureceu, -Nat, babe, você é apenas uma de muitas para ele, e, acredite em mim, em pouco tempo você estará chorando me pedindo perdão por ter duvidado das minhas palavras, desejando que você tivesse me ouvido.
Ri pelo nariz e o encarei.
Israel ficou confuso, mas principalmente aborrecido com sua falta de domínio sobre mim.
-Nós acabamos aqui! -Disse em um tom resignado. -Tenha um bom dia. -Dei-lhe as costas e caminhei com serenidade até o meu quarto.
No mundo existem dois tipos de pessoas. As que vivem de forma segura. E as que vivem a trancos e barrancos. Eu vivo a trancos e barrancos, mas essa é a forma mais intensa de se viver, sempre pegando carona nas oportunidades de recomeçar.
Disparei pela área de lazer, mancando pelo hall e alcancei o elevador vazio. Ali de uma certa forma me senti refugiada, pude colocar para fora toda a felicidade que quase me explodia o peito.
Ofegante, coloquei as mãos na cabeça no momento em que as portas se fecharam e...
-EU SABIA! -Gritei para o meu reflexo no espelho, pois há dias sentia que minha hora de dar a volta por cima estava chegando. -Eu sabia, sabia! -Eu toquei meu reflexo no espelho e sorri para a minha imagem, com vontade de abraçá-la. Alias sentia vontade de de abraçar o mundo inteiro! -Meu Deus, eu não sou mais apaixonada pelo Israel! -Fechei os olhos e chacoalhei braços e pernas, em uma merecida comemoração.
Talvez eu já não possuísse sentimentos pelo Cara do Arrocha há algum tempo, mas só quando ele se declarou para mim foi que finalmente percebi que eu não dava a mínima. Suas palavras já não me afetavam, seu charme já não me impressionava e seu estilo bad boy, definitivamente, me parecia ridículo e infantil.
Sorri ainda mais para a minha imagem no espelho e ri feliz como uma criança.
-MALUCA, SIM! -Gritei entre meus ataques de riso. -BURRA, NUNCA... MAIS!
Talvez toda essa minha felicidade se devesse ao fato de que eu estava tendo uma chance para poder concertar meus erros. Eu havia abrido os olhos a tempo, antes de cometer a maior burrada da minha vida e eu não poderia ficar mais feliz por isso. Eu havia encerrado um ciclo em minha vida, um ciclo que eu achava que nunca teria fim! E agora eu finalmente poderia ser livre e aceitar a felicidade que eu merecia.
Luan POV
Ao acordar, eu esperava encontrar um corpo macio enroscado ao meu, uma respiração pesada contra o meu pescoço, o seu cheiro tão costumeiro invadindo meu sistema. Mas ao abrir os olhos, nada disso aconteceu. A cama estava vazia, os lençóis e o seu lado da cama estavam frios. Ela não estava lá.
Peguei meu celular que estava sobre o criado-mudo e olhei as horas, ainda era cedo então deduzi que ela estava junto com a minha família na sala de jantar.
Levantei-me da cama e segui em direção ao banheiro. Depois de tomar um banho revigorante, fui até o outro comodo, mas pra minha frustração tudo se encontrava vazio e silencioso.
Onde ela estava?
Voltei para o nosso quarto e a minha primeira ação foi ligar para o seu celular. Ao ouvir o toque do mesmo no quarto dentro da sua bolsa, bufei irritado. Eu sabia que não havia motivos, mas depois de todo o trauma e susto que tínhamos passado ontem, eu estava preocupado e com medo.
Decidido a esperar por ela em nosso quarto, peguei meu violão e sentei-me perto da sacada do hotel. As notas saiam em aleatório, nada se construía. Após cerca de 20 minutos, eu percebi que tinha dado tempo suficiente para Natacha voltar, então eu decidi sair do quarto e ir procurá-la pelo hotel e depois trazê-la para o quarto e conversar, certificar que ela estava bem depois de tudo que havia passado na noite anterior.
Deixei um bilhete pequeno sobre o meu travesseiro, omitindo alguns fatos para ela. Na verdade eu não queria que ela soubesse que eu provavelmente a estava perseguindo. Peguei meu celular e saí da suíte tomando cuidado para não despertar a atenção de ninguém pelo caminho.
Eu não tinha uma reta traçada, eu não fazia ideia de onde ela poderia estar. A poucos metros da área de lazer do hotel, eu pensei ter ouvido vozes vindo da parte da piscina. Curioso, eu caminhei calmamente em direção a elas. E então as batidas do meu coração aceleraram quando eu reconheci as vozes.
-Eu sei. Às vezes sou estúpido, mas isso não quer dizer que eu nunca...-Israel deteve-se.
Minhas mãos cerraram em meus lados. Eu comecei a me aproximar mais, para fazer a minha presença conhecida, mas então eu ouvi a voz da Natacha novamente.
-Nunca? -Natacha o incentivou a continuar.
-Você sabe.
-Não Rael, eu não sei. -Eu poderia jurar que ela tinha revirado os olhos.
-Isso não quer dizer que eu nunca... -Eu o ouvi respirar fundo. Quando ele falou de novo, sua voz era suave, calmante. -Tenha te... Amado. Na verdade, ainda amo.
Eu parei.
Ambos ficaram em silêncio por um tempo. Eu podia ouvir a respiração irregular da Natacha, misturando-se com o vento leve e o som dos pássaros. Minha mente girava e girava, tentando determinar qual seria o melhor curso de ação, intervir e parar essa merda agora, ou esperar -e torcer para que a Natacha tivesse a força para afastar Israel de uma vez por todas.
-Oras, Nat... Não finja que não sabia. Por que acha que estou aqui? Acredita mesmo que eu não tenho melhores propostas de emprego? Várias turnês fora do Brasil me esperam, mas eu escolhi ficar. Queria estar perto de você novamente. O que posso dizer? -Riu sem humor. -Você me pegou de jeito.
Eu trouxe as minhas mãos até o meu cabelo e fechei meus punhos fortemente nele, virando-o em um círculo e tentando impedir que meu cérebro implodisse. Ele não tinha o direito. Nenhum fodido direito de continuar atrás dela.
-Por favor, repete. -Ela disse com desespero silencioso.
-Eu te amo. -Ele repetiu, fazendo uma pausa. -Não seja tão dura comigo, não costumo dizer isso para ninguém muito menos repetidamente, você sabe disso. É difícil, poxa... -E bem gay. Mas eu te amo, Nat.
Ela não disse nada. Meu pulso acelerou, meu sangue batia descontroladamente entre meus ouvidos.
-Então você me ama? -Ela perguntou secamente.
-Sim. -Sua voz era cuidadosa
-Você tem a mínima noção do que é amar alguém? -Ela parou, sua voz tremendo de raiva. -Claro que não, Israel. Sabe por quê? Porque alguém tão egoísta, superficial e imaturo quanto você, desconhece totalmente esse tipo de sentimento.
-Acho que não me entendeu. Eu sei que estraguei as coisas, Nat. Eu poderia ter sido melhor para você, eu admito isso. -Ele continuou, em um tom que deveria ser magnético, mas ficou muito aquém. -Mas, o que eu posso dizer? -Ele bufou. -Todos nós cometemos erros na vida, certo?
-Não. -Sua voz era firme, decidida. -Agora é que eu realmente estou entendendo tudo. -Ela riu sem humor. -Você nunca teve a intenção de ter nada sério comigo e me fez acreditar que a culpa era toda minha. Que eu havia errado em nosso relacionamento. Você não tem ideia de quantas noites de sono eu perdi, apenas porque eu virava a noite acordada me perguntando o que eu deveria ter feito para que você não fizesse aquilo que fez. De fato, fui ingênua em não perceber que, na época, invadiu minha vida sem a menor intenção de ficar. Mas agora você retorna e vem me dizer que me traiu porque foi inevitável? E friso: Não foi uma vez e sim várias! Quer me fazer crer também que me trair depois de várias vezes dizer que me amava foi um gesto nobre?- Ela finalmente tomou fôlego para respirar. -Não acredito que teve a ousadia de abrir a boca para dizer que me ama se nunca teve um pingo de consideração por mim.
-Nat... -Ficou impaciente.
-Não terminei! -Com altivez, o impediu de falar. -Eu me puni feito uma louca por gostar de você. Fiquei em estado quase permanente de auto-sabotagem. Passei por altos e baixos, fiz coisas absurdas... E pra quê? Para poder fugir do que eu julgava ser uma obsessão incurável por você. Mas quer saber? Descobri que o que eu sentia não era obsessão, Israel. Era justamente falta daquilo que erroneamente te dei... -Ouvi sua voz embargada e precisei me segurar para não dar mais um passo. -Amor. Só que nesses meses eu fui mais corajosa do que algum dia podia imaginar, superei o que eu pensei ser insuperável e passei por cima dos meus próprios erros. Eu estou verdadeiramente passando a me admirar e a me respeitar. Então Israel, você pode chamar isso de amor próprio.
-Por favor, Nat. Você está confusa!
-Meu Deus, eu não estou! Nesse momento estou inquestionavelmente sã.
-Ter amor próprio não é obstáculo para ficar comigo. Sério, você está confusa. -Ele bufou sarcasticamente.
-Escuta, se não conseguiu assimilar tudo o que eu disse... -Natacha respondeu, como se estivesse tentando desesperadamente fazê-lo entender. -Entenda ao menos isso, Israel: Eu finalmente perdoei você, mas eu não sou mais apaixonada por você.
Silêncio.
-Olha, eu e você, nós podemos ter tido os nossos... Problemas. Mas, você tem que admitir, Nat, nós tínhamos uma química séria acontecendo. Quando estávamos bem, nós éramos bons de verdade. -Eu podia detectar a malicia em sua voz. -Eu sei que nós podemos ter isso de novo. -Ele disse com naturalidade.
-Israel, se você acha que o que tínhamos algum dia poderia ter sido considerado bom de verdade, então você ainda não tem ideia do que isso realmente significa.
Essa provavelmente não era a resposta que ele esperava. Muito menos eu.
-Oh, e eu suponho que você sabe agora, hein? -Israel cuspiu. -O que aconteceu? O menino loiro da chácara não estava mais dando no couro? Aquele idiota do seu namoradinho deu isso melhor para você?-Ele bufou. -Sim, tenho certeza que ele está. -Ele riu, respondendo a sua própria pergunta. -Você acha que tem isso muito bom agora, não é?
-Isso é um ponto final. -Ela ignorou sua pergunta.
-Tudo isso é por causa daquele infeliz que me roubou você?
Idiota era ele.
-É que estou em busca do... -Natacha respirou. -Estou em busca do meu equilíbrio interior. E sim, é por causa dele. Eu não sou mais apaixonada por você.-Ela fez uma pausa.-Eu estou apaixonada... pelo Luan, é ele quem eu amo. E ele está apaixonado por mim. Ele também me ama.
Lá estava, dito claramente para ele. Da minha posição escondido na parede lateral, eu inalei em um profundo suspiro de alívio.
E dei um soco mental no ar.
-Apaixonado por você?- Israel riu. -A qualquer dia, ele voltará para os seus jogos antigos.-Ele bufou. -Isto é, se ele já não estiver fodendo pelas suas costas. Apaixonado por você, -ele rosnou insultuosamente, toda a suavidade e delicadeza desaparecidas da sua voz, -Nat, babe, você é apenas uma de muitas para ele, e, acredite em mim, em pouco tempo você estará chorando me pedindo perdão por ter duvidado das minhas palavras, desejando que você tivesse me ouvido.
Natacha ficou em silêncio. Mais uma vez, eu debati ficar no meu lugar contra resgatá-la. Quando olhei ao redor, pesando ambas as opções, meus olhos pousaram na parede da outra extremidade.
Felipe estava assistindo a cena com seus olhos em fenda.
-Nós acabamos aqui! -Natacha finalmente disse em tom resignado. Afastei-me da parede e olhei pelas plantas que escondiam Natacha e Israel do meu ponto de visão. -Tenha um bom dia.
Eu ouvi um conjunto de passos se afastando, e o som da porta rangendo quando se abriu e fechou.
Isso foi quando eu saí de trás das plantas.
Fui até onde Israel estava sozinho, olhando para o chão, seus ombros caídos. Ele olhou para cima assim que me ouviu me aproximando. Seu rosto se contorceu em um grunhido.
-Bem, se não é o próprio menino bonito. Então você é um maldito bisbilhoteiro, em cima de todo o resto? - Ele zombou.
Eu olhei para ele em silêncio. Israel bufou.
-Eu não seria tão arrogante se eu fosse você. Logo você estará fora do quadro e eu serei a pessoa que estará aqui para ela.- Ele bateu no seu peito com a mão. -Eu serei aquele a confortando. Será pra mim que ela correrá e irá pedir perdão por ter se enganado com você.
Eu balancei minha cabeça.
-Isso é o que você está esperando, não é? Você está esperando que eu estrague as coisas e a machuque. Dessa forma, você pode se lançar e ser o herói na vida dela.
-Eu não quero que você a machuque. Mas isso é quem você fodidamente é. Está fadado a acontecer.
Eu o encarei. Ele bufou de novo.
-O quê? Você vai ficar aqui e me dizer que Luan Santana, o Pegador, cansou de pegar uma por noite? Que você mudou pela Natacha?
-É tão difícil acreditar nisso, Israel? -Eu perguntei, incrédulo.-Você diz que a ama, mas, ainda assim, você acha que é muito difícil acreditar que ela seria o suficiente para me mudar.
Ele não respondeu. Ele apenas olhou para mim, narinas inflamadas, respirando pesadamente.
-Se você a ama tanto, -eu perguntei, -só me responde uma coisa: Porque você a traiu? Porque você jogou pela janela tudo o que tinha? E agora? Por que você simplesmente não a deixa-
-Eu não devo satisfações a você!-Ele me cortou. -Mas nunca foi de caso pensado, isso posso garantir. Você não tem ideia de como me arrependo por ter a perdido, todas as noites que deito em meu travesseiro. Eu preciso fazê-la ver que você não é o seu cavaleiro de armadura brilhante! Eu não nego que eu a machuquei! -Ele bateu no seu peito de novo. -Mas ela precisa ver que não serei o único a fazer isso com ela. E quando você o fizer e ela abrir os olhos e ver que errou ao acreditar em você, eu estarei aqui!
-Disso eu tinha certeza, você não teria feito de caso pensado. Mas isso está no passado e você não tem mais o poder de mudar. Mas eu mudei por ela. Eu a amo. E para a sua infelicidade, não cometerei o mesmo erro que você. Ela não vai precisar correr para os seus braços. Eu estou aqui agora. Eu estou aqui para cuidar dela. Eu estou aqui para protegê-la. Eu estou aqui para ser o homem que ela precisa.
Ele se aproximou de mim e parou, a centímetros do meu rosto, seus olhos negros se estreitando e sua respiração difícil. Todo o seu corpo tremia de raiva. Ele olhou para mim, tentando me intimidar com a sua altura maciça e -foda-se, sim, eu era homem suficiente para admitir isso - construção maciça. E, embora eu também poderia admitir que ele provavelmente me venceria se isso acontecesse, eu podia ver em seus olhos que ele sabia a verdade. Ele sabia a verdade e ele me odiava ainda mais por isso.
Natacha era minha. E ele poderia bater-me para o chão tanto quanto queria, que não mudaria isso.
Ele apontou seu dedo indicador no meu peito. Mas a verdade queimando em seus olhos me impediu de agarrá-lo e quebrá-lo.
-Você vai estragar as coisas. Você vai estragar e ela voltará para mim.
-Ela nunca foi sua, Israel. Ela nunca será. E eu estou dizendo a você agora, eu nunca vou estragar as coisas com a Natacha. Ela é tudo para mim, simplesmente assim. Você quer passar a vida esperando por algo que nunca vai acontecer, essa é a sua perda. Agora, você quer me fazer um favor? -Eu disse, olhando para o dedo cavando em meu peito.
Seus olhos rasgaram em mim, assumindo um olhar selvagem, feroz. Ele cavou seu dedo mais profundamente, sua respiração mais errática. E então, de repente, ele abaixou a cabeça e baixou seu dedo.
Nós ficamos em silêncio por um longo tempo, até que ele de repente olhou para mim, seus olhos cheios de angústia.
E, por uma fração de segundo, eu tive pena dele. Eu conhecia o seu olhar torturado e me imaginei mais uma vez em sua posição. O pensamento foi suficiente para me colocar em pânico. A realidade me mataria.
-Maldito seja, Luan, por quê? Você poderia ter qualquer mulher. Por que você tinha que estabelecer sua vista nela? -Ele perguntou em uma voz angustiada.
Qualquer pedaço de pena que eu possa ter sentido se dissolveu.
-Se você tem que me perguntar isso, então você não ama a Natacha nem metade do quanto você parece pensar que ama.
Ele não tinha mais nada a dizer. Eu bufei.
-Você ficará simplesmente bem, Israel. Pare de desejar alguém a milhares de quilômetros de distância e tenta seguir em frente pra tentar encontrar sua felicidade.
E com isso, eu virei e fui embora, deixando Israel para resolver seus sentimentos perdidos.
Caramba, caramba, caramba!!! Que capítulo foi esse? Até mesmo eu estou surpresa com todos acontecimentos que antecederam esse fim. Acho que ninguém esperava esse fim né? Estou com medo e ansiosa para saber o que acharam de tudo, mas espero que tenham gostado.
Finalmente chegamos até aqui, finalmente a Na encerrou toda essa situação. Garanto para vocês que a relação entre a Na e o Rael teve o seu ponto final! Todos esperavam por isso né? Acho que o que ninguém esperava era que o Luan escutasse tudo. Como será agora que ele sabe da confusão que a Na sentia sobre os sentimentos dele?
Mais uma vez irei deixar para responder as perguntas no próximo capítulo. Estou em uma correria danada aqui, consegui escrever e ter ideias há pouco tempo, estou tentando colocar tudo em dia pra vcs.
Falta de criatividade, computador quebrado e falta de tempo, pequenos gafanhotos, é uma coisa séria :/ Espero que vocês tenham me entendido nesse tempo que demorei para postar. Agradeço e muito a paciência que todos vocês tiveram ao me esperar, ao esperar o próximo capítulo. Agradeço tbm a todos que comentaram, quando vi, li todos os comentários meu coração se apertava querendo postar o mais rápido possível e logo se acelerava de emoção por ler cada palavrinha de vocês. Sou muito grata a cada um que comentou, a cada um que leu.
Tentarei tirar um tempo no próximo capítulo e responder a cada um de vocês, okay?
Antes de ir, quero divulgar algumas coisinhas aqui, a primeira é a fic da linda da Leticia: http://fanficumpedacinhodemim.blogspot.com.br/ a fic ainda está no comecinho e pelo que vi, é boa! Ela está apenas esperando vocês irem lá e conferir, bora?
Quero divulgar também esse Instagram http://instagram.com/di_vul_ga_coes ele serve para divulgações de perfil, como está na descrição a divulgação começará quando tiver 200 seguidores. Bora seguir e ter sua foto divulgada? Quem seguir me avisa e eu mandarei spoilers do próximo capítulo.
Agora eu vou indo, qualquer duvidas que tiverem, perguntas, curiosidades deixem ai embaixo e no próximo capítulo eu tentarei responder aqui ou qualquer problema respondo no nosso grupo. Comentem muito, agora que sei que conseguimos passar da nossa meta, vou cobrar hein? kkk Ainda estou precisando de novas ideias, então não hesitem em me ajudar. Me deixe saber o que vocês acharam desse capítulo enorme. Deixem suas criticas, opiniões sobre tudo, elogios, e claro o seu comentário.
Agora é serio, beijos, amo vocês, gafanhotos!
Posto outro depois de no mínimo 18 comentários.
Uoooool !! Que capitulo foi esse ? Eu simplesmente amei tudo o que a Natacha disse pro Israel ! Ele mereceu ouvir tudo isso !! E cara, você me surpreende mais a cada capitulo. E é por isso que eu digo : Muito obrigado por ter criado essa fanfic ! Eu não me arrependo nenhum segundo de ter começado a ler !!
ResponderExcluirJá estou anciosa pro próximo capitulo ! @lovaticdols
MEEEEEU DEUS! CHOQUEI!! Que capítulo foi esse mulher? Simplesmente, P E R F E I T O :e
ResponderExcluirEstou há tempos sem comentar, mas é pq só estou lendo pelo celular e fica difícil de comentar, sorry. Mas, quero dizer que cada vez que venho ler, me surpreendo com seus capítulos. São magníficos! Esse capítulo, foi um, se não o, melhor de todos. Estou ansiosa para saber como Na e Luan reagirão após conversarem e esclarecerem tudo. hahaha
Volte logo <3
@SomosLuanetes_
amor, uma dica, nao repete tudo de novo quando outra pessoa for narrar, fica chato o o capítulo e ah! queria um hot que já marca registrada na sua fanfic, mas que voce nao faz a anos :x haushsus
ResponderExcluirPUTA QUE PARIU, o Israel mereceu tudo isso, haha Luan curioso ouvindo a conversa dos outros, continua moça, e por favor não demore pra posta de novo ok?
ResponderExcluir@suckemels
Continuaaaaaa
ResponderExcluirContinuaaaaa por favooorr
ResponderExcluirposta maaaaaaaaais amorr que capítulo P-E-R-F-E-I-T-O, simplesmente.
ResponderExcluirAmei anjo ai por favor no próximo envolva o Bear haha saudades daquela coisa mais linda.
Ei e o capítulo hot? vai postar quando hein mocinha?
Haaaa o Israel se f**eu com a resposta da Na haha amei, serio e pf me diz que ele n vai mais atrapalhar os pombinhos
tenta postar outro sem demorar tanto ta amor quase morri aqui de tão ansiosa bjss
-Isadora
Nooooooossa '0' amei amei adoremei esse cap véi kkkk tava esperando.esse confronto Luan x Israel ashuas quero ver o encontro entra a Branquela com seu Moreno.*----* posta maaais
ResponderExcluir-Stephanie-
Nossa *__* A-D-O-R-E-I quero matar esse Israael já posso? serío mesmo mô chato
ResponderExcluir@_vick_brito
Levei um susto , achando que a fic tinha acabado kk
ResponderExcluircap maravilhoso <3 .
Coomoo assim ? Mee SURPREENDEUU muitooo cara ,O que falar desse capituloo? Gente estouuu Boba sériooo ,Ficooou muitooo ,Muitoo ... Surpriendente essa é a palavra certa ,Não precisoo dizer que Ameei né? Ele ficouu como eu esperava e bemm melhoor do que eu esperava ,Eu esperoo por esse momento a Muitoo tempo ,Repito Mutoo tempoo ,Isso está realmente Perfeitooo .. O capituloo ficoou maravilhoso ,Essa resposta da Branquela foi Fantástica ,o Moreno ouvindo a conversa ,Fiqueii Boba as coisas que ela faloou para o Cara do Arrocha ,as coisas que o Luan faloou ficoou tudoo tão bemm Escritoo ,que por um momento eu penseii que era real ,crieii uma sena em minha mentee ficooou tudo tão ,Mágico ? É isso ficoou mágico e muito real dentro de meus pensamentoos ,Parabéns Minha escritora preferida ,Por ter escritoo esse capitulo tão bem e surpreendente como todoos os outroos ,Você é Fodaa (Desculpe o palavrão ) mais é isso ..
ResponderExcluirO que falar dessa fanfic ? Simplesmente perfeita ,Tem tudoo o que um Leitor espera ..
Eu precisava falar isso ,porque o meu coração está esperando a Tempo apenas para que chegasse esse momentoo :d :a
Isso não é nem metade do que eu queria falar ,mais fiiz um resumoo, se não isso iria ficar maior do que o capitulo que você escreveuu RSRSRS
Nem preciso dizer pra continuuar né?
Estouuuu esperando pelooo próximooo ,pra Logooo .. Não me deixe mais curiosa do que já estouu por favooor Naa ,Continuuua Esse trem ..
@Jamile_LuanS
Mais, eu preciso de mais....
ResponderExcluirMenina que capitulo foi esse???
obrigada pelo capitulo para nós Na <33
ResponderExcluirwoool que capitulo foi esse? :e
ameiii dmais, ja estava na hora da Nat botar um ponto final nessa historia
continuaaaaa?
@carol_mellos2
Nossa Natacha que capitulo perfeito posta mais by:monique
ResponderExcluirCapituloo perfeitoooo como sempre néh.....putz posta maisssss to apaixonadaaaaaaa por essa fic é viciante.....eu quero hot amorrr.....
ResponderExcluirPoxaaaaa queroo mais nega...posta,posta,posta......quero que da uma esquentada nessa fic,quero um super hot pra compensar. Essa seca....hot nega te imploroooooo ..
ResponderExcluirQUE CAPITULO FOI ESSE?????
ResponderExcluirCarnaval acabou faz tempo e a Nath e o Luan SAMBARAM NA CARA DO ISRAEL u.u hehehehe AMEEEEEEIII *-*
Mais nega,
ResponderExcluirE põem um beeeem hoot..
Posta mais Nat.
ResponderExcluirOii.. Li a fic desd o começo e estou amando, desculpa ñ ter comentado antes.. bjss TT @baixinhamarenta
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